Time paulista deixa a impressão de que poderia ter jogado mais; Renato leva Tricolor além do esperado em um trabalho tão curto Fluminense 2 x 1 Al-Hilal | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Mundo de Clubes
Abel Ferreira comanda há cinco anos um projeto extremamente bem-sucedido no Palmeiras; Renato Gaúcho chegou ao Fluminense três meses atrás. No ano passado, o Palmeiras brigou pelo título nacional; o Fluminense lutou para não cair. Há uma evidente diferença de cenário entre os dois times brasileiros que chegaram vivos às quartas de final da Copa do Mundo de Clubes. E a queda de um ajuda a dimensionar a façanha do outro.
A presença do Brasil nas semifinais, totalmente justificada em campo, é surpreendente quando consideramos as perspectivas anteriores ao torneio, recheado de gigantes europeus. E o Fluminense ser o time a chegar lá é ainda mais inesperado – por não ter o elenco do Flamengo, por não ter o dinheiro do Botafogo, por não ter a consistência (e o elenco, e o dinheiro) do Palmeiras. O patinho feio, como disse Renato Gaúcho, é a grande história deste Mundial não apenas por ter encarado os europeus: também por ter quebrado expectativas entre os brasileiros.
Renato já é um enorme vencedor na competição. É raro vermos de forma tão clara, tão didática, a influência de um treinador em um time. A participação do técnico transparece na postura aguerrida e confiante da equipe, nas mudanças táticas promovidas por ele (como na passagem para o esquema de três zagueiros), nas substituições certeiras – caso da entrada decisiva de Hércules contra Inter de Milão e Al-Hilal.
+ Veja como foi Fluminense x Al-Hilal
Fluminense vence Al-Hilal, e jogadores comemoram
Getty Images
O que Renato faz com o Fluminense nos Estados Unidos é mais do que se poderia esperar de um treinador em tão pouco tempo de trabalho. E representa uma retomada para o técnico depois de uma temporada ruim no Grêmio. Ele vive seu melhor momento desde o título da Libertadores de 2017 pelo clube gaúcho.
Para alcançar esse patamar, Renato fez o Fluminense jogar à beira da perfeição contra a Inter de Milão (2 a 0) e manter um nível muito alto contra o Al-Hilal (2 a 1), que havia eliminado o Manchester City. E isso não aconteceu com o Palmeiras. O time paulista passou, ao longo do Mundial, a sensação de que poderia ter jogado mais. Oscilou entre partidas muito boas, como ao eliminar o Botafogo ou dominar o Porto, e jogos muito ruins, como no empate por 2 a 2 com o Inter Miami.
Esses fenômenos também estiveram presentes diante do Chelsea. O Palmeiras migrou de um primeiro tempo muito deficiente para uma etapa final mais sólida. E ofereceu, no geral da partida, menos do que poderia.
Palmeiras 1 x 2 Chelsea | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Mundo de Clubes 2025
As ausências de Murilo, lesionado, Gustavo Gómez e Piquerez, suspensos, fragilizaram a linha defensiva, mas o maior problema esteve um pouco à frente, na capacidade que o Chelsea teve para encontrar espaços entre a marcação no meio-campo brasileiro. Isso teve efeito duplo: deu conforto aos ingleses e inibiu a força ofensiva do Palmeiras, quase nula na etapa inicial.
Foi assim, aproveitando brechas, que o Chelsea abriu o placar com Cole Palmer no primeiro tempo. No segundo, o Palmeiras melhorou, empatou com belo gol de Estêvão e deu sinais de que poderia vencer a partida. Mas sofreu um gol dos mais doloridos: a combinação entre um desvio em Richard Ríos e uma falha de Weverton, dois dos melhores jogadores do Palmeiras no Mundial.
Passou o Chelsea, ruiu a possibilidade de uma semifinal brasileira. A boa notícia para o Fluminense é que ter vencido a Inter de Milão, uma finalista da Champions, o credencia a encarar o novo adversário de frente. A má notícia é que o time inglês, ao menos no mata-mata, parece mais interessado no torneio do que outros europeus – como pôde ser visto na competitividade em campo e na festa após a classificação contra o Palmeiras.
Dá jogo, assim como deu para o Flamengo, assim como deu para o Palmeiras. O Fluminense, façanha após façanha, pode sonhar concretamente com a final.
Richard Ríos após Palmeiras x Chelsea
Jonathan Moscrop/Getty Images

Leia a publicação completa na fonte original

O SANIJU organiza a notícia para facilitar sua descoberta. O conteúdo integral permanece no portal de origem.

Abrir fonte original