Após pulverizar último invicto da elite, Palmeiras segue sem perder fora de casa no ano e desafia o Fortaleza, o quarto pior mandante da temporada Torcedores do Fortaleza protestam em desembarque do Leão
Depois de pulverizar a invencibilidade do Internacional que durava toda a temporada, o Palmeiras faz mais uma viagem, agora para enfrentar o Fortaleza, que tem até aqui a quarta pior performance como mandante na temporada na comparação com as 20 equipes da Série A (6 V, 1 E, 5 D, 53%), o sexto pior ataque (19 gols, média 1,58) e a décima defesa (nove gol sofridos em 12 partidas, média 0,75). Não sofreu gol em sete jogos (58%), quarta melhor marca, e não fez gol em quatro jogos (33%), segunda pior desempenho caseiro.
O Palmeiras ainda está invicto fora de casa e se vitória sobre o Internacional não o levou à melhor campanha forasteira (tem a segunda: 8 V, 3 E, 0 D, 83%), serviu para mostrar a força da renovada equipe, aparentemente a cada dia mais preparada para os desafios do Mundial de Clubes, e que está com o segundo melhor ataque (23 gols, 2,09) e a sexta melhor defesa visitantes (nove gols sofridos em 11 jogos, 0,82). O Palmeiras só não fez gol em um dos 11 jogos fora (9%), melhor marca ofensiva, e não sofreu gol em quatro (36%), oitavo desempenho defensivo.
Gato Mestre
No agregado dos mandos do Brasileirão, o Palmeiras está finalizando mais que o Fortaleza, mas a maior diferença, mesmo é defensiva.
O Palmeiras fez 47 finalizações (média de 11,8 por jogo, décimo desempenho), com a nona eficiência, um gol a cada 9,4 tentativas. Fez cinco gols.
O Fortaleza conseguiu 44 finalizações (média 8,3 por partida, terceira menor produção), mas com a sétima eficiência, um gol a cada 8,3 chances. Marcou quatro gols. Se finalizasse mais, aumentaria suas chances de sucesso, mas é defensivamente que a equipe precisa melhorar mais.
O Fortaleza permitiu 55 finalizações aos adversários (média 13,8), sexta pior marca, o que acabou comprometendo o desempenho nos quatro primeiros jogos apesar de ter a quarta maior resistência defensiva, um gol sofrido a cada 18,3 conclusões contrárias. Sofreu três gols. Está com uma vitória, dois empates e uma derrota em quatro jogos.
Para cada três finalizações que o Fortaleza sofreu, o Palmeiras permitiu apenas duas. Sofreu 41 conclusões (média 10,3), quarta melhor marca, e está com a maior resistência defensiva, um gol sofrido em 41 conclusões contrárias.
O Palmeiras é o time que mais cometeu faltas neste Brasileirão (72 e média de 18 por partida, enquanto o Fortaleza é o sexto que menos fez faltas (51 e média 12,8). Jogadores do Fortaleza já receberam 11 cartões amarelos (2,75), 12ª marca, e os do Palmeiras, 14 (3,50), segunda pior marca.
Dos 11 cartões para o Fortaleza, quatro foram para reclamações e simulações, enquanto o Palmeiras não tem nenhum cartão assim: recebe cartões por faltas e, um deles para punir um excesso de faltas consecutivas.
Não significa que o Fortaleza não seja combativo. Fez 65 desarmes, sétima maior marca, enquanto o Palmeiras fez 61, décima marca. Mas na soma de faltas e desarmes, o Palmeiras tem por partida média de 33,3 ações de combate, quarta maior marca, enquanto o Fortaleza tem 29, 11ª posição nesse ranking.
Atrás da sexta vitória seguida, Palmeiras pega o Fortaleza no domingo
O Fortaleza vai precisar ser combativo e encurtar espaços na busca por esses três pontos porque é fortíssimo o potencial do Palmeiras para voltar a fazer gol a partir de jogada aérea: marcou assim 18 dos últimos 21 gols e nove dos últimos dez gols em jogadas, e foi dessa forma que o Fortaleza sofreu oito dos últimos dez gols e todos os últimos seis.
Ofensivamente, o Fortaleza também explora bem o jogo aéreo, com seis dos últimos dez gols marcados assim e todos os últimos cinco, mas o Palmeiras tem neutralizado muito bem seu espaço aéreo, tendo sofrido após bolas altas apenas três dos últimos dez gols.
*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Guilherme Giavone, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Gustavo Figueiredo, Ingrid Fernandes (estagiária), Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira e Valmir Storti e pelos cientistas de dados Paulo Pestana e Vitor Patalano.
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