Bahia x Cruzeiro: informações e palpite para o jogo
O Cruzeiro é um visitante dos mais inconvenientes para o Bahia quando se enfrentam pela Série A do Brasileirão. Desde 2006, foram dez confrontos, e o Bahia só venceu dois (2017 e 2024) contra quatro vitórias do Cruzeiro e quatro empates.
Desta vez, o confronto reúne duas das quatro equipes de maior posse de bola do campeonato. O Cruzeiro está com a segunda maior (média de 52,8%), e o Bahia, com a quarta maior (52,5%). O controle da posse de bola será a primeira disputa entre dois times acostumados a ditar o andamento da partida.
Há maior potencial para gol do Bahia a partir de jogadas aéreas porque marcou assim seis do últimos dez gols em jogadas (sem contar pênaltis e faltas diretas) e quatro dos últimos seis gols, e o Cruzeiro sofreu dessa forma seis dos últimos dez gols. Em cinco desses seis gols aéreos, o Bahia chegou ao gol a partir de cruzamentos.
A equipe baiana tem potencial para voltar a marcar dessa forma primeiro porque não se repetem os jogadores que fazem o cruzamento, o que torna mais difícil neutralizar a jogada, mas também porque dos últimos cinco gols que o Cruzeiro sofreu, sem contar um gol de pênalti, quatro nasceram em cruzamentos.

Gato Mestre
No ataque, o Cruzeiro tem sido mais efetivo trocando passes rasteiros, que foi como marcou seus últimos sete gols, sem contar dois de pênalti, mas o Bahia só sofreu dessa forma dois dos últimos dez gols, sem contar três que levou em pênaltis. Problema muito maior são as cobranças de escanteio, que viraram quatro dos últimos dez gols sofridos.
O Bahia é o sexto colocado na classificação, com 22 pontos, e o Cruzeiro, o 15º, com 16. Ofensivamente, ambas estão em patamares mais próximos, a equipe mineira com 18 gols em 14 jogos (com a décima média, de 1,29 gol por partida), e o Bahia com 19 gols em 13 jogos (a quinta maior média no agregado dos mandos, com 1,46).
Defensivamente, a distância é bem maior e define a posição de cada um na tabela: o Bahia sofreu 16 gols (décima marca com 1,23), e o Cruzeiro, 24 (a terceira pior média, com 1,71).
Ainda assim, o Bahia está apenas com 11ª campanha caseira (2 v, 3 E, 1 D, 50%), com o nono ataque mandante (dez gols, 1,67) e a nova defesa (seis gols sofridos, 1,00). Fez gol em todos os seus seis jogos em casa e não levou gol em dois deles.
A equipe do Cruzeiro tem encontrado muitas dificuldades fora de casa e está com a 12ª campanha visitante (1 V, 1 E, 4 D, 22%), com o quinto pior ataque (cinco gols, 0,83) e a segunda pior defesa (14 gols sofridos, 2,33). Só não levou gol em um dos seis jogos fora de casa e não fez gol em dois.
Além de outras preocupações, o Cruzeiro precisará de cuidados defensivos para não cometer pênalti, isso porque já teve três marcados contra, quinta pior marca, e já foram marcados quatro a favor do Bahia, maior marca do campeonato.
Mas essa não é a maior preocupação defensiva cruzeirense. A equipe mineira está com a menor resistência defensiva visitante de todo o campeonato, com um gol sofrido a cada 5,4 conclusões contrárias, mesmo sendo o terceiro visitante que menos permite finalizações de mandantes, com média de 12,5 finalizações sofridas por jogo fora de casa.
O Bahia tem média de 14,0 finalizações quando mandante, 11ª marca, com um gol a cada 8,4 tentativas, nona média.
Quando busca o ataque, o Cruzeiro tem a sexta menor eficiência visitante, um gol a cada 12,8 tentativas, e média de 11,4 finalizações por partida, nona marca.
Entre os mandantes, o Bahia tem a oitava resistência defensiva, um gol sofrido a cada 12,8 conclusões contrárias, com média de 10,7 finalizações sofridas por jogo em casa.
Conheça a análise dos outros jogos da rodada clicando nos links abaixo.
Sábado
16h
Coritiba x Internacional
18h
Fluminense x Vitória
21h
Bahia x Cruzeiro
Domingo
16h
Atlético-MG x Botafogo
Remo x Palmeiras
18h30
Santos x Bragantino
Corinthians x São Paulo
Mirassol x Chapecoense
19h30
Grêmio x Flamengo
20h30
Vasco x Athletico-PR
Saiba como funciona o cálculo por trás do percentual de chances da Série A
*As probabilidades de ocorrência de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com a aplicação de modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre, formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Matheus Guimarães, MIllena Paes Leme (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

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