Vasco derrotou o Palmeiras pela Série A pela última vez em novembro de 2015, e Palmeiras está invicto contra o rival há 12 jogos. Confronto será em Brasília Voz do Setorista: Entenda por que Vasco e Diniz têm otimismo por acerto
Considerados apenas jogos da Série A, o Vasco não vence o Palmeiras há 12 jogos (4 E, 8 D, 11%), desde 8 de novembro de 2015 (2 a 0 como visitante). Desta vez, o Vasco vendeu o mando de campo, e a partida será disputada em Brasília, no estádio Mané Garrincha, onde o Vasco já perdeu neste ano como mandante contra o Fluminense (2 a 1), pelo Carioca.
Neste ano, o Vasco já mandou jogos em seis estádios diferentes (Arena da Amazônia, Kleber Andrade, Mané Garrincha, Maracanã, Nilton Santos e São Januário). O Vasco está com a 13ª campanha mandante na temporada (6 V, 4 E, 2 D, 61%), com o segundo pior ataque mandante (16 gols com média 1,33) e a sétima defesa (oito gols sofridos em 12 jogos com média 0,67). Não sofreu gol em seis dessas partidas (50%), oitava marca. Não fez gol em quatro jogos (33%), segunda pior marca.

Gato Mestre
Curiosamente, se o Vasco tem o segundo pior ataque caseiro, o Palmeiras tem o pior (11 gols com média 0,92). Só que o Palmeiras é visitante e ainda está invicto fora de casa. Está com o melhor desempenho forasteiro do ano (10 V, 3 E, 0 D, 85%), com o melhor ataque (28 gols marcados com média 2,15) e com a oitava defesa (12 gols sofridos com média 0,92). Só não fez gol em uma partida fora de casa (Corinthians na final do Paulistão) e não sofreu gol em quatro (31%).
Com duas vitórias e um empate, no Brasileirão o Vasco está com a segunda melhor campanha mandante (2 V, 1 E, 0 D, 78%). O Palmeiras venceu os três jogos fora de casa, melhor campanha.
No agregado dos mandos, o Palmeiras está com a maior resistência defensiva do Brasileirão, com um gol sofrido a cada 20,3 conclusões contrárias, e a quarta menor média de finalizações sofridas por jogo, 10,2, praticamente um gol sofrido a cada dois jogos.
O ataque vascaíno está com a quinta menor média de finalizações por partida (10,0) e a oitava eficiência, um gol marcado a cada 10,0 ou um gol por jogo.
O Palmeiras, ofensivamente, tem a oitava média de finalizações (12,0 por partida), com a nona eficiência, um gol marcado a cada 10,3 chances.
A resistência defensiva do Vasco no agregado dos mandos não está boa, é a sexta menor, com um gol sofrido a cada 8,3 conclusões contrárias, e média de 11,0 finalizações sofridas por jogo.
Nas duas primeiras rodadas, quando mandante em São Januário, o Vasco conseguiu cinco gols (dois no Santos e três no Sport), com a extraordinária marca de um gol a cada 4,0 tentativas. No Maracanã, ficou no 0 a 0 com o Flamengo conseguindo seis finalizações. Com essas variações, o Vasco ainda tem a segunda maior eficiência ofensiva mandante, um gol a cada 5,2 tentativas.
O Palmeiras é o vice-líder da classificação com 13 pontos, enquanto o Vasco está na 11ª colocação, com sete pontos, o Palmeiras com sete gols marcados, e o Vasco com seis. A diferença no ataque é mínima. Como comparação, o Vasco tem 12 finalizações certas como mandante, acertando 46% das tentativas, a maior marca entre todos os times. O Palmeiras tem dez finalizações certas em casa e seus 22% de acerto é a pior entre os mandantes.
Os problemas do Vasco são defensivos: sofreu oito gols enquanto o Palmeiras só levou três.
O Vasco tem potencial para surpreender a partir do jogo aéreo porque marcou assim sete dos últimos dez gols, e o Palmeiras sofreu assim seis dos últimos dez (quatro dos últimos cinco).
Já o Palmeiras passou a fazer mais gols trocando passes nos últimos jogos, com seis dos últimos dez gols marcados em lances rasteiros. O Vasco sofreu sete dos últimos dez gols a partir de jogadas aéreas.
*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Guilherme Giavone, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Gustavo Figueiredo, Ingrid Fernandes (estagiária), Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira e Valmir Storti e pelos cientistas de dados Paulo Pestana e Vitor Patalano.

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