Equipe espanhola cresceu com ajuste importante do treinador ainda na 1ª etapa Se a partida contra o Salzburg serviu para ver o Real Madrid se aproximar da filosofia de jogo de Xabi Alonso, a vitória por 1x0 sobre a Juventus, na tarde desta terça-feira, mostrou a continuidade deste cenário. E com direito a intervenção direta do treinador durante a parada para reidratação no 1º tempo. Um ajuste na função de Tchouaméni quando o Real atacava foi decisiva para aumentar a criatividade.
A Juventus era melhor até então. Diante das diferenças técnicas entre os elencos, conseguiu cumprir atuação competitiva. Poderia ter aberto o placar com Yildiz e Kolo Muani no início da partida, e lutou para empatar, mas sofreu para achar soluções defensivas quando o adversário foi produtivo. Di Gregório fez ótimas defesas e impediu placar mais elástico
Escalações
Xabi Alonso teve os retornos de Mbappé, Carvajal e Éder Militão, mas manteve a equipe que atuou bem contra o Salzburg. Tchouaméni foi zagueiro novamente. Bellingham trabalhou entre meio e ataque pelo lado direito. Já Igor Tudor promoveu os retornos Khéphren Thuram, Francisco Conceição, Kolo Muani e Yildiz. Locatelli foi mantido e Rugani entrou no lugar do suspenso Savona.
Como Real Madrid e Juventus iniciaram o duelo de oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes 2025
Rodrigo Coutinho
O jogo
Dá para separar a história do 1º tempo em duas partes. A primeira até os 25 minutos, quando houve a parada para reidratação. E a segunda até o término da etapa inicial. A Juventus foi superior antes de os merengues ouvirem novas orientações de Xabi Alonso e encontrarem uma forma de aumentar a produtividade.
O time italiano não entrou em campo para jogar de forma necessariamente reativa. Obviamente que os espanhóis conseguiram se impor com mais tempo de posse de bola através da qualidade técnica, mas correram riscos. E nem sempre em contragolpes. A Juventus usou o ótimo Yildiz como principal arma. Ele transitou nas costas de Arda Guler em fase ofensiva. Seu compatriota teve dificuldades.
Se adaptando a defender como volante, o camisa 15 do Real Madrid cedeu espaços para que Yildiz chegasse perto de abrir o placar em chute de longa distância. Kelly o encontrou com ótimo passe. Um pouco antes, o próprio turco já havia puxado um lindo contragolpe pela esquerda e deixado Kolo Muani na cara do gol, mas o centroavante desperdiçou.
O Real era permissivo ao defender. Exercia pouca pressão na bola ao se posicionar em bloco médio, e quando subia a marcação não era tão coordenado. Com a posse, empurrava a Juventus para trás, mas a circulação era lenta e os movimentos arrastados, sem a devida energia para superar o compacto time italiano.
Bellingham e Francisco Conceição em Real Madrid x Juventus
REUTERS/Marco Bello
Após a parada, Tchouaméni seguiu defendendo como zagueiro, mas ganhou liberdade para avançar quando o Real se instalava no campo rival. Isso liberou mais movimentos de infiltração a Arda Guler e Valverde, que também ganharam condições de buscar o mesmo lado do ataque inclusive. O direito!
As jogadas passaram a fluir, e nos últimos 20 minutos de 1º tempo a equipe espanhola encaixou quatro boas ações ofensivas. Na melhor delas, Valverde recebeu de Arda Guler pela direita e cruzou para Bellingham bater em cima de Di Gregório. O uruguaio era o melhor do Real e quase abriu o placar em chute forte de média distância. O goleiro italiano foi bem mais uma vez.
Vini Jr teve problemas para encontrar espaços no bem vigiado lado direito de defesa da Juventus. Os italianos soltavam o zagueiro Kelly bem aberto pela esquerda quando entravam em fase ofensiva. Cambiaso centralizava e trabalhava perto de Yildiz. Locatelli ficava mais recuado e liberava avanços a Thuram. Kolo Muani se mexeu com desenvoltura. Ofereceu opções no pivô e buscou profundidade.
Real Madrid x Juventus
Reuters/Sam Navarro
O ritmo dos primeiros minutos do 2º tempo se intensificou, e num jogo mais franco o Real Madrid conseguiu se sobressair. Encontrou espaços com maior frequência. Em menos de dez minutos somou outras quatro jogadas ofensivas interessantes. Gonzalo Garcia aproveitou o cruzamento de Alexander-Arnold em rebote de escanteio e subiu livre para abrir o placar de cabeça.
Igor Tudor precisou sacar o lesionado Kelly. Colocou Kostic. Francisco Conceição também cedeu lugar a Nico González. Já Xabi colocou Mbappé em campo pouco depois dos 20 minutos. Gonzalo Garcia saiu. Yildiz, sumido na 2ª etapa, deu lugar a Koopmeiners no sistema ofensivo da Juventus.
O time italiano ficou logicamente mais exposto depois de sofrer o gol. Buscou o empate. Não foi produtivo como o Real, mas chegou a assustar em finalizações de Francisco Conceição e Nico González da entrada da área. Di Gregório, no entanto, foi muito mais exigido do que Courtois. Valverde chegou perto de ampliar duas vezes. Arda Guler também levou perigo.
Jude Bellingham perde gol incrível pelo Real Madrid
Reuters
Com ataques dos merengues em transições rápidas, Vini pôde aparecer mais vezes em avanços pela esquerda. Subiu de produção. Modric foi a cartada de Xabi para que o Real desacelerasse um pouco após os 30 minutos. Queria o controle e a gestão de ritmo que o croata oferece. O objetivo foi alcançado.
Por mais que a agressividade do time tenha caído um pouco na sequência, a produção não parou. Tchouaméni quase coroou sua ótima atuação ao chutar com perigo da entrada da área. Ceballos na vaga de Valverde, o melhor em campo, foi a última mexida de Xabi Alonso perto dos acréscimos. A vitória foi assegurada sem grandes sustos.

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