Atlético só conseguiu dominar as ações na 2ª etapa e voltou a perder chances claras de gol. Rafael foi o melhor em campo Fazer dois pontos em seis possíveis não pode ser considerado um bom início de Brasileirão para um clube como o São Paulo, mas diante do cenário para enfrentrar o Atlético Mineiro no Mineirão, o empate sem gols na tarde deste domingo foi ótimo negócio para o desfalcado Tricolor. O Galo decepcionou. Não conseguiu ter a qualidade ofensiva já vista em outros jogos desta temporada.
O resultado é péssimo para os donos da casa. Estrearam perdendo diante do Grêmio e agora têm apenas um ponto de seis possíveis. Chegaram ao quarto jogo sem vitória na temporada. Mesmo com o crescimento alvinegro na 2ª etapa, o time de Cuca não teve regularidade na pressão que buscou fazer. Permitiu períodos de posse ao São Paulo e também sofreu sustos em sua defesa.
Escalações
Com o retorno de Alan Franco, Cuca pôde escalar força máxima e repetir o time da estreia no Brasileirão. A diferença esteve no esquema tático. Ao invés do 4-4-2, um 4-3-3, com Rony na ponta-direta e Scarpa mais centralizado.
Já Luis Zubeldia não teve Oscar, Lucas e Luiz Gustavo. Calleri e Enzo Diaz começaram entre os reservas. André Silva e Wendell foram titulares. Marcos Antônio fez dupla de volantes com Alisson. A exemplo que do que já ocorrerá contra o Talleres, Ferraresi jogou de lateral-direito.
Como Atlético Mineiro e São Paulo iniciaram o duelo válido pela 2ª rodada do Brasileirão 2025
Rodrigo Coutinho
O jogo
Nenhuma das duas equipes conseguiu se sobressair na 1ª etapa. Dentro do que se esperava antes da bola rolar, considerando o momento melhor do Atlético e os desfalques do São Paulo, é possível dizer que o Tricolor desceu para o vestiário com uma sensação melhor em relação ao adversário. Fez um bom trabalho defensivo e cedeu poucas chances ao Galo.
Foram quatro as ações ofensivas que merecem menção do Atlético nos primeiros 49 minutos. Na melhor delas, Hulk recebeu de Gabriel Menino na área, se livrou de Arboleda, e obrigou Rafael a fazer boa defesa. Jogadas deste padrão, no entanto, foram raridade. Poucas vezes o alvinegro conseguiu se aproximar da área tricolor com a bola de pé em pé e terminou a jogada satisfatoriamente.
Além da mobilidade abaixo do quarteto ofensivo do Galo, e da timidez dos laterais no apoio, o São Paulo se postou bem. Concentrado e intenso nas abordagens ao homem da bola, compacto entre os setores. Não permitiu as combinações que o Atlético costuma fazer na intermediária ofensiva. Arboleda protegeu muito bem a área. Ferraresi e Wendell esbanjaram firmeza nos duelos.
Rony chegou a incomodar em alguns ataques rápidos, Cuello lutou bastante e chutou uma bola com perigo de fora da área, mas foi muito pouco para furar o bloqueio paulista. Gustavo Scarpa esteve discreto. Seja na meia-direita ou quando trocou de posição com Rony, já a partir da metade da 1ª etapa.
Cuello, do Atlético-MG, arrisca o chute contra a meta do São Paulo
Pedro Souza
Se engana quem pensa, no entanto, que a dinâmica do jogo foi de um São Paulo apenas retraído. Pelo contrário, conseguiu alguns desarmes no campo rival e também manteve a bola na intermediária do Galo em alguns períodos. Alisson e Marcos Antônio fizeram Éverson trabalhar em chutes da entrada da área. Ferreira deu muito trabalho pela esquerda e aplicou um drible humilhante em Natanel.
Lyanco e Junior Alonso fizeram boas intervenções para impedir que bons ataques do São Paulo fossem concretizados. Luciano apareceu pouco. Cédric esteve preso pelo lado direito. André Silva perdeu a maior parte dos duelos para Lyanco.
Cuca sacou Gabriel Menino e Cuello no intervalo. Rubens e Bernard entraram. Natanael continuou tendo problemas para brecar Ferreira, e Cuca tirou o lateral antes mesmo dos dez minutos. Saravia entrou. Rubens e Bernard entraram bem. Foram mais agressivos com e sem a bola na comparação com Menino e Cuello. Bernard flutuou bastante da esquerda pro meio. Rubens se projetou por dentro.
A primeira mexida de Zubeldia foi por necessidade. Enzo Diaz entrou na vaga de lesionado Wendell. Por mais que não tenha sido suficiente para de fato criar uma pressão atleticana, as mexidas fizeram o Galo ter um domínio maior das ações. Rubens e Bernard se conectaram mais vezes com Hulk por dentro, e Gustavo Scarpa só não abriu o placar pela grande defesa feita por Rafael aos 20 minutos.
Hulk, do Atlético-MG, avança com a bola durante jogo contra o São Paulo
Pedro Souza
Zubeldia percebeu que o momento não era positivo para a sua equipe e mexeu três vezes em uma parada. Matheus Alves, Lucas Ferreira e Calleri substituíram Luciano, Ferreira e André Silva. O efeito foi quase que imediato. Lucas Ferreira se desvencilhou de Saravia e recebeu de Alisson na área, mas bateu em cima de Everson.
O São Paulo estava vivo no jogo, mas sofreu um duro golpe com a expulsão de Calleri, cerca de dez minutos depois de sua entrada em campo. Cuca transformou o Atlético em ''ataque total'' com as entradas de Junior Santos e Igor Gomes na reta final do jogo. Junior Alonso e Rony deixaram o gramado.
Daí em diante a partida se transformou em ataque x defesa. Rafael confirmou o status de melhor em campo ao fazer milagres em cabeçadas fulminantes de Lyanco e Junior Santos. O São Paulo lutou para defender a área nos minutos finais e isso também foi fundamental diante da quantidade de bolas alçadas pelo Atlético. Lyanco ainda foi expulso ao levar o segundo amarelo no último ato do jogo.
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