Líderes em seus grupos na Libertadores, Bahia vem de dois jogos em casa e vai buscar vantagem no desgaste do Palmeiras após viajar 10 mil km na semana e vencer no fim em altitude acima de 3.600 m Bahia e Palmeiras vencem mais uma e são líder na Libertadores; Cruzeiro perde na Sula
Sim, voos fretados são menos cansativos, mas o Palmeiras está em uma semana de maior desgaste com viagens: no fim de semana passado, viajou cerca de 4.800 km para derrotar o Fortaleza e voltar a São Paulo, e no meio de semana fez mais quase 5 mil km para ir e voltar de La Paz, onde atuou em altitude próxima de 3.650 metros, com menor oxigenação.
O Bahia fez os dois últimos jogos em casa, vitória sobre o Ceará (1 a 0) e sobre o Atlético Nacional (1 a 0) pela Libertadores. Virou líder na competição continental e é 13º no Brasileirão, a sete pontos do líder Palmeiras. Viajou 1,4 km para esta partida.
Favoritismos #6 Palmeiras x Bahia
Gato Mestre
Líderes em seus grupos na Libertadores, as equipes já mostraram no Brasileirão o potencial dos ataques. Em que pese nesta rodada o desgaste físico, o Palmeiras é o 13º em finalizações no Brasileirão (53 finalizações com média 10,6), mas tem a terceira maior eficiência ofensiva, um gol a cada 7,6 (sete gols marcados), mas em casa o desempenho foi menor nos dois jogos anteriores (0 a 0 contra o Botafogo e 2 a 0 contra o Corinthians): a terceira menor entre os mandantes, com um gol a cada 13,5 tentativas.
O Bahia fez dois gols nos jogos fora (2 a 2 contra o Santos e 0 a 3 contra o Cruzeiro) em 17 finalizações, quinta maior eficiência ofensiva. No agregado dos mandos o Bahia tem a 14ª eficiência, um gol a cada 11,2 tentativas.
No Brasileirão, o Palmeiras é o segundo time mais combativo das cinco primeiras rodadas: na soma de desarmes (88) e faltas cometidas (85), a equipe tem em média 34,6 ações de combate por partida. Como o desgaste físico irá afetar isso só descobriremos com a bola rolando. O Bahia é o 11º em combate, média de 28 por jogo na soma de desarmes (75) e faltas cometidas (65). A diferença é que o Bahia tem média de 52,6% de posse de bola (a quinta maior), e o Palmeiras, 47,4%, a sexta menor.
Na temporada, o Palmeiras é uma das equipes que tem melhor aproveitamento como visitante (85%) do que quando mandante (58%), como nesta rodada. Se considerado que na Copa do Mundo de Clubes da FIFA será visitante nos EUA, esse desempenho forasteiro é um bom sinal.
Na temporada, o Palmeiras está com o quarto pior desempenho caseiro (5 V, 4 E, 2 D, 58%), com o pior ataque caseiro (11 gols, média 1,00), mas com a melhor defesa (cinco gols sofridos, 0,45). Não sofreu gol em sete dos 11 jogos em casa (64%), melhor desempenho defensivo.
O Bahia é melhor em casa (73%). Está com o quinto melhor desempenho forasteiro (5 V, 7 E, 1 D, 56%), com o sétimo ataque (17 gols, 1,31) e a quinta melhor defesa (dez gols sofridos, 0,77). Não sofreu gol em seis dos 13 jogos fora (46%), terceiro melhor desempenho.
As características defensivas do confronto ficam evidente quando consideradas as métricas de xG, que mede além da quantidade de finalizações, suas características como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e o gol.
No Brasileirão, o Palmeiras é o sexto time que menos permitiu finalizações de adversários (54 com média 10,8), mas o potencial estatístico dessas conclusões sofridas foram de 4,45 xG, a quarta menor da competição, para virar (estatisticamente) entre quatro e cinco gols, mas o Palmeiras só sofreu dois. Está com a defesa mais resistente a pressões, com um gol sofrido a cada 27 conclusões contrárias.
A resistência do Bahia é atualmente a quinta menor, um gol sofrido a cada 8,0 finalizações contrárias (e nos jogos fora foi ainda menor, um gol sofrido a cada 6,4). No agregado dos mandos, sofreu 56 finalizações (média 11,2), a oitava menor. Sofreu sete gols, 13ª defesa.
Quando analisados os dados de xG, o Bahia é o quarto time que menos esteve exposto às ameaças dos adversários, apenas uma posição a menos que o Palmeiras: as 56 finalizações sofridas tinham potencial 4,47 xG (praticamente a mesma do próximo adversário), com a diferença que foi ineficiente: em vez de quatro ou cinco gols, levou sete.
*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Guilherme Giavone, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Gustavo Figueiredo, Ingrid Fernandes (estagiária), Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira e Valmir Storti e pelos cientistas de dados Paulo Pestana e Vitor Patalano.
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