Equador derrota Alemanha com gol de virada de Plata e passa para 2ª fase na Copa do Mundo
Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEHabilitar ViewportPlayO treinador Sebastián Beccacece foi para a torcida logo depois da histórica vitória do Equador por 2 a 1 sobre a Alemanha, numa foto que vai ficar para a história do país e das Copas do Mundo.Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALNinguém imaginava tamanha vitória depois de um empate frustrante contra Curaçao e a derrota para a Costa do Marfim. Beccacece chegou a ouvir vaias, disse que "não tocou o coração do povo" e admitiu que deixaria o cargo em caso de eliminação.É a primeira vez que o Equador chega ao mata-mata da Copa do Mundo. A seleção chegou aos quatro pontos e se classificou como uma das melhores terceiras colocadas. É um renascimento. Tanto de uma seleção que fez bonito nas Eliminatórias como na carreira do próprio treinador, que já cobiçado por clubes brasileiros e tido como grande promessa do futebol sul-americano.Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALBeccacece estreou justamente na derrota para o Brasil de Carlo Ancelotti, em agosto de 2025. Depois daquele jogo, perdeu apenas uma vez nas Eliminatórias e montou uma das defesas menos vazadas da competição, com um time cheio de conhecidos do futebol brasileiro, como Plata, do Flamengo, e Enner Valencia, do Internacional.Expectativa alta é algo comum na vida desse argentino de 45 anos que sempre foi considerado "a próxima grande coisa a acontecer". Lesões encerraram sua trajetória como jogador aos 21 anos. Estudioso, leitor voraz e viciado em análise tática, foi no Peru que ele conheceu o treinador que mudou sua vida: Jorge Sampaoli.Amizade de longa data e auxiliar de Sampaoli no ChileA parceria entre Sampaoli e Beccacece começou em 2002, no Sport Boys, do Peru. Como auxiliar, Beccacece preparava treinamentos, estudava adversários e era braço direito de Sampaoli. Juntos, conquistaram a Copa Sul-Americana de 2011 na Universidad de Chile e foram semifinalistas da Libertadores em 2012. O time ficou conhecido como "Ballet Azul" e "Barcelonita das Américas" pelo futebol ofensivo. O trabalho de destaque levaram os dois para o Chile, no qual fizeram história: deram trabalho ao Brasil nas oitavas-de-final em 2014 e conquistaram a Copa América de 2015, até hoje o maior momento da seleção na história. Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALA devoção à Jorge era tanta que Beca recusou um convite de Marcelo Bielsa para integrar sua comissão técnica na França. Sucesso no Defensa y Justicia e eterno cogitado em clubes brasileirosQuando decidiu trabalhar sozinho, em 2016, Beccacece não conseguiu repetir de imediato o sucesso como auxiliar. A virada veio entre 2018 e 2019, no Defensa y Justicia. Com um dos menores orçamentos do Campeonato Argentino, levou o clube ao vice-campeonato nacional e à primeira classificação para a Libertadores da história do clube.De volta ao Defensa em 2021, fez o Palmeiras de grande vítima: venceu a equipe de Abel Ferreira no Allianz Parque por 4 a 3 e conquistou a Recopa Sul-Americana, nos pênaltis. O desempenho fez seu nome circular durante anos entre clubes brasileiros como Atlético Mineiro, Vasco e Grêmio. O Santos, então, já sondou o argentino umas três vezes.Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1LARGURA TOTALQuando decidiu trabalhar sozinho, o primeiro grande trabalho apareceu no Defensa y Justicia. Com um dos menores orçamentos do Campeonato Argentino, levou o clube ao vice-campeonato nacional, classificou a equipe para a Libertadores e conquistou a Recopa Sul-Americana sobre o Palmeiras. O desempenho fez seu nome circular entre clubes brasileiros durante vários anos.
O treinador Sebastián Beccacece foi para a torcida logo depois da histórica vitória do Equador por 2 a 1 sobre a Alemanha, numa foto que vai ficar para a história do país e das Copas do Mundo.
Sebastián Beccacece vai até a arquibancada comemorar após vitória do Equador
Reuters/Caean Couto
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Ninguém imaginava tamanha vitória depois de um empate frustrante contra Curaçao e a derrota para a Costa do Marfim. Beccacece chegou a ouvir vaias, disse que "não tocou o coração do povo" e admitiu que deixaria o cargo em caso de eliminação.
