Veja os gols mais recentes marcados por Arias com a camisa do Fluminense
O Fluminense volta ao Brasileirão após brilhar com a quarta colocação na Copa do Mundo de Clubes com um desafio de nível similar a algumas partidas da Copa, contra o vice-líder Cruzeiro (8 V, 3 E, 2 D, 69%), empatado em pontos e vitórias com Flamengo, mas com dez gols a menos no saldo.
Pelo percentual de pontos conquistados, já que o Fluminense disputou dois jogos a menos que o Cruzeiro, por exemplo, a equipe carioca está com o sexto desempenho no Brasileirão (6 V, 2 E, 3 D, 61%).
Historicamente, o Fluminense é amplamente dominante quando recebe o Cruzeiro, o que indica que ano após ano, coloca energia extra em campo neste confronto. Pela Série A, com mando carioca, a última vitória do Cruzeiro foi conquistada em 2012 (2 a 0). Desde então, foram sete vitórias do Fluminense e dois empates. Desde 2006, foram dez vitórias do Fluminense, quatro empates e duas derrotas.
Favoritismos #14 - Fluminense x Cruzeiro
Gato Mestre
A partida, no Maracanã, será disputada na quinta-feira, apenas nove dias após a eliminação do Fluminense nas semifinais da Copa, com a exigência de manter a intensidade que elevou o a equipe à condição de uma das melhores do planeta no momento, eliminada apenas pelo campeão Chelsea.
A questão da intensidade será importante porque o Fluminense se notabilizou no Copa do Mundo pelo dedicado trabalho defensivo, que no Brasileirão é uma diferença sensível na comparação com o Cruzeiro. Também por ficar muito tempo com a bola, o Fluminense é o time menos combativo do Brasileirão, enquanto o Cruzeiro é o segundo que mais combate, também por ser um dos que menos ficam com a bola.
Invicto em casa, o desempenho antes da consagração nos EUA mostra que o Fluminense está com o segundo melhor desempenho caseiro do Brasileirão (4 V, 1 E, 0 D, 87%), atrás apenas do próprio Cruzeiro, que fora de casa conta com o quarto melhor aproveitamento forasteiro (2 V, 2 E, 2 D, 44%), com potencial para ser um jogaço.
Ofensivamente, as duas equipes estão com desempenhos relativamente próximos, o Cruzeiro com o segundo melhor ataque da competição, com 21 gols em 13 jogos, média 1,62 por partida, a segunda melhor do campeonato, e o Fluminense com 15 gols em 11 jogos, média 1,36, a quarta maior.
Defensivamente, o Cruzeiro sofreu nove gols, com média 0,69, a terceira melhor da Série A, enquanto o Fluminense levou 12, com média 1,09, a nona marca.
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O desafio do Fluminense é aumentar sua resistência defensiva. Entre os mandantes, já é uma das equipes que menos permite finalizações dos adversários, com média de 8,6 conclusões contrárias por partida, mas levou um gol a cada 10,8 conclusões contrárias, mais próximo das menores resistências defensivas. Como referência, o Cruzeiro em casa sofreu um gol a casa 18,3 conclusões contrárias, terceira maior resistência caseira.
A questão da resistência será importante nesta rodada porque o Cruzeiro está com o quarto ataque mais produtivo da Série A entre os visitantes, com média de 12 finalizações por partida, produtividade média acima da resistência que o Fluminense mostrou em casa antes da paralisação. O Cruzeiro está com média de um gol por jogo em casa.
O Cruzeiro vinha mostrando antes da paralisação ser um visitante que permite poucas finalizações aos mandantes, em média 12,8, uma das menores médias, e a quarta maior resistência defensiva, um gol sofrido a cada 15,4 conclusões contrárias.
No ataque, o Fluminense acumulou média de 13,4 finalizações por partida, com um gol a cada 9,6 tentativas, dois indicadores de meio de tabela.
Um indicativo das diferenças entre as equipes é o Fluminense ser a segunda equipe com menos cartões amarelos para jogadores (19 com média 1,64), enquanto o Cruzeiro está entre as mais punidas (34 com média 2,62), além de dois vermelhos.
A disciplina do Fluminense é favorecida por ser um dos times de maior posse de bola do campeonato, com média 54%, enquanto o Cruzeiro é um dos times que menos fica com ela (46,4%). O Cruzeiro é um dos times com mais desarmes na competição (com média 17,1 por jogo), enquanto o Fluminense é um dos que menos desarmam (12,8).
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Na luta para retomar a posse de bola, o Cruzeiro está entre os times mais faltosos (14,9 por jogo), enquanto o Fluminense é o time que menos cometeu faltas (11,4 por partida). Na soma de faltas cometidas e desarmes, o Cruzeiro é o segundo time com mais ações de combate (31,9), enquanto o Fluminense é o de menos ações de combate (24,2) até por ficar ele próprio a maior parte do tempo com a bola.
Assim como na Copa do Mundo de Clubes, o Fluminense no Brasileirão é mais efetivo no ataque trocando passes rasteiros. Na Copa marcou assim cinco de sete gols em jogadas, e no Brasileirão, 10 de 15. É a forma como os adversários mais vazaram a defesa do Cruzeiro, com cinco de sete gols marcados na equipe mineira em jogadas rasteiras.
O Cruzeiro tem maior equilíbrio no ataque com dez gols a partir de jogadas aéreas e 11 em trocas de passes. A equipe parece buscar qual a fragilidade do sistema defensivo adversário e insistir naquilo, pois na maioria das vezes em que fez mais de um gol em uma partida, o fez de um mesmo modo, ou com gols em trocas de passes contra uns (Bahia, Flamengo, Fortaleza) ou contra outros com gols aéreos (Mirassol, Palmeiras, Grêmio - fez quatro no Grêmio, os três primeiros "aéreos"). Só contra o Sport fez dois gols aéreos e depois dois gols rasteiros.
O Fluminense sofreu sete de 12 gols em jogadas após a bola ser levantada sobre sua defesa. Quando o jogo está empatado, sofre principalmente gols a partir de jogadas aéreas.
*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Gustavo Figueiredo, Ingrid Fernandes (estagiária), Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

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