Kaio Fernando, Montoro e Arthur Cabral construíram a jogada do gol que abriu caminho para a vitória No péssimo gramado do estádio Mané Garrincha, expectativas foram frustradas no lado vascaíno. Depois de quase três semanas de treinamento, o time passou longe de repetir o nível do último jogo antes da parada para a Copa do Mundo de Clubes e foi derrotado pelo Botafogo por 2x0. O Glorioso marcou muito melhor que o Cruzmaltino e viu seus novos jogadores darem ótima resposta.
Arthur Cabral marcou pela primeira vez com camisa alvinegra. Inaugurou o placar de um jogo que teve Montoro como principal destaque. O zagueiro Kaio Fernando iniciou a jogada do primeiro tento e sobrou no duelo contra Vegetti. Joaquin Correa e Nathan Fernandes também entraram bem! O segundo fez o gol que sacramentou o triunfo. O placar poderia ter sido maior.
Escalações
Fernando Diniz manteve a mesma base que atuou nos jogos que comandou antes da parada de junho. Já Claudio Caçapa e Davide Ancelotti promoveram as entradas de Kaio Fernando na zaga e de Arthur Cabral no ataque. Substitutos naturais dos negociados Jair e Igor Jesus. Montoro partiu do lado esquerdo e Savarino voltou a jogar como meia-central de um 4-2-3-1.
Como Vasco e Botafogo iniciaram o clássico válido pela 13ª rodada do Brasileirão 2025
Rodrigo Coutinho
O jogo
1º tempo de pouca criatividade nas duas equipes. O Botafogo acabou construindo as jogadas mais perigosas. Chegou perto de marcar duas vezes com Arthur Cabral, mas não manteve a produtividade que obteve até os 25 minutos. O Cruzmaltino fez correções defensivas com a bola rolando, terminou a etapa com mais posse de bola, mas concluiu mal os ataques.
O momento de desequilíbrio favorável ao Glorioso ocorreu em virtude de alguns erros de subida de marcação do Vasco. Fernando Diniz aproveitou um atendimento ao goleiro Léo Jardim para corrigir. O time tinha agressividade para marcar no campo de ataque, mas não pressionava tanto a bola ao defender na própria intermediária.
Tal comportamento gerou a liberdade que Marlon Freitas teve para lançar Vitinho nas costas de Nuno Moreira. O lateral escorou de cabeça para Arthur Cabral, que só não marcou porque foi atrapalhado por Lucas Freitas e Léo Jardim. O Botafogo chegou também em contragolpes e em bolas paradas aéreas, principalmente com Kaio Fernando, que levou constantes vantagens.
Gregore seguiu fazendo a ''saída de três'' alinhado à direita dos zagueiros, liberando a agressividade dos laterais bem abertos no campo de ataque, e provocando movimentos de Montoro e Artur dos flancos para o centro. O argentino somou boas ações. Artur também foi participativo, assim como Arthur Cabral. Savarino esteve apagado até o intervalo.
Vasco x Botafogo Tchê Tchê e Gregore
Mateus Bonomi/AGIF
O Botafogo conseguiu ter compactação defensiva ao marcar em bloco médio ou alto, além de agressividade para pressionar a bola. Quando teve pressões superadas, contou com boas intervenções dos defensores para que o Vasco não terminasse os ataques de maneira mais organizada.
O Cruzmaltino também teve Hugo Moura recuando para fazer a saída entre os zagueiros. Paulo Henrique e Lucas Piton projetados pelos lados, e moveu os demais jogadores de meio e ataque sempre a um dos flancos, tentando gerar superioridade no melhor estilo Diniz. Pouco conseguiu vencer a boa marcação que o Botafogo fazia.
O lado esquerdo foi o mais produtivo, sempre com Nuno Moreira se destacando e tentando associações com Piton. Rayan atravessou o campo para participar também, mas contribuiu pouco. Vegetti mostrou-se mais móvel para gerar opções de passe e foi visto com toques na bola longe da área. Sem efetividade alguma, no entanto.
Vasco x Botafogo Arthur Cabral
Vitor Silva/Botafogo
O Vasco acabou sofrendo um duro golpe logo aos dois minutos do 2º tempo. Kaio Fernando se antecipou a Vegetti e puxou o contragolpe que terminou com a finalização de Arthur Cabral no fundo do gol. O centroavante foi mais experto que João Victor para aproveitar o rebote de Léo Jardim em finalização de Montoro. Artur participou muito bem do lance.
Diniz não esperou nem cinco minutos após sofrer o gol para colocar Mateus Carvalho no lugar de Lucas Freitas. Recuou Hugo Moura para a zaga. Pouco depois, sacou o apagado Philippe Coutinho. Alex Teixeira foi a campo. Se a posse de bola do Vasco já era maior com o empate, aumentou ainda mais com o recuo de bloco defensivo do Botafogo.
Joaquin Correa entrou no lugar de Savarino antes da metade do 2º tempo. O venezuelano mais uma vez esteve abaixo do que pode. A tentativa de produzir mais por parte do Vasco não se confirmou efetiva. Tirando um chute de Rayan do bico direito da grande área, a equipe de São Januário não conseguiu incomodar John.
Hugo Moura em Vasco x Botafogo pelo Brasileiro 2025
Mateus Bonomi/AGIF
Aos poucos o Botafogo conseguiu aumentar seu tempo com a bola nos pés aos poucos. Joaquin Correa se moveu para gerar linhas de passe e valorizou a bola. Se aproximou de Montoro, que buscou a mesma estratégia. Vitinho chegou perto de ampliar de cabeça ao arrematar o ótimo cruzamento de Alex Telles. A marcação do Vasco mantinha-se pouco intensa dentro do próprio campo.
Arthur Cabral saiu cansado perto dos 30 minutos. Nathan Fernandes entrou. Tacada de mestre! Havia muito espaço para lançar o ex-atacante do Grêmio nas costas da defesa do Vasco. Ele não perdoou ao receber de Marlon Freitas e terminou a excelente transição rápida com bola na rede. Montoro mais uma vez teve participação decisiva na jogada.
Joaquin Correa e Vitinho ainda tiveram boas oportunidades para ampliar, mas finalizaram mal. O Vasco contou com as entradas de GB, Garré e David. No entanto, seguiu apático e infértil com a bola, além de desorganizado sem ela. Em nenhum momento chegou perto de ameaçar o resultado conquistado pelo Botafogo.
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