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As 20 equipes do Brasileirão estão mostrando nesta edição da Série A o melhor desempenho defensivo caseiro dos últimos 13 anos, com média de 0,84 gol sofrido por partida, e nesta rodada essa eficiência será colocada à prova: em seis dos sete jogos, os visitantes estão mais bem colocados na tabela de classificação, seja por pontos ganhos ou por aproveitamento percentual de pontos.
O campeonato já teve dez jogos adiados, e só cinco times disputaram os 15 jogos. Nesta rodada serão mais três adiamentos devido à repescagem da Sul-Americana. Os 20 times quando visitantes estão com o quinto melhor desempenho em 13 anos, ajudando a derrubar a média de gols do campeonato (2,22 por partida) para a pior marca dos últimos dez anos, a terceira pior desde 2013, quando o Gato Mestre começou a coletar dados do Brasileirão.
A dedicação no trabalho defensivo é tamanha, que o Brasileirão deste ano tem o menor percentual de finalizações certas em 13 anos: apenas 33,9% das finalizações chegam no gol, praticamente um terço, sem contar bolas na trave, apesar de em 13 anos ser a edição da Série A com maior influência das finalizações de dentro da área (56,5%). Mesmo chutando mais de perto do gol, está mais difícil acertar a meta.
Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, Favoritismos traz análises sobre cada uma das partidas da rodada da Série A. Para ver o contexto em que cada jogo será disputado, clique nos links dos times de cada jogo.
Quarta-feira
19h
Fluminense x Palmeiras
Ceará x Mirassol
19h30
Corinthians x Cruzeiro
21h30
Santos x Internacional
Bragantino x Flamengo
Vitória x Sport
Quinta-feira
Juventude x São Paulo
Adiados e sem data devido à repescagem da Sul-Americana
Vasco x Bahia
Atlético-MG x Fortaleza
Grêmio x Botafogo
Metodologia
Favoritismos apresenta o potencial que cada time carrega no Brasileirão 2025 comparando o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e nos últimos seis jogos, independentemente do mando. Também são consideradas as performances defensiva e ofensiva das equipes no jogo aéreo e no rasteiro. Os cálculos referentes à influência de bolas altas e de troca de passes rasteiros entre gols marcados e sofridos só consideram as características dos gols marcados em jogadas. Gols olímpicos, cobranças de pênaltis e de faltas diretas não contam para determinar a influência aérea ou rasteira por serem cobranças feitas diretamente para o gol.
Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de "Gols Esperados" ou "Expectativa de Gols" (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência 116.128 finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 4.699 jogos de Brasileirões desde a edição de 2013. Consideramos a distância e o ângulo da finalização, além de características relacionadas à origem da jogada (por exemplo, se veio de um cruzamento, falta direta ou de uma roubada de bola), a parte do corpo utilizada, se a finalização foi feita de primeira, a diferença de valor mercado das equipes em cada temporada, o tempo de jogo e a diferença no placar no momento de cada finalização.
O desempenho de um jogador é comparado com a média para a posição dele, seja atacante, meia, volante, lateral ou zagueiro, e consideramos o que se esperava da finalização se feita com o "pé bom" (o direito para os destros, o esquerdo para os canhotos) e para o "pé ruim" (o oposto). Foram identificados os ambidestros, que chutam aproximadamente o mesmo número de vezes com cada pé.
De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões sobre as chances de cada time terminar o campeonato em cada posição foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações para gerar resultados. Para cada jogo ainda não disputado, realizamos dez mil simulações.
*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira, Rodrigo Breves e Valmir Storti. pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

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