É um renascimento. Tanto de uma seleção que fez bonito nas Eliminatórias como na carreira do próprio treinador, que já cobiçado por clubes brasileiros e tido como grande promessa do futebol sul-americano.
Vitória e festa! Técnico Beccacece escala arquibancada ao final de jogo contra Alemanha
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Beccacece estreou justamente na derrota para o Brasil de Carlo Ancelotti. Depois daquele jogo, perdeu apenas uma vez nas Eliminatórias e montou uma das defesas menos vazadas da competição, com um time cheio de conhecidos do futebol brasileiro, como Plata, do Flamengo, e Enner Valencia, do Internacional.
Expectativa alta é algo comum na vida desse argentino de 45 anos que sempre foi considerado "a próxima grande coisa a acontecer". Lesões encerraram sua trajetória como jogador aos 21 anos. Estudioso, leitor voraz e viciado em análise tática, foi no Peru que ele conheceu o treinador que mudou sua vida: Jorge Sampaoli.
Amizade de longa data e auxiliar de Sampaoli no Chile
A parceria entre Sampaoli e Beccacece começou em 2002, no Sport Boys, do Peru. Como auxiliar, Beccacece preparava treinamentos, estudava adversários e ajudava em quase tudo. Unha e carne. Juntos, conquistaram a Copa Sul-Americana de 2011 na Universidad de Chile e foram semifinalistas da Libertadores em 2012.
O time ficou conhecido como "Ballet Azul" e "Barcelonita das Américas" pelo futebol ofensivo. O trabalho de destaque levaram os dois para o Chile, no qual fizeram história: deram trabalho ao Brasil nas oitavas-de-final em 2014 e conquistaram a Copa América de 2015, até hoje o maior momento da seleção na história.
Sampaoli, Beccacece e Aránguiz em 2015 pela seleção chilena
ANFP/Divulgação
Sucesso no Defensa y Justicia e eterno cogitado em clubes brasileiros
Quando decidiu trabalhar sozinho, em 2016, Beccacece não conseguiu repetir de imediato o sucessoA virada só veio entre 2018 e 2019, no Defensa y Justicia. Com um dos menores orçamentos do Campeonato Argentino, levou o clube ao vice-campeonato nacional e à primeira classificação para a Libertadores da história do clube.
De volta ao Defensa em 2021, fez o Palmeiras de grande vítima: venceu a equipe de Abel Ferreira no Allianz Parque por 4 a 3 e conquistou a Recopa Sul-Americana, nos pênaltis. No Racing, eliminou o Flamengo na Libertadores em 2020, em pleno Maracanã. A fama de algoz de brasileiros fez seu nome circular durante anos nos clubes daqui. Atlético Mineiro, Vasco, Grêmio....o Santos, então, já sondou o argentino umas três vezes.
Filipe Luis Sebastian Beccacece Flamengo Racing
André Durão
Mas a carreira andava em baixa. Passagens por Independiente, Racing e um retorno ao Defensa y Justicia terminaram sem continuidade. No Elche, assumiu a equipe na lanterna da La Liga em 2023, não evitou o rebaixamento e, na temporada seguinte, também não conseguiu levá-la de volta à primeira divisão.
A grande decepção na Copa de 2018
Beccacece chegou à Copa do Mundo de 2018 como integrante da comissão técnica da Argentina. De um lado, seu mentor Jorge Sampaoli. Do outro, simplesmente Lionel Messi. Parecia um casamento extremamente perfeito que resultou numa das maiores crises de relacionamento já relatadas.
A Argentina jogou mal naquela Copa do Mundo e foi eliminada já nas oitavas, naquele eletrizante 4 a 3 para a França. Anos depois, Ángel Di María revelou que os jogadores recebiam orientações diferentes dos membros da comissão. A derrota de 3 a 0 para a Croácia mostrou rusgas internas.
Beccacece foi auxiliar de Sampaoli na seleção argentina, em 2018
VI Images via Getty Images
Messi jamais falou sobre o assunto, mas sua relação com Beccacece era péssima. Se incomodava com o excesso de instruções do auxiliar e o jeito grosseiro e rude de cobrar, algo que todo clube treinado por Sampaoli conhece muito bem.
Agora, Beccacece tenta deixar para trás as rusgas, as passagens interrompidas e a fama de treinador que prometia mais do que entregava.
O Equador já escreveu uma das maiores páginas de sua história. E devolveu protagonismo a um treinador que passou anos convivendo com a expectativa para finalmente entregá-la numa Copa do Mundo.
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