A paz do Senhor a todos. Nós vamos continuar com aquilo que começamos ainda nesse histórico da igreja e a participação ativa do Pastor Gedelti Gueiros em toda essa história. Por isso, queremos dizer que esses programas têm muito a ver com a participação e com o legado do Pastor Gedelti Gueiros. Logo depois da vinheta... No programa anterior, falamos sobre o nosso início. Como viemos. Nós não somos resultado de nenhuma divisão. Quem não assistiu pode ver o programa anterior e entender claramente como foi o início. A preocupação, como dissemos, não era fundar uma igreja. Ninguém pensava nisso. O grupo queria apenas a bênção do Senhor. Havia uma empolgação com duas bênçãos que o Senhor estava dando e que já eram conhecidas em outros lugares: o batismo com o Espírito Santo e os dons espirituais. Na época, havia grande dificuldade com grupos tradicionais e até com os movimentos pentecostais, por vários fatores. Um deles era a forma como os cultos pentecostais se processavam: muito barulho, manifestações de dons sem controle, imposições rígidas de usos e costumes. Quando nosso grupo começou, as primeiras reuniões atraíram pessoas de diferentes linhas do pentecostalismo. Alguns enfatizavam curas, outros a expulsão de demônios, outros ainda a prosperidade, e muitos consideravam o dom de línguas como o único sinal do batismo com o Espírito Santo. Essa mistura de entendimentos trouxe grandes dificuldades para os nossos cultos. Em 1971, eu era um jovem de 19 anos, e os cultos eram marcados por desorganização, gritaria, manifestações simultâneas de dons, pessoas caindo ao chão, supostas possessões. Era um ambiente caótico. Me lembro de o Pastor Jonas dizer: “Vocês agora são pentecostais, e onde há o Espírito Santo, há liberdade”. Mas o Pastor Gedelti se incomodava com aquilo. Não era algo correto. Ele, o Dr. Barros e outros sentiram que algo precisava mudar. Até que um dia, numa reunião, o Senhor deu uma revelação: a partir daquele momento, os cultos deveriam começar com a igreja de joelhos, clamando pelo sangue de Jesus. Nos primeiros cultos com essa orientação, mesmo sem saber o motivo, obedecemos. E os cultos se transformaram. Toda aquela confusão desapareceu. O ambiente passou a ser de temor e reverência. Os dons espirituais passaram a ocorrer com ordem, houve ministrações de anjos e experiências profundas. O Pastor Jonas, que recebeu a revelação, passou a falar sobre o clamor nos primeiros encontros no Maanaim, mesmo sem ter um conhecimento doutrinário claro sobre isso. Mas vimos que aquilo funcionava. Com o tempo, fomos buscar na Palavra o que ela dizia sobre isso. E as descobertas foram incríveis. Chegamos então à segunda parte dessa experiência: a palavra revelada. Isso começou com um episódio marcante na consagração do templo de Campo Grande I. Naquela ocasião, o Senhor revelou que seriam entregues cinco mensagens. O pregador seria o Pastor Gedelti, por revelação. No primeiro dia, ao abrir a Bíblia, uma irmã começou a falar em línguas e um irmão interpretou: “Meu servo, fecha a minha Palavra. Agora você vai clamar pelo sangue do meu Filho e então abrir a Palavra.” O Pastor Gedelti orou, clamou pelo sangue de Jesus, e ao abrir a Bíblia, outro servo disse: “Coloca o dedo em qualquer parte.” Ele colocou. “Desça um pouco mais.” Quando o pastor desceu, o servo confirmou: “A partir daí, começa a ler a minha Palavra.” O texto era João 2 — as bodas de Caná da Galileia. Na primeira mensagem, o pastor pregou sobre o “terceiro dia”, morte e ressurreição, o Pentecostes e o início da festa de casamento. Nos quatro dias seguintes, ele leu o mesmo texto e entregou mensagens totalmente diferentes, abordando: * A presença de Jesus nas bodas; * A intervenção de Maria: “Mulher, que tenho eu contigo?”; * A transformação da água em vinho; * O mestre-sala; * E por fim, o arrebatamento da igreja, o noivo que chega para a festa. Em cinco mensagens, ele colocou dentro daquele primeiro milagre toda a história da igreja, das sete cartas de Apocalipse, desde Éfeso até Laodiceia. Depois daquela experiência, o Senhor deu outra revelação: “Agora eu quero mostrar uma nova experiência.” E nos deu a expressão: **“Palavra além da letra.”** O que seria isso? Uma palavra revelada. A partir dali, começamos a entender que o sangue e a Palavra revelam Jesus vivo. Hoje sabemos que aquele que está vestido de uma veste salpicada de sangue, o nome pelo qual se chama é **a Palavra de Deus** (Apocalipse 19:13). Essa foi a linha doutrinária que começou a surgir: 1. O clamor pelo sangue de Jesus 2. A Palavra revelada Na próxima mensagem, falaremos sobre a **terceira doutrina**, que foi a **experiência de corpo**, completando os três fundamentos doutrinários que deram um norte para a Igreja Cristã Maranata. A paz do Senhor a todos. ---