Tricolor chega a cinco jogos sem vencer e tem dificuldades para construir jogadas ofensivas São Paulo 1 x 2 Ponte Preta | Melhores momentos | 11ª rodada | Campeonato Paulista 2025
A derrota de virada por 2 a 1 para a Ponte Preta, no Morumbis, aumentou a pressão sobre o São Paulo e o treinador Luiz Zubeldía. Apesar de estar classificado, o resultado marcou o quinto jogo seguido sem vitória do Tricolor na temporada.
O diagnóstico é muito evidente: o São Paulo é um time pouco criativo. Apesar de ter uma postura ofensiva e manter bastante a posse de bola, o time tem muitas dificuldades em criar chances claras e evidentes de gol. O time considerado ideal, com o "quarteto mágico" formato por Luciano, Oscar, Lucas e Calleri esteve em campo e conseguiu criar apenas dois chutes no gol da Ponte Preta.
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São Paulo x Ponte Preta Calleri
Marcello Zambrana/AGIF
Já sabemos o problema! Agora, como resolvê-lo? Como Zubeldía pode aliviar a pressão cada vez maior? Para resolver o problema, é preciso entendê-lo no detalhe. O São Paulo de 2025 sofre com um problema tático fundamental: a falta de profundidade.
O São Paulo sofre com a falta de jogadores próximos à área adversária na hora de atacar. Esse conceito, no jargão tático, é chamado de profundidade: a quantidade de jogadores posicionados à frente da linha da bola quando a equipe tem a posse. Quanto maior a profundidade, mais opções ofensivas o time tem para receber um passe próximo do gol, em condições de dar sequência à jogada.
Vamos exemplificar a falta de profundidade do São Paulo com dois lances contra a Ponte Preta:
Aqui, o São Paulo está organizado para atacar o adversário. Os volantes saem com a bola e Lucas, Luciano e Oscar recuam para se aproximar da bola. Igor Vinícius e Enzo (fora do frame) também se posicionam próximos, reforçando a conexão entre os setores. Perceba que os volantes Bobadilla e Pablo Maia têm várias opções para jogar com toques curtos no meio-campo.
São Paulo tenta atacar, mas ninguém se posiciona na frente
Reprodução
Mas e quem pode receber a bola mais perto da área da Ponte? Em condições de finalizar?
A bola chega em Oscar, grande contratação do ano e meia mais incisivo do Tricolor. Ao invés de tocar para trás, ele escolhe acelerar e vê apenas Calleri, brigando sozinho contra a defesa inteira da Ponte Preta.
Calleri é o único que dá profundidade ao São Paulo
Reprodução
Calleri era o único que dava profundidade ao Tricolor: estava na frente da linha da bola, pronto para receber o passe e criar uma jogada de perigo.
Ter poucos jogadores na frente da linha da bola torna o São Paulo previsível: o passe sempre sai de lado, de volta para a defesa. São poucos os toques realmente criativos, que causam alguma bagunça na defesa adversária.
Zubeldía tem um desafio: equilibrar a movimentação do quarteto ofensivo. Lucas e Luciano são jogadores que gostam de aproximar e buscar a bola, como na imagem abaixo. Oscar é um meia clássico. São muitos meias e poucos atacantes. Muita aproximação e pouca contundência.
São Paulo tem muita aproximação, mas pouca profundidade
Reprodução
Falta alguém que possa ficar próximo de Calleri, função que era de Welington Rato e Ferreirinha no ano passado. Na imagem abaixo, Oscar realiza a movimentação correta e vai buscar a área. Mas aí entra a técnica: Oscar é ótimo jogador, mas não é incisivo como um atacante, que poderia ser mais rápido e driblador, ajudando o time a levar a bola para frente.
São Paulo tem poucos jogadores no ataque
Reprodução
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Foi assim contra o Palmeiras, o RB Bragantino e o Velo Clube. Contra a Inter, o Tricolor até criou, mas esbarrou na falta de contundência na frente do gol.
O desempenho contra equipes de menor investimento, que costumam atuar com linhas defensivas mais compactas, expõe ainda mais as dificuldades do São Paulo em furar bloqueios e criar chances de qualidade. Diante desse cenário, Zubeldía terá que encontrar soluções para evitar a repetição do melancólico final de 2024.
Uma das soluções pode ser abrir mão de Luciano no chamado "quarteto mágico" para testar Ferreira pela esquerda no 4-2-3-1 tricolor. Ou repensar o esquema para ter mais atacantes, talvez num 3-5-2 com André Silva junto de Calleri?
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