No episódio “Saúde do cabelo no verão”, o programa aborda por que sol, praia, piscina e cloro podem prejudicar tanto os fios quanto o couro cabeludo, aumentando ressecamento, quebra, oleosidade e até inflamações. A convidada explica o que faz um tricologista, derruba mitos comuns (como “boné causa calvície”) e orienta uma rotina prática de cuidados antes e depois do mar/piscina, incluindo uso de leave-in com proteção, proteção física (chapéu/boné), produtos específicos e higiene adequada. Também alerta que cabelo é reflexo dos hábitos e indica sinais que mostram a hora certa de buscar avaliação profissional.

Verão é aquela época deliciosa de sol, praia e piscina… mas, junto com a diversão, vem um detalhe que muita gente só percebe quando já virou problema: o cabelo. No episódio “Saúde do cabelo no verão”, o Estética em Dia chama atenção para algo simples e decisivo: não é só o fio que sofre — o couro cabeludo também é pele e precisa de cuidado.

Logo de cara, o programa explica por que essa estação costuma trazer queixas bem comuns: aumento de queda, ressecamento, quebra, oleosidade excessiva e até inflamação. A convidada do dia, uma profissional da saúde especializada em tricologia, reforça que o olhar do tricologista vai além do “cabelo bonito”: ele avalia o couro cabeludo, alterações e condições como alopécia androgenética e dermatite seborreica, mas também orienta hábitos e cuidados para manter a fibra capilar saudável.

E por que o verão pesa tanto? A explicação é bem direta: o sol pode queimar o couro cabeludo, deixando a região vermelha e inflamada — e isso atrapalha o funcionamento do folículo piloso, que é “onde nasce” um cabelo forte. Já o mar, por ser muito salgado, tende a abrir a cutícula do fio e alterