Copa América feminina ajuda Seleção a formar novas lideranças
O posto de capitã da seleção feminina tem uma dona indiscutível: a camisa 10 Marta. Mas, no processo de renovação natural da equipe, novas lideranças vão surgindo para exercer essa função. Uma delas tem apenas 25 anos, mas já acumula quase uma década defendendo o Brasil, desde as categorias de base. Com personalidade, a volante Angelina é uma das escolhidas do técnico Arthur Elias para usar a braçadeira quando a Rainha não está em campo.
Às vésperas da final da Copa América, ela celebra a confiança que recebe não só do treinador mas também das colegas. Campeã da última edição, em 2022, Angelina vai buscar neste sábado, na final contra a Colômbia, seu segundo título continental. Com ou sem braçadeira, ela reconhece sua importância no grupo que está sendo montado no novo ciclo da seleção brasileira.
Angelina com a braçadeira de capitã da seleção feminina no jogo contra a Colômbia
Lívia Villas Boas / CBF
- Fico muito feliz com a confiança que, não só a comissão, mas as meninas têm me passado para assumir esse papel, que não é fácil. Mas eu acredito que é algo que o grupo está construindo também, não é só a Angelina ou a Marta. Muitas meninas estão assumindo lideranças, estão assumindo seu papel aqui na seleção. É uma seleção muito jovem, mas acho que a cada jogo, a cada convocação, a gente tem assumido um pouquinho da responsabilidade - afirmou Angelina em entrevista exclusiva.
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Brasil e Colômbia decidem a Copa América Feminina neste sábado, às 18h (horário de Brasília)
Angelina nasceu em Nova Jersey, nos EUA, filha de pais brasileiros, e escolheu defender o Brasil já nas categorias de base. Foi convocada pela primeira vez para a seleção sub-17 em 2016, e logo depois passou para a sub-20.
Chegou à seleção principal em 2021, e desde então esteve presente em todas as competições oficiais com a equipe nacional: Jogos Olímpicos de Tóquio, naquele mesmo ano; Copa América de 2022, vencida pelo Brasil; Copa do Mundo de 2023; e as Olimpíadas de Paris-2024, quando ganhou a medalha de prata. Quatro anos de seleção que dão à volante um ar de veterana aos olhos das colegas.
- É bem legal esse respeito que elas têm por mim. Elas me veem como líder, já joguei com algumas, a maioria na base. E fui capitã na base também, então acho que já tem essa imagem meio que construída na cabeça de muita gente. E fico muito feliz com isso, porque independentemente da idade, é como a gente se comporta, como a gente lidera fora e dentro de campo, e fico muito feliz que elas conseguem me enxergar dessa forma.
Nesta Copa América, Angelina recebeu a braçadeira de capitã no empate em 0 a 0 com a Colômbia, pela última rodada da fase de grupos, quando Marta começou no banco. As duas são colegas também no clube, o Orlando Pride, atual campeão da liga feminina dos Estados Unidos. E Angelina não esconde o orgulho de seguir o legado da camisa 10 histórica do Brasil.
- Não é só jogar com ela, mas poder dividir essa responsabilidade com ela e ver o respeito que tem de ambas as partes. Sempre vou falar "a braçadeira é sua", sempre que ela estiver aqui, é dela! Ela é a capitã, é a referência nossa. E é muito legal esse respeito que ela tem com a gente também.
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