Colorado foi cirúrgico para abrir o placar e saiu do sufoco após expulsão de Hinestroza Vencer jogando bem é o principal objetivo de qualquer equipe do mundo, mas há ocasiões em que a necessidade da vitória faz com que a avaliação do desempenho não ganhe tanta importância, principalmente diante de adversários de qualidade como é o Atletico Nacional. O triunfo do Internacional por 3x0 na noite desta noite, no Beira-Rio, é um dos mais perfeitos exemplos disso.
Alan Patrick terminou a partida como grande nome da noite ao marcar os três gols, dois deles de pênalti, mas Wesley teve papel determinante nos momentos mais críticos do duelo para o Internacional. O Colorado passou longe de seu melhor nível antes de ficar com um a mais em campo, mas mostrou muito poder de decisão nas duas áreas. Noite mágica de Libertadores.
Escalações
Roger Machado seguiu sem poder contar com Victor Gabriel ou Juninho como companheiro de zaga de Vitão. Rogel foi mantido. Assim como Carbonero na ponta-esquerda e Wesley na direita. Vitinho perdeu espaço. Já o argentino Javier Gandolfi só mudou uma peça em relação Atletico Nacional da estreia. Juan Arias substituiu Aguirre.
Como Internacional e Atletico Nacional iniciaram o duelo válido pela 2ª rodada do Grupo F da Libertadores 2025
Rodrigo Coutinho
O jogo
O desempenho do Atletico Nacional na estreia já tinha deixado uma boa impressão, e a competitividade dos Verdolagas na 1ª etapa, dentro do Beira-Rio, confirmou: trata-se de um time organizado e que foi um pouco superior ao Inter antes do intervalo. O Colorado conseguiu ter a melhor chance dos 47 minutos iniciais, mas produziu menos do que os colombianos.
A principal dificuldade dos gaúchos foi encontrar o tempo de subir o bloco de marcação. Pressionar a bola de forma eficaz nos pés dos defensores, mas sem deixar espaços entre os setores ou nas costas da defesa. Não conseguiu fazer algo que costuma executar bem, e o Atletico avançou sem maiores problemas no campo.
Utilizou muitas inversões da esquerda para a direita, explorando a velocidade e a força de Hinestroza, que deu um baile no bom lateral Bernabei. O ''extremo'' verdolaga finalizou três vezes ao receber em condições de acelerar em seu setor, e ainda conseguiu ''amarelar'' o seu marcador. Desequilibrou.
Outro ponto em que o Inter pecou foi ceder a algumas pressões feitas pelo adversário em sua saída de bola. O Atletico iniciava a marcação em bloco médio e subia as linhas se um passe para trás fosse dado. Quase abriu o placar assim, em roubada de bola de Zapata contra Alan Patrick. Cardona também arrematou da entrada da área após erro de Bruno Henrique.
Inter x Atlético Nacional Beira-Rio Libertadores Hinestroza Bernabei
Gabriel Girardon
O melhor setor de ataque para o Colorado foi o direito. Cardona tinha dificuldades de dobrar a marcação com Camilo Cándido, e Aguirre e Wesley trabalharam em 2x1 algumas vezes. Esta deficiência adversária poderia ter sido mais explorada. Em uma dessas jogadas. Enner Valência foi impedido de marcar por Ospina na pequena área.
O Inter conseguiu encaixar apenas um contra-ataque de fato perigoso, exatamente o que Wesley invadiu a área após passe de Carbonero e bateu para a defesa de Ospina. Tirando isso, levou perigo em cabeçada de Fernando perto do ângulo direito, a bola triscou a trave. Quando chegava tinha mais qualidade nas finalizações, mas permitiu mais arremates aos visitantes e não controlou as ações.
Carbonero somou boas ações pela esquerda, principalmente ao conduzir na direção do centro e vuscar associações com os companheiros. Vale citar a péssima arbitragem do chileno Felipe González. Deixou de marcar faltas favoráveis ao Inter, exagerou ou negligenciou nos cartões amarelos, e permitiu a ''cera'' dos colombianos sem repor o tempo perdido nos acréscimos.
Inter x Atlético Nacional Beira-Rio
REUTERS/Diego Vara
Logo no primeiro minuto do 2º tempo, o Inter conseguiu fazer algo que passou basicamente a 1ª etapa toda tentando: superar uma pressão alta do Atletico. Escapou bem pela direita, e Aguirre serviu Wesley em profundidade, ele foi derrubado por Tesillo na área. Alan Patrick converteu o pênalti marcado e botou o Inter na frente.
O jogo ficou frenético. O Atletico Nacional respondeu rapidamente, e só não empatou pela capacidade de Anthoni. O arqueiro impediu o gol de Viveros, que recebeu o passe em profundidade de Tesillo nas costas de Rogel e não conseguiu finalizar bem. Antes disso, o goleiro colorado, já havia parado um chute forte de Morelos da entrada da área.
Hinestroza voltou a finalizar com perigo ao concluir ótima trama dos colombianos pela esquerda. O Inter vivia o seu pior momento no jogo. Não conseguia reter a bola no ataque e nem encaixar a marcação, seja em qual lugar do campo começasse a combater. Roger sacou Carbonero e botou Vitinho. Wesley, no entanto, foi mantido na direita.
Depois foi a vez de Bruno Henrique e Rogel - este ''amarelado'' - saírem para as entradas de Ronaldo e Clayton Sampaio. Na parte mais crítica para o colorado ao longo dos 90 minutos, o melhor jogador em campo até então fez uma falta duríssima por trás em Vitinho, e acabou expulso após consulta ao VAR. Sem Hinestroza, Gandolfi botou Asprilla em campo e sacou Morelos. O time se postou em um 4-4-1.
Inter x Atlético Nacional Beira-Rio Libertadores pênalti Ospina Alan Patrick
Gabriel Girardon
Bruno Tabata e Borré foram as últimas cartadas de Roger. Wesley e Enner Valência saíram. Com um homem a menos, a pressão dos visitantes arrefeceu, e o Inter pôde, enfim, controlar as ações e o ritmo da partida com a bola no pé. Não demorou para achar espaços e voltar a produzir.
Vitinho invadiu a área pela esquerda e foi derrubado por Asprilla. Alan Patrick, com muita categoria, converteu mais uma penalidade máxima. Ainda deu tempo do camisa 10 do Beira-Rio anotar o terceiro, ao concluir linda tabela entre Aguirre e Bruno Tabata pela direita. A noite com muitos momentos de tensão, terminou em linda festa da torcida colorada.

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