No calor do verão dos Estados Unidos, ao final da temporada europeia, a juventude se impôs na Copa do Mundo de Clubes: só o RB Salzburg teve titulares mais jovens que os finalistas Chelsea e Paris Saint-Germain Marquinhos, Beraldo e João Pedro: Brasileiros são destaques na final da Copa do Mundo de Clubes
No calor do verão dos Estados Unidos, ao final da temporada europeia, a juventude se impôs na Copa do Mundo de Clubes: só o RB Salzburg levou a campo uma equipe titular mais jovem que as usadas por Chelsea e Paris Saint-Germain. Os finalistas chegam à final, respectivamente, com a segunda e a terceira menores médias de idade de titulares usados nos jogos.
Evidentemente, não basta ser jovem, afinal, o RB Salzburg escalou três dos quatro times titulares de menor média de idade da Copa e acabou eliminado logo na primeira fase com uma vitória, um empate e uma derrota no grupo em que se classificaram Real Madrid e Al-Hilal, que avançaram até a semifinal e as quartas de final. Em média, os titulares do Salzburg tinham 22,99 anos.
Das equipes que sobreviveram à fase de grupos, chegaram à final as duas equipes mais jovens da competição, o Chelsea escalando como titulares atleta com média de idade de 24,49 anos, e o PSG, com 24,65 anos.
A formação mais jovem do PSG foi usada na derrota por 1 a 0 para o Botafogo (23,6 anos), na segunda rodada. O time titular mais jovem escalado pelo Chelsea (23,8 anos) foi usado na vitória por 3 a 0 sobre o Espérance, na terceira rodada.
Chances de vitória
Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, o Gato Mestre apresenta os potenciais estatísticos de vitória de cada equipe na final da Copa do Mundo de Clubes.
Um dos motivos para tamanha vantagem no potencial do PSG é sua defesa ter sofrido apenas um gol na competição após ter passado nas fases eliminatórias por equipes do porte de Bayern de Munique (2 a 0) e Real Madrid (4 a 0). O único gol sofrido pelo PSG foi marcado pelo Botafogo, que venceu por 1 a 0.
De resto, o atual campeão da Champions League derrotou Atlético de Madrid (4 a 0), Seattle Sounders (2 a 0) e Inter Miami (4 a 0). A equipe francesa sofreu um gol em 45 finalizações, a maior resistência defensiva da Copa, com média de 7,5 conclusões contrárias por partida.
Nanananana... GE relembra momentos marcantes da Copa do Mundo de Clubes
Fora a derrota para o Flamengo, o Chelsea venceu todos os seus outros cinco jogos, contra Los Angeles FC (2 a 0), Espérance (3 a 0), Benfica (4 a 1), Palmeiras (2 a 1) e Fluminense (2 a 0). Sofreu cinco gols nessas partidas, um a cada 10,0 conclusões contrárias, a 11ª resistência defensiva entre as 32 equipes que disputaram a Copa do Mundo de Clubes, com média de 8,3 conclusões contrárias por partida.
O Chelsea vai desafiar a melhor defesa da Copa com o sexto melhor ataque, que marcou 14 gols em seis partidas, média de 2,33 gols por partida. O desempenho ofensivo é inferior ao do próprio Paris, que fez 16 gols na competição, com média 2,67 por jogo, quarta maior média.
O desempenho ofensivo do Paris é superior porque sua equipe é mais eficaz nas conclusões: fez 90 finalizações, média de 15,0 por partida, e marcou um gol a cada 6,0 tentativas. Enfrentando equipes menos estreladas no cenário internacional, o Chelsea finalizou mais: foram 97 tentativas, com média de 16,2 finalizações por jogo, um gol marcado a cada 7,5 chances.
Contra-ataques
Com muito a seu favor, o Paris Saint-Germain precisará de muito, mas muito, cuidado com os contra-ataques. É a especialidade do Chelsea, que fez impressionantes sete gols em 16 finalizações. Foi a terceira equipe que mais finalizou em contragolpes e a que mais gols fez. Como comparação, o Paris fez sete dessas finalizações e marcou dois gols.
Muitas vezes, uma equipe recorre a contra-ataques porque fica pouco com a bola, se fecha na defesa e parte em velocidade para tentar surpreender a equipe que a está pressionando. Longe de ser o caso do Chelsea, quarta equipe com maior posse de bola na Copa do Mundo de Clubes, com média de 61,3%. O Paris é o segundo que mais fica com a bola, 64%. A diferença na posse é pequena, menos de três pontos percentuais, mas o Chelsea fez mais que o dobro de finalizações em contra-ataques (16 a 7). A equipe é organizada para isso.
São dois ataques poderosos e que não temem finalizar de fora da área: o Chelsea é o time com mais finalizações de fora da área 38 e já fez três gols assim; o PSG é o terceiro time com mais finalizações de longe, 33, com dois gols marcados.
A eficiência do PSG de fora da área é de um gol a cada 16,5 tentativas e de dentro da área, um a cada 4,4. O Chelsea de fora da área tem um gol a cada 12,7 tentativas e de dentro da área, um a cada 5,9.
.
A poesia com os nomes da Copa do Mundo de Clubes
Desempenho do modelo
Os favoritos Chelsea e Paris Saint-Germain venceram nas semifinais e, com isso, Favoritismos melhorou seu desempenho para 66% de acertos. Se o PSG vencer a final, serão 42 acertos em 63 partidas, com 67% de vitórias dos favoritos, incluindo as prorrogações.
Na fase de grupos, as equipes apontadas como favoritas pelo Favoritismos venceram 30 das 48 partidas, um índice de 62,5%. Nas oitavas, foram seis acertos em oito jogos (75%). Nas quartas de final, três dos quarto times apontados como favoritos (75%) venceram seus jogos.
Foram analisados os 30 resultados anteriores de cada uma das equipes, ponderando com peso maior os jogos fora de casa, considerando o fator casa para os times dos Estados Unidos (Inter Miami, Los Angeles FC e Seattle Sounders) e o valor aproximado de mercado dos atletas, o que tem peso significativamente maior. Foram considerados os desempenhos das defesas e dos ataques em cada partida.
Regulamento
Em caso de empate na decisão, há prorrogação e, se necessário, pênaltis.
Metodologia
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões sobre as chances de cada time terminar a primeira fase da Copa em cada posição foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes, como Globo, ogol e Transfermarkt.
- Campeonatos de pontos corridos, como o Brasileirão, são mais fáceis de prever porque a influência do acaso tende a ser diluída entre as várias rodadas. Em Copas do Mundo, a tarefa é mais difícil, já que o acaso tem peso maior, e os times só podem reverter um tropeço na primeira fase. As estruturas das chaves também serão bastante decisivas para a competição, já que podemos ver duelos entre os times considerados favoritos nas próximas fases - ressaltou o economista Bruno Imaizumi.
*O Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Gustavo Figueiredo, Ingrid Fernandes (estagiária), Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.
O SANIJU organiza a notícia para facilitar sua descoberta. O conteúdo integral permanece no portal de origem.
Abrir fonte original
