Vozão segurou o 0X0 até os acréscimos, mas sucumbiu com pênalti marcado em cima do jovem Tiago O Esquadrão mais uma vez ficou devendo diante de seu torcedor, que ao menos pôde comemorar o primeiro triunfo do Bahia no Brasileirão 2025. Tiago fez a jogada do pênalti salvador aos 54 minutos do 2º tempo. Everton Ribeiro o converteu. Se os jogos contra Mirassol e Corinthians dentro de casa reservaram bons momentos, o mesmo não se pode dizer da atuação da noite desta segunda-feira.
O Tricolor teve uma produção ofensiva pobre. Longe demais do que já mostrou em outros momentos de 2025. O Ceará cumpriu bem o seu papel na parte defensiva e chegou a incomodar a defesa do Bahia no 1º tempo. Na 2ª etapa, no entanto, foi discreto no ataque, contribuindo bastante para o nível fraco que o duelo teve. Sofreu um duro castigo no apagar das luzes.
Escalações
Rogério Ceni teve os desfalques de Ronaldo e Santi Arias, além de Kanu e Gabriel Xavier. Marcos Felipe voltou a ser titular na meta e Gilberto foi o lateral-direito. David Duarte voltou a ficar a disposição na zaga. Caio Alexandre, Jean Lucas, Everton Ribeiro e Erick Pulga foram poupados, começaram no banco. Acevedo, Erick, Rodrigo Nestor e Ademir foram titulares. Cauly atuou a partir da esquerda.
Léo Condé não pôde contar com o goleiro Bruno Ferreira e os laterais-esquerdos Matheus Bahia e Nicolas. O atacante Fernandinho também seguiu de fora. Fernando Miguel entrou na meta e Rafael Ramos foi improvisado na lateral-esquerda. Aylon seguiu na ponta-esquerda.
Como Bahia e Ceará iniciaram o duelo que encerrou a 5ª rodada do Brasileirão 2025
Rodrigo Coutinho
O jogo
Mesmo com o meio-campo totalmente modificado, o Bahia manteve a proposta da maioria de seus jogos. Ter a bola para se instalar no campo adversário com seu ataque posicional. O problema foi abrir espaços na defesa do Ceará. Dá para dizer que apenas duas jogadas merecem realmente ser citadas como algo de destaque em 51 minutos de 1º tempo.
Ambas ocorreram pelo lado esquerdo. Iago Borduchi era o lateral mais projetado desta vez. Gilberto fazia a saída alinhado aos zagueiros e depois tinha a missão de trabalhar por dentro, quase sempre por trás da linha da bola. O lateral canhoto recebeu duas rápidas inversões que resultaram em boas finalizações.
A primeira dele mesmo, ao ser lançado por Rodrigo Nestor. Já a segunda antecedeu o cruzamento de Nestor para Cauly bater por cima. O ex-meia do São Paulo começou mais recuado. Recebendo a bola do trio que inicia os ataques do Bahia e permitindo até que Acevedo se projetasse em vão nas costas da linha de meio do Ceará. Depois se aproximou mais da área.
Mingo, em conduções de bola, foi outra forma encontrada pelo Bahia para avançar pela esquerda, antes de Léo Condé pedir que Pedro Raul o vigiasse mais de perto. As incursões do argentino, no entanto, não encontravam sequência perto da área. Havia pouca coordenação nos movimentos ofensivos do Tricolor, muita insegurança para arriscar, e erros técnicos.
Iago Borduchi em Bahia x Ceará na Fonte Nova
Rafael Rodrigues/EC Bahia
O Ceará também fazia a sua parte com competência. Se fechava com duas linhas de quatro bem compactas por trás de Mugni e Pedro Raul. Tinha agressividade na abordagem de marcação perto da própria área, e ótima proteção da zona de finalização com sua atenta dupla de zaga.
Mas o Vozão não ficou só na defesa. Antes de o Bahia intensificar a marcação no campo de ataque, perto dos 20 minutos, chegou a trocar passes curtos e progredir. Teve Mugni mais uma vez transitando para um dos lados, visando associações com pontas e laterais, antes do cruzamento ser feito para Pedro Raul.
Um dos artilheiros do campeonato, o atacante não viveu uma 1ª etapa tão precisa, mas foi participativo e chegou a servir Aylon em uma das melhores finalizações antes do intervalo. Marcos Felipe defendeu. Aylon saiu lesionado aos 43' para a entrada do jovem Guilherme, que quase abriu o placar ao aproveitar um lateral cobrado por Fabiano Souza na área e mal afastado pela zaga baiana.
Cauly e Fernando Sobral - Bahia x Ceará - Brasileirão Série A - Arena Fonte Nova
Jhony Pinho/AGIF
Ainda na parte ofensiva do Bahia, Ademir esteve muito sozinho pela direita. Gilberto e Erick fizeram poucos apoios por dentro. Cauly recebeu poucas bolas na faixa de campo em que pode ser mais influente. Os espaços eram escassos. Lucho Rodriguez, basicamente nulo em campo, deu lugar a Erick Pulga no intervalo. Cauly atuou como ''falso nove'' a partir deste momento.
Pela presença de Iago em amplitude no flanco esquerdo, Pulga não trabalhou tão aberto como é o costume. Com as flutuações de Cauly, Erick se projetou algumas vezes entre os zagueiros do Ceará. Nada, entretanto, mudou na realidade da partida. O Ceará até voltou a encontrar certa tranquilidade para trocar passes sem ser tão incomodado pelo sistema defensivo anfitrião.
Rogério Ceni mexeu mais três vezes antes dos 15 minutos. Everton Ribeiro, Luciano Juba e o jovem atacante Tiago entraram. Rodrigo Nestor, Iago Borduchi e o vaiado Cauly saíram. Com Juba em campo, Pulga pôde trabalhar mais fixo pela esquerda. O Tricolor ganhou com o entendimento entre os dois no setor e construiu duas boas jogadas, mas mal finalizadas por ambos.
Ceará, Bahia
Gabriel Silva/Ceará SC
Léo Condé parecia satisfeito com a atuação do alvinegro. Só foi mexer no time perto dos 30 minutos, e por manutenção física. Galeano e Mugni deram lugar a Matheus Araújo e Romulo. Ruan Pablo foi a última tentativa de mudar algo de forma mais contundente no Bahia. Erick Pulga foi transferido pela direita com a saída de Ademir.
Pedro Henrique e Lucas Limas substituíram Guilherme e Fernando Sobral nos acréscimos e ajudaram o Ceará a segurar a pressão final do Bahia, que quase marcou em finalização de Ruan Pablo, após cruzamento perfeito de Everton Ribeiro. Fernando Miguel impediu.
Marcos Felipe também precisou trabalhar pouco depois. Bloqueou a finalização de Matheus Araújo em bom contragolpe armado por Pedro Henrique e Pedro Raul. A insistência do Bahia e o maior volume ofensivo com as mexidas, porém, foram recompensados.
Tiago invadiu a área após tabelar pela direita e caiu ao receber um leve contato de Pedro Henrique em sua perna esquerda. Pênalti marcado após consulta ao VAR e convertido por Everton Ribeiro, que deu números finais ao duelo.

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