Voz do Setorista: Emanuelle Ribeiro explica tensão entre Pedro e o Flamengo
Todo executivo de futebol sonha com o que foi prometido a José Boto quando procurado pelo Flamengo: autonomia absoluta, plenos poderes na gestão geral do futebol e na indicação de quem chega e de quem sai. Justiça seja feita a Bap: até aqui, a informação é de promessa cumprida pelo presidente.
Mas o poder total pode levar a distorções que, para o bem do clube, o presidente precisa impedir, na legitimidade do cargo. O Flamengo estava prestes a contratar um jogador escocês de 26 anos que atua na segunda divisão inglesa. A repercussão da iniciativa — bastaria um neurônio para concluir — foi negativa a ponto de o negócio ser desfeito.
Porque não há como justificar R$ 37 milhões empregados em uma contratação como essa. Não é possível que a base do Flamengo, fortíssima, não tenha um jogador com as características de Mikey Johnston. Não é razoável que um jogador da segunda divisão da Inglaterra, com idade de auge de rendimento e números modestíssimos, seja essencial para o curto prazo do Flamengo.
Com o cancelamento confirmado, a posição de Boto se fragiliza, já que o primeiro reforço autoral do dirigente, o atacante Juninho, não funcionou com a força que daria sustentação a outra aposta de risco do executivo flamenguista.
Diretor de futebol José Boto em treino do Flamengo nos Estados Unidos
Gilvan de Souza/CRF

Leia a publicação completa na fonte original

O SANIJU organiza a notícia para facilitar sua descoberta. O conteúdo integral permanece no portal de origem.

Abrir fonte original