Audiências que decidirão o destino de sete profissionais de saúde que atenderam o argentino antes do falecimento começam nessa terça; lenda morreu no dia 25 de novembro de 2020 Encontro de craques: Falcão relembra fotos com CR7 e Maradona
O julgamento de sete dos oito profissionais acusados de negligência médica na morte de Diego Maradona começou nesta terça-feira, em Buenos Aires. A Justiça da Argentina trata o caso como "homicídio com possível intenção", crime que prevê pena de oito e 25 anos de prisão. A lenda argentina faleceu em novembro de 2020 por uma parada cardiorrespiratória.
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As audiências acontecem em San Isidro, região metropolitana da capital argentina. Mais de 100 testemunhas são esperadas para depor, incluindo familiares de Maradona, amigos, jornalistas, funcionários e médicos que cuidaram dele ao longo dos anos. A previsão é que o julgamento aconteça até julho.
Maradona, em ação pelo Boca Juniors em 1995
Etsuo Hara/Getty Images
A oitava ré que foi acusada no caso de Maradona, a enfermeira Dahiana Gisela Madrid, pediu para ser julgada separadamente. Dahiana teve a primeira audiência preliminar em outubro do ano passado e ainda não teve sentença do júri. Todos os réus ​​negam responsabilidade pela morte do astro.
O caso
Diego Maradona morreu no dia 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, em Tigre, Buenos Aires. A autópsia apontou um "edema pulmonar agudo secundário à insuficiência cardíaca crônica exacerbada" que aconteceu durante a manhã. O ex-jogador se recuperava em casa de uma cirurgia para retirada de um coágulo sanguíneo sofrido em um acidente doméstico.
A Justiça da Argentina decidiu, em abril de 2023, levar os profissionais responsáveis por Maradona a julgamento. Em documento, a Câmara de Apelações e Garantias de San Isidro afirma que o grupo "incorreu em ações e omissões defeituosas, determinantes para o resultado da morte ora imputada". Um relatório de uma junta médica havia indicado que o ídolo argentino foi "abandonado à própria sorte", com "tratamento inadequado, deficiente e imprudente".
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Oito profissionais da saúde se tornaram réus no caso da morte de Maradona: o neurocirurgião Leopoldo Luque; a psiquiatra Agustina Cosachov; o psicólogo Carlos Díaz; a médica que coordenava os cuidados domiciliares, Nancy Forlini; o coordenador de enfermagem Mariano Perroni; o enfermeiro Ricardo Omar Almirón; a enfermeira Dahiana Gisela Madrid; e o médico clínico Pedro Di Spagna.
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