Time saudita voltou a cair de produção de um tempo para o outro e ficou no empate em 0x0 com o Salzburg Depois de dominar inteiramente o 1º tempo e ver o controle e a vitória escaparem contra o Real Madrid, o Al Hilal viveu uma partida com algumas similaridades na noite deste domingo, em Washington. Foi superior ao Salzburg antes do intervalo, mas novamente caiu de produção na 2ª etapa e amargou o empate. Desta vez, no entanto, faltou tranformar o domínio parcial em gol.
O time austríaco divide a liderança do Grupo H com o Real Madrid, adversário da última rodada. Subiu de produção após a mudança de esquema tático realizada no intervalo. Terminou o jogo nitidamente mais inteiro que o Al Hilal. Bono, apesar de receber menos finalizações do que o goleiro adversário, fez as defesas mais importantes do empate sem gols.
Escalações
O técnico Thomas Letsch fez apenas duas mexidas em relação ao time venceu o Pachuca. O atacante Ratkov deu lugar a Onisiwo, autor do gol da vitória no meio da semana. Já o volante Sulzbacher foi desfalque. Diabaté fez dupla com Bidtsrup. Simone Inzaghi repetiu a mesma escalação que empatou com o Real Madrid na 1ª rodada. Mitrovic seguiu como desfalque.
Como RB Salzburg e Al Hilal iniciaram a partida válida pela 2ª rodada do Grupo H da Copa do Mundo de Clubes 2025
Rodrigo Coutinho
O jogo
O Al Hilal conseguiu se impor ao RB Salzburg durante o 1º tempo. Subiu a marcação com organização e intensidade mais vezes que o adversário. Permitiu poucas chegadas do time austríaco na área ofensiva e sufocou os rivais em determinados momentos, principalmente depois dos 20 minutos iniciais. Com a bola, faltou transformar o volume ofensivo em mais chances.
Rúben Neves trabalhou novamente alinhado aos zagueiros quando o Hilal entrou em fase ofensiva. Inicialmente ficou centralizado entre Tambakti e Koulibaly. Na parte final da 1ª etapa se posicionou a direita deles, e até transitou mais a frente, tamanho era o domínio dos sauditas. Se aproximou da área.
Os laterais tinham total liberdade de avanço bem abertos, e as combinações de Cancelo e Lodi com Malcom e Salem Al Dawsari foram as principais ferramentas para entrar na área austríaca. Com apenas quatro minutos de jogo a equipe já havia finalizado duas vezes a partir disso. João Cancelo perdeu boa chance ao ser acionado por Malcom.
Milinkovic-Savic e Bidstrup em RB Salzburg x Al-Hilal
REUTERS/Kevin Lamarque
Pelas ironias que apenas o futebol resguarda, mesmo com o domínio do Al Hilal, a finalização mais periogosa do 1º tempo foi do Salzburg. O time europeu conseguiu ser relativamente agressivo até os 20 minutos. Nas poucas vezes que os sauditas recuaram o bloco de marcação, finalizaram ao gol de Bono. O marroquino fez ótima defesa para impedir o tento de Onisiwo, após cruzamento de Kratzig.
A proposta era novamente ter Gloukh e Dorgeles Nenê como meias centrais, atrás da linha de meio-campo adversária, e deixar os flancos livres para os avanços dos laterais. Isso, no entanto, foi pouco posto em prática até o intervalo.
Marcos Leonardo teve boa oportunidade para abrir o placar, mas não conseguiu ajeitar o corpo devidamente e finalizar a escorada de Milinkovic-Savic. O Al Hilal poderia ter ampliado um pouco mais o repertório ao se aproximar da área. Faltou buscar infiltrações por dentro para variar o foco de preocupação da defesa adversária. A jogada era sempre terminada pelo lado.
Os cruzamentos vinham por baixo ou por cima a uma área bem ocupada para tentar finalizar, mas o problema é que os austríacos defendiam muito bem o setor nesses lances. Rasmussen esteve impecável ao cortar bolas promissoras. O time, entretanto, ficava preso na defesa com as ótimas pressões pós-perda do Hilal. Nasser Al Dawsari e Milinkovic-Savic se destacaram nesse aspecto.
Al-Hilal x RB Salzburg
Getty Images
O Salzburg voltou para o 2º tempo com Mellberg no lugar do volante Diabaté. O time passou a jogar no 5-3-2. Lainer e Kratzig viraram alas. Ter um zagueiro a mais na primeira linha de construção fez os austríacos ajustarem sua conturbada saída de bola. Em vários momentos que entraram no campo de ataque, Lainer centralizava e deixava Dorgeles Nenê receber mais aberto.
Como tinha um adversário que voltou a ser mais agressivo, o Al Hilal conseguiu encontrar algumas situações de contragolpe. Na melhor delas, Malcom tabelou com Marcos Leonardo e bateu pra fora. Antes disso, Zawieschitzky havia feito ótima defesa em chute cruzado de João Cancelo. A contundencia dos sauditas parecia ter aumentado momentâneamente.
Thomas Letsch seguiu fazendo trocas nos europeus. Tirou Onisiwo e Gloukh. Colocou Daghim e o japonês Kitano. Inzaghi percebeu que a intensidade da sua equipe já não era a mesma, e isso permitia um crescimento progressivo de posse ao Salzburg. Malcom foi substituído pelo meio-campista Kanno. Rubens Neves foi recuado para a zaga e a equipe do Oriente Médio também passou ao 5-3-2.
Os times espelhados taticamente após as mexidas feitas até a metade da 2ª etapa
Rodrigo Coutinho
Durante a parada para hidratação, o Salzburg queimou suas duas últimas mexidas. Kjaergaard e Vertessen ficaram com as vagas de Dorgeles Nenê e Edmund Baidoo no meio e no ataque respectivamente. No Hilal, Cancelo saiu cansado para a entrada de Hamad na ala-direita.
A reta final do jogo reservou duas equipes desgastadas com o calor de mais de 30º em Washington. Houve mais espaço e trocas de transições rápidas diante de defesas ''espaçadas''. Milinkovic-Savic assustou em chute da entrada da área. Vertessen respondeu na mesma moeda. Inzaghi só foi fazer suas últimas três mexidas depois dos 40 minutos. Nenhuma delas serviu para a equipe se revigorar.

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