Desde que os confrontos de oitavas de final da Copa 2026 foram definidos, o jogo da tarde desta segunda, em Dallas, foi o que mais gerou expectativa. Com exceção da metade inicial do 1º tempo, no entanto, Espanha e Portugal protagonizaram um duelo pouco inspirado, parecido com a maior parte do histórico das equipes nesta edição do torneio. No fim, vitória do time que realmente criou mais.
E foi necessário lançar jogadores frescos fisicamente, além de mais aptos a buscarem movimentos de profundidade e ataque à área. Essa foi a chave para triunfar em um jogo que foi perdendo a intensidade e a produtividade com o passar dos minutos. Portugal só foi levar perigo real ao gol espanhol no 2º tempo depois que ficou atrás no placar. Mikel Merino foi o nome da classificação!
Escalações
Roberto Martinez promoveu o retorno de João Félix ao time. Rafael Leão voltou pro banco. Luis de la Fuente repetiu a mesma escalação que amassou a Áustria semana passada. Pedro Porro na lateral-direita e Dani Olmo completando o meio com Pedri e Rodri.
Como Portugal e Espanha iniciaram o duelo válido pela fase oitavas de final da Copa do Mundo 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
O equilíbrio e o alto nível técnico esperados para o confronto mais aguardado de oitavas de final não demoraram a aparecer em Dallas. Os dois times gostam de ter a bola para dominar os jogos, mas o que gerou as primeiras jogadas de perigo foi justamente o contrário disso. A agressividade para marcar no campo adversário, ou entre as intermediárias, para roubar bolas e acelerar na sequência.
Foi assim que a Espanha criou três ataques rápidos e muito perigosos até a metade da 1ª etapa. Diogo Costa impediu gols de Lamine Yamal e Álex Baena com excelentes defesas. Oyárzabal desperdiçou chance incrível ao sair cara a cara com o goleiro e mandar para fora. Rodri vencia muitos duelos no meio-campo e distribuía passes rápidos e precisos.
No lado português, Bruno Fernandes era quem mais se aproximava desse papel. Nem tanto no aspecto defensivo, mas em dar agilidade aos avanços com movimentos para gerar linhas de passe e distribuir boas bolas na sequência. Participou das jogadas que terminaram em arremates de João Cancelo e Cristiano Ronaldo, ambos sem levar o mesmo perigo conseguido pelos espanhóis.
Diogo Costa defende chute de Alex Baena em Portugal x Espanha
REUTERS/Omar Aziz
Depois da parada para hidratação, as posses de bola passaram a ser mais duradouras. Portugal, quando adiantava a marcação na saída espanhola, fazia Vitinha ''saltar'' para pressionar Rodri, e Rúben Dias executar o mesmo para pegar Pedri ou Dani Olmo. Renato Veiga ficou no mano a mano com Oyarzábal, mas reagiu bem ao deter passes longos e bolas em profundidade.
Mesmo assim a Espanha conseguiu ter um período de domínio e posse no ataque. Não criou nenhuma chance real neste momento, é verdade, porém rondou a área e incomodou os lusitanos. Quem se destacava defensivamente e ofensivamente em Portugal era Nuno Mendes. Fez três desarmes e recuperou duas bolas em seu setor num interessante duelo contra Lamine Yamal.
O lateral português não errou passe em 51 minutos de 1ª etapa e, ao lado de Renato Veiga, foi quem mais tocou na bola em sua seleção. Ainda acertou o travessão de Unai Simón após escanteio curto cobrado pela direita. Quando chegou a vez de Portugal aumentar o tempo com a bola na intermediária ofensiva, o time de Martinez encontrou soluções mais perigosas.
Pedro Neto e Cancelo fizeram boas dobras pela direita. Do setor, saiu um cruzamento que quase terminou em gols de João Félix e Cristiano Ronaldo. Unai Simón fez duas ótimas defesas. O questionado goleiro espanhol se mostrou muito atento ao jogo.
Cristiano Ronaldo chuta, mas Unai Simon defende em Portugal x Espanha
REUTERS/Kai Pfaffenbach
A capacidade de recuperação de bola de Portugal em zonas mais adiantadas do campo se aprimorou nos primeiros minutos do 2º tempo. Repetiu o risco de subir o bloco e muitas vezes individualizar os combates. Sofreu, no entanto, um duro golpe aos dez minutos. Uma lesão muscular tirou Nuno Mendes da partida. Nélson Semedo entrou na lateral-esquerda.
O jogo já vinha sofrendo uma queda de ritmo a partir da metade do 1º tempo, e isso se acentuou na 2ª etapa. Lentidão na circulação de bola nas duas equipes e pouca inspiração para achar as soluções coletivas e individuais diante das defesas marcando mais atrás. Muita bola no pé e quase nenhum movimento para romper a última linha oponente, seja com ou sem a bola.
A Espanha deu um novo estímulo para voltar a levar perigo na sequência. Fez boas pressões na saída portuguesa. Conseguiu empurrar os adversários para trás e tomar conta da posse no campo rival. Roberto Martinez tirou João Cancelo e João Félix para a segunda metade da etapa final. Diogo Dalot e Rafael Leão entraram.
Portugal voltou a finalizar apenas aos 30 minutos, com Bruno Fernandes, que aproveitou um ataque espordádico para mandar na rede pelo lado de fora. Ferrán Torres substituiu Baena na primeira troca da Fúria e o time ganhou mais movimentos de ataque às costas da defesa portuguesa.
Bruno Fernandes e Marc Cucurella em Portugal x Espanha
REUTERS/Hannah Mckay
Francisco Conceição e Bernardo Silva foram as últimas mexidas portuguesas do tempo normal. Pedro Neto e Vitinha saíram. João Neves passou a ser o meio-campista mais recuado. Já na Espanha, Pedri e Dani Olmo deram lugar a Fabian Ruiz e Merino. Jogadores mais agressivos ofensivamente e dispostos fisicamente para materializar em gol o domínio territorial da Fúria. Deu certo!
Rodri participou de uma trama central com Oyarzábal e Ferrán Torres, que deixou Merino na cara do gol. João Neves não acompanhou o atleta do Arsenal, que fez o gol da classificação espanhola. Portugal ainda tentou empatar na base do ''abafa'' e levou muito perigo em cabeçada de Bernardo Silva. Pagou caro, no entanto, pelo 2º tempo de pouca agressividade. Não teve regularidade neste Mundial!
O SANIJU organiza a notícia para facilitar sua descoberta. O conteúdo integral permanece no portal de origem.
Abrir fonte original
