O pregador inicia com um relato pessoal sobre sua visita ao local de celebração do Natal, enfatizando a importância de se celebrar o nascimento de Jesus sem se apegar às tradições ou à data específica. Ele destaca que o mais importante é reconhecer que o projeto de Deus se concretizou em um determinado momento, não importando se foi em 24 ou 25 de dezembro. O foco da mensagem se volta para a simbologia do nascimento de Jesus, com referência aos pastores que estavam acordados durante a noite, cuidando de seus rebanhos, enquanto a cidade de Belém dormia. Os pastores, ao contrário dos religiosos da época, estavam vigilantes e atentos ao que acontecia ao seu redor, exemplificando a postura que devemos ter frente à vinda de Cristo. O pregador faz uma importante distinção entre a luz mencionada no Antigo Testamento (Isaías 9:2), que é uma luz criada e com fim, e a luz do Novo Testamento (Mateus 4:16, João 1:1-5), que representa Jesus como a luz eterna e verdadeira, a qual não se apaga e que ilumina a vida dos homens. Ele critica a tendência de reduzir Jesus a um simples símbolo material, como um boneco de plástico, no contexto do Natal, e chama a atenção para a importância de entender que a verdadeira luz de Jesus não está em objetos materiais, mas na sua Palavra viva e eterna. A mensagem destaca que, enquanto o mundo celebra e decora com luzes e símbolos, a verdadeira luz é a revelação de Jesus, o Verbo eterno que esteve com Deus e que criou todas as coisas. Ele convida os ouvintes a não se perderem nas tradições superficiais, mas a compreenderem e viverem a verdadeira essência do Natal: a revelação de Jesus como a luz que dissipa as trevas e traz vida eterna. A pregação conclui com um apelo à vigilância espiritual, lembrando que os pastores, na noite do nascimento de Jesus, estavam atentos à vinda da luz, enquanto muitos estavam adormecidos. O pregador reforça a importância de mantermos os olhos voltados para a vinda do Senhor e a continuidade do seu projeto de salvação para a humanidade. A intervenção de Deus é pela palavra Dele. Pela palavra de Deus, Ele criou os céus e a terra. Pela fé, entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus (Hebreus 11:3). A ação do verbo no princípio de tudo é agora substância. Substância não é matéria, tudo o que você vê a respeito de Jesus é matéria, mas Jesus não é matéria. Jesus é substância. O que é substância? É aquilo que subsiste independentemente de qualquer coisa. Ele é antes de todas as coisas, não precisando de nada. A palavra entra na história. A palavra de Deus, que é Ele, Jesus é a palavra, a vida como princípio. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E os homens amaram mais as trevas. E é por isso que estamos vendo o fechamento das igrejas, os crentes indo embora. Não tem interesse, sabe por quê? Porque creram num boneco, mas não é assim. A palavra entra na história com uma carga explosiva. O evangelho tem que ter uma carga explosiva. Ele entra no coração do homem, tira o pecado, destrói. Se isso não acontece, não acontece nada na vida dele. É um potencial de energia, é uma força de vida, é uma irrupção de uma força criadora no mundo que nunca volta para Deus sem ter resultados. Tem que dar resultado. A palavra está entregue aqui hoje, e ela tem que ter resultado nos corações. Se não tem essa palavra, não tem valor. "Eu gostei muito do pregador que disse", pregador, coisa nenhuma. Você tem que sentir a presença do Espírito Santo. A física clássica, moderna, até a quântica, tenta explicar esse fenômeno espiritual, mas não consegue. A palavra da vida, que é de Jesus como princípio, é a forma que Deus opera, falando e operando. Pois no princípio estava o verbo, que é Jesus. Então, reveste-se de importância para o crente não a palavra em si, como letra, apenas como verbo ou gesto desligado do seu autor. A palavra está ligada ao seu autor. Falou, fez, aconteceu. O Espírito Santo é quem se reveste disso, não é você. E diz assim: a concepção... aquilo que Deus vive, comunica ao homem por meio do Espírito Santo, se chama luz ou revelação. O povo que andava em trevas viu uma grande luz. Ele não viu uma luzinha que acende e apaga. Não, ele viu a luz da vida. Quando Deus cria o homem, a primeira coisa que diz é "haja luz", e houve luz. E Jesus estava presente. A concepção do cristianismo sem a luz de Jesus, e a luz de Jesus é a revelação do Espírito Santo, reduz o Filho de Deus a uma figura inocente, de valor apenas simbólico. Todo mundo quer Jesus simbólico, porque faz o que quer e não tem obediência a Ele. Porque não tem o Espírito Santo. Aceita uma religião, mas rejeita o Espírito Santo, rejeita Jesus. O Senhor Jesus é o verbo. Ele se revela ao crente por meio dos ensinos e mistérios. O evangelho é mistério. Se não tem mistério, é religião. Toda religião é boa, mas o mistério é com Jesus. "Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas, mas será a luz da vida." João 8:12. Mas aquele Consolador, que é o Espírito Santo, que é o Espírito de Jesus, que é a luz de Jesus, que o Pai enviará em meu nome, o Pai enviou em nome de Jesus, o Espírito Santo vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que eu tenho dito. Para muitos religiosos, Jesus é representado por uma criança, ainda neném, no colo do religioso, vestido de palestino. Mas Jesus não é palestino. Jesus era judeu. Naquela época, nem existiam palestinos. Vejam a situação em que a religião coloca as pessoas que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda. Tem que entender isso. Uma coisa é o homem, as confusões. Toda religião é boa, mas o problema é seu, é você quem tem que decidir. Não é a religião que tem que decidir por você. E é por isso que tudo está se fechando, as igrejas estão fechando. Na Alemanha, por exemplo, perderam mais de 1 milhão de cristãos, 5.000 igrejas se fecharam. Eu pergunto: que cristianismo é esse? É o cristianismo da vela, do neném, do boizinho? Isso não é mais para nós. Uma obra como essa precisa amadurecimento, precisa entender algo completamente diferente. Deus fala, o efeito surge, a vida é suscita pela sua palavra, porque Ele é o verbo.