O texto lido em Marcos 7:26–30 apresenta o encontro de Jesus com a mulher siro-fenícia, uma estrangeira que, mesmo não pertencendo ao povo de Israel, buscou com insistência a libertação de sua filha. Embora o Senhor tenha dito que veio primeiro para o povo de Israel — “não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos” — aquela mulher respondeu com humildade: “Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa.”
Jesus reconheceu a fé daquela mulher e declarou: “Por esta palavra, vai; o demônio já saiu da tua filha.” Quando ela chegou em casa, encontrou sua filha liberta. Essa atitude mostra que a fé verdadeira rompe barreiras e alcança a graça de Deus, mesmo quando, humanamente, parece não haver direito ou merecimento.
O pregador explicou que, até a morte e ressurreição de Jesus, a aliança era com Israel. No entanto, pela fé, essa bênção se estendeu a todos os povos. Assim como Abraão creu na promessa e lhe foi imputado por justiça (Gênesis 15:6), também aquela mulher creu e foi abençoada.
A mensagem nos ensina que a fé é o que nos liga à graça. Não uma fé humana ou emocional, mas a fé revelada pelo Espírito Santo — aquela que nos faz depender do Senhor, confiar mesmo sem ver, e permanecer firmes nas lutas. Essa fé não se adquire pelo raciocínio, mas pela revelação de Jesus aos nossos corações.
O pregador destacou que a fé verdadeira nasce quando Jesus é revelado a nós. Não é o “Jesus da história” ou das pinturas, mas o Cristo vivo, revelado pelo Espírito Santo. É essa revelação que transforma, liberta e conduz à salvação.
Ao final, o convite foi para que cada ouvinte peça ao Senhor essa fé: “Senhor, acrescenta-me mais fé. Derrama mais do teu Espírito sobre mim.” Pois quanto mais dessa fé tivermos, mais próximos estaremos da presença do Senhor e mais preparados estaremos para a vida eterna.
Assim como a mulher siro-fenícia, somos chamados a abrir o coração, ser humildes e crer. Jesus morreu e ressuscitou para nos conceder esse direito: a nova aliança em seu sangue. A fé é o elo que nos conecta à graça e à promessa de estarmos à mesa com Ele para sempre.
“Encerramos esta palavra com a paz do Senhor Jesus.”