Botafogo x Vitória: informações e palpite para o jogo
Invicto em casa, embalado pelo ótimo trabalho defensivo mostrado na Copa do Mundo de Clubes e pela vitória sobre o Vasco, em Brasília, o Botafogo volta a se apresentar para sua torcida com uma das melhores campanhas mandantes do Brasileirão (4 V, 1 E, 0 D, 87%). É um dos melhores ataques caseiros da Série A, com 13 gols, média 2,6 por jogo, e só sofreu quatro gols em cinco jogos (0,8).
Ao contrário, o Vitória ainda não venceu fora de casa (0 V, 3 E, 4 D, 14%) e vem de uma derrota para o Internacional com um gol sofrido no último lance de ataque da partira (1 a 0). O ataque não vem funcionando e marcou quatro gols em sete jogos fora de casa (0,57), um dos piores desempenhos ofensivos forasteiros. Sofreu nove gols (1,29).
Favoritismos #14 - Botafogo x Vitória
Gato Mestre
Para buscar um bom resultado no Rio, o Vitória precisará de muito cuidado com os contra-ataques porque não só o Botafogo é um dos mandantes que mais faz dessas finalizações (13 com média 2,6), com também é um dos que mais gols fez assim (três com média 0,6). Embora o Vitória ainda não tenha sofrido gol assim, já permitiu 11 dessas finalizações (1,6).
Ter essa média de finalizações sofridas em contra-ataques é um problema porque o Botafogo tem a maior eficiência ofensiva mandante do Brasileirão, com um gol a cada 5,9 tentativas, com uma das maiores produções ofensivas caseiras, com média de 15,4 finalizações por partida.
Essa combinação de alta produção com eficiência torna o Botafogo muito favorito na rodada porque o Vitória é uma das equipes que mais permite finalizações de adversários quando atua fora de casa, uma temeridade neste confronto. Em média, o Vitória sofreu 15,4 finalizações por partida, com um gol sofrido a cada 12,0 conclusões contrárias.
Vitória não balança a rede há seis partidas
O favoritismo do Botafogo é reforçado pelo histórico ofensivo do Vitória, que tem uma das piores eficiências ofensivas visitantes, com um gol a cada 19,5 finalizações, com média de 11,1 feitas por partida.
O futebol tem suas surpresas, mas o Botafogo tem uma das maiores resistências defensivas deste Brasileirão, com um gol sofrido a cada 15,5 conclusões contrárias, com média de 12,4 finalizações sofridas por jogo. Uma resistência tão grande contra a baixa eficiência ofensiva do Vitória implica que um triunfo da equipe baiana seria uma grande zebra.
Um dificultador para o Vitória é que a equipe finaliza muito de fora da área, com quase a metade de suas conclusões sendo feitas de longe, mas em 67 tentativas, só fez um gol. Em comparação, em 78 finalizações de dentro da área, tem nove gols, um a cada 8,7 tentativas.
Curiosamente, de dentro da área o Botafogo tem um gol a cada 9,6 chances, ou seja, o aproveitamento de dentro da área do Vitória é melhor do que o do Botafogo. Só que mesmo com um jogo a menos, o Botafogo já fez 106 finalizações de dentro da área em enquanto o Vitória tem 78 (tendo disputado um jogo a mais).
Gregore pode ir para o Al-Rayyan, do Catar, Cuiabano continua e Jordam Barrera fecha com Botafogo
Outra curiosidade é que, na média, os adversários das duas equipes ficam mais com a bola do que elas: o Botafogo tem média de posse de bola de 49,7%, e o Vitória, 46,2%. São as equipes com a menor média de desarmes (o Botafogo com 12,3; o Vitória com 12,1). E estão entre as equipes com mais faltas cometidas (um com 14,7, e o outro com 15,7). Os jogadores do Botafogo receberam 25 cartões amarelos (média 2,08), e os do Vitória, 33 (2,54).
O Vitória vem encontrando dificuldades para controlar seu espaço aéreo (o gol do Internacional nasceu em um cruzamento) e levou assim 10 dos 15 gols sofridos em jogadas neste Brasileirão. O nem chega a ser um grande especialista no assunto, com 6 de 15 gols em jogadas marcados após bolas altas, mas a vulnerabilidade do Vitória no jogo aéreo é tão grande que aumenta o potencial de qualquer adversário. De seis gols aéreos, o Botafogo fez três em cruzamentos. O Vitória sofreu assim seis gols, com a bola subindo tanto da direita quanto da esquerda.
No ataque, o Vitória usou bolas altas para marcar sete de dez gols feitos em jogadas. O Botafogo sofreu assim quatro de sete gols, mas a questão aqui é que o Botafogo sofre poucos gols e o Vitória tem baixo aproveitamento. Mas é futebol.
*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Gustavo Figueiredo, Ingrid Fernandes (estagiária), Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

Leia a publicação completa na fonte original

O SANIJU organiza a notícia para facilitar sua descoberta. O conteúdo integral permanece no portal de origem.

Abrir fonte original