Duas das mais disciplinadas equipes da Série A se assemelham na falta de combatividade, mas são opostos na posse de bola, que embala sequência de cinco vitórias do Fluminense Renê toma pílula "milagrosa" e Flu vence mais uma no Brasileirão
Com cinco triunfos consecutivos, dois pela Sul-Americana, o Fluminense se coloca na terceira colocação da classificação do Brasileirão com quatro jogos disputados e nove pontos ganhos, apenas um ponto a menos que os líderes Flamengo e Palmeiras.
Os atuais três primeiros colocados da classificação são equipes que disputarão o Mundial de Clubes e vão se preparando para a altíssima exigência, aparentemente antecipando seu auge físico.

Gato Mestre
Em 2021, o técnico Renato Gaúcho conseguiu levar o Flamengo a sete vitórias consecutivas nos primeiros jogos, sofreu uma goleada em casa para o Internacional (4 a 0), venceu mais três jogos seguidos, empatou e obteve uma nova série de mais quatro vitórias. Foram 14 vitórias nos 16 primeiros jogos.
Agora, no Fluminense, Renato já levou a equipe a quatro vitórias consecutivas. A outra foi conquistada sob o comando de Marcão.
Nos quatro jogos sob a direção de Renato, o Fluminense marcou dez gols, um de pênalti e seis trocando passes rasteiros. Foi assim que o Vitória sofreu quatro dos últimos sete gols, mas a equipe baiana sofre mais com o jogo aéreo: 10 dos últimos 15 gols.
A fase do Vitória não está tão boa, mas vem de triunfo em casa sobre o Fortaleza (2 a 1) que encerrou um jejum de sete jogos sem vencer. Fora de casa, não vence há cinco partidas (3 E, 2 D).
Estarão em campo duas das cinco equipes menos punidas com cartões amarelos até aqui neste início de Brasileirão: os jogadores do Fluminense são os que menos receberam (quatro), e os do Vitória somam sete amarelos, quinta menor marca.
Artilheiro do Vitória no ano, Janderson encerrou jejum contra o Fortaleza
O Vitória é o segundo time que menos faltas cometeu (48), e o Fluminense, o terceiro (49). Também têm em comum o baixo número de desarmes na comparação com os demais times da Série A: o Vitória é o quarto time que menos tirou a bola dos adversários (49), e o Fluminense, o segundo que menos fez isso.
Na soma de desarmes e faltas cometidas, o Fluminense é o segundo time menos combativo deste início de competição, com média de 23,5 ações de combate por partida, e o Vitória, o quarto menos combativo (24,3).
Mas tem uma diferença importante entre as duas equipes: o Fluminense é o quarto time com maior posse de bola (52,3%), então, o adversário fica menos com a bola para o Fluminense ter de combater. Já o Vitória, é o terceiro time de menor posse de bola (45%). É de se esperar alta posse de bola do Fluminense, domingo, no Maracanã.
O resultado da relativamente pouca posse de bola com baixa combatividade é o esperado: o Vitória é o time que mais permitiu finalizações de adversários até aqui (66 e média 16,5 por jogo).
As características das finalizações sofridas somaram o terceiro maior nível de ameaça para uma defesa, com potencial estatístico para viraram até seis gols (o Vitória sofreu sete gols, ou seja, permitiu muitas finalizações, de características perigosas e ainda foi estatisticamente ineficiente em resistir a elas; está com a terceira pior defesa deste início de campeonato).
Como comparação, o Fluminense foi o segundo time que menos permitiu finalizações de adversários (35) e essas conclusões somadas pelas métricas de xG tiveram o segundo menor nível de ameaça do Brasileirão, com potencial estatístico para virar até três gols, o mesmo número de gols que sofreu.
O Fluminense levou um gol a cada 11,7 conclusões contrárias até aqui, sétima maior resistência defensiva, e o Vitória, um gol a cada 9,4, 13ª marca.
No ataque, o Vitória representa perigo porque está com a sexta maior eficiência ofensiva, um gol a cada 8,0 tentativas, mas como fica pouco com a bola, fez 40 finalizações, quarta menor produtividade. Essas conclusões tiveram potencial estatístico para virar até três gols, mas a equipe conseguiu marcar cinco gols, sendo eficiente no ataque.
O Fluminense fez 50 finalizações (12,5), sexta maior produtividade, com a décima eficiência, um gol a cada 10,0 tentativas. As características de suas conclusões indicavam potencial para 4,5 gols e marcou cinco gols, o mesmo que o Vitória.
*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Guilherme Giavone, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Gustavo Figueiredo, Ingrid Fernandes (estagiária), Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira e Valmir Storti e pelos cientistas de dados Paulo Pestana e Vitor Patalano.

Leia a publicação completa na fonte original

O SANIJU organiza a notícia para facilitar sua descoberta. O conteúdo integral permanece no portal de origem.

Abrir fonte original