Atacante agride Lyanco, é expulso na 1ª etapa, e vê Atlético vencer o Cruzeiro para assumir a liderança do Grupo A Gabriel Barbosa é um dos jogadores mais emblemáticos das últimas temporadas no futebol brasileiro. Se tornou ídolo do Flamengo entre 2019 e 2024, e chegou ao Cruzeiro como contratação de peso. O primeiro clássico mineiro dele em competições oficiais, no entanto, não entrou para a história pelos gols que poderia marcar. Mas sim por uma expulsão bizarra que definiu os rumos da vitória atleticana.
O jogo era equilibrado até os 28 minutos, quando o atacante deu uma cotovelada no rosto do zagueiro Lyanco. Depois disso o Galo controlou as ações, melhorou ofensivamente na 2ª etapa, e confirmou a importante vitória para se aproximar da semifinal. O Cruzeiro reclama de um pisão de Lyanco em Dudu, sem bola, que de fato houve, mas o árbitro de vídeo não recomendou a verificação.
Hulk decidiu mais uma vez! Marcou os dois gols do triunfo, e teve em Cuello o seu principal parceiro. Ótima partida do ponta argentino, que chegou a ser dúvida para o jogo.
Escalações
O interino Wesley Carvalho, em seu último jogo antes da estreia de Leonardo Jardim no comando da equipe, fez apenas uma mexida em relação ao time que começou contra o América. Eduardo foi para o banco e Marquinhos entrou pelo lado direito do ataque. Já Cuca não pôde contar com Junior Santos. Escalou Cuello pelo lado direito do ataque. Repetiu a equipe que bateu o Athletic na última rodada.
Como Cruzeiro e Atlético Mineiro iniciaram o clássico válido pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro 2025
Rodrigo Coutinho
O jogo
Cruzeiro e Atlético fizeram um amistoso de pré-temporada bastante comentado pela violência de algumas jogadas. Isso gerou trocas de farpas públicas entre os jogadores. Difícil imaginar que não influenciaria de alguma forma no encontro da tarde deste domingo.
Por mais que a partida transcorresse de maneira mais branda até determinado momento, a expulsão bisonha de Gabigol tem tudo a ver com as rusgas dos cruzeirenses com o zagueiro Lyanco. O atacante acertou uma cotovelada infantil no rosto do defensor pouco depois da metade do 1º tempo, foi expulso, e o fato mudou totalmente os rumos do clássico.
Até o justo cartão vermelho, era um duelo em que o Cruzeiro tinha mais a bola. Tentava construir com mais passes curtos em relação ao Atlético. O Galo, como de praxe nos times de Cuca, marcava por encaixes e perseguições. Criou duelos que levaram dificuldades para a Raposa produzir ofensivamente. Se moldou para ''espelhar'' o posicionamento tático adversário.
Cuello e Rubens seguiam os laterais rivais. Menino combatia Matheus Henrique. Scarpa seguia Romero e Alan Franco era a ''sombra'' de Matheus Pereira. Natanael e Arana se incumbiam da marcação de Dudu e Marquinhos respectivamente. Gabigol era dividido por Lyanco e Alonso. E Hulk se dividia entre Jonathan e Fabricio Bruno.
Gabigol e Lyanco em lance durante Cruzeiro x Atlético-MG
Reprodução
O Cruzeiro tentou algumas trocas de posição para confundir o adversário e levar vantagem, mas não conseguiu fazer isso perto da área, em uma zona que não desse mais tempo de o Galo se reorganizar e se proteger. A Raposa até levou perigo em duas ocasiões, mas ambas em ataques rápidos. Jamais com a defesa atleticana postada.
Antes da tola expulsão, Gabigol tinha perdido uma ótima chance ao finalizar um cruzamento de Marquinhos. Jogada de inteligência de William. Dudu, outro que viveu relação conturbada com Lyanco nesta tarde, também incomodou com um chute de fora da área. Uma produção, no entanto, distante do ideal a quem se propôs a controlar com a posse de bola.
O Galo buscava trocar passes curtos entre Everson e os zagueiros nos tiros de meta. Alan Franco ou Gabriel Menino recuavam para oferecer apoio. Mesmo pressionados, essa era a proposta, mas a ideia parecia ser atrair o bloco defensivo do Cruzeiro para explorar a velocidade nas costas da zaga. Cuello era o principal alvo, e chegou a fazer uma boa jogada assim. Gustavo Scarpa finalizou para fora.
Cruzeiro x Atlético-MG - Campeonato Mineiro
Pedro Souza / Atlético
Quando passou a ter um homem a mais, a realidade do jogo mudou completamente para o alvinegro. Cuello deixou o lado direito e se posicionou basicamente em dupla com Hulk no ataque. Os laterais ocuparam os flancos do campo ofensivo. Scarpa, Rubens, Franco e Menino tentavam articular pela faixa central.
Faltou proposta para entrar mais vezes na área cruzeirense. Apenas chutes de fora da área incomodaram Cássio. Hulk e Cuello saíam para tocar mais na bola, faltava volume entre os zagueiros da Raposa, movimentos que empurrassem a última linha para trás. Com um a menos, restou a Wesley Carvalho montar duas linhas de quatro, com Matheus Pereira sobrando na frente ao defender.
Cuca sacou seu único homem ''amarelado'' na 1ª etapa. Junior Alonso não voltou para o 2º tempo. O atacante Palacios entrou. Alan Franco foi improvisado na zaga. Cuello e Palacios foram os pontas. Com a área mais bem ocupada, o Galo demorou nove minutos para abrir o placar. Natanael escorou o cruzamento de Cuello e Hulk bateu para vencer um Cássio com pouco poder de reação no lance.
Como as equipes voltaram para o 2º tempo
Rodrigo Coutinho
O goleiro cruzeirense se redimiu logo na sequencia com duas ótimas defesas em finalizações de Cuello e Palacios. Cuca resolveu recompor a zaga ao ver sua equipe na frente no placar. Tirou Gabriel Menino, que teve boa atuação, e colocou Igor Rabello. Alan Franco voltou a ser volante.
No Cruzeiro, Matheus Pereira - apagado mais uma vez - foi sacado entre vaias e aplausos para a entrada de Bolasie. Dudu virou o homem mais avançado da equipe. Christian também substituiu Lucas Romero. O time melhorou. Se renovou fisicamente e ganhou agressividade com os atletas vindos do banco. Empurrou o Galo para trás, mas não conseguiu criar chances reais apesar da luta.
Mais exposto, acabou sofrendo o segundo gol ao tentar adiantar a marcação. Hulk recebe um passe longo e articulou junto com Cuello antes de completar para a rede. Apesar da derrota com participação decisiva de uma de suas principais contratações, o Cruzeiro já está garantido na semifinal do Campeonato Mineiro.

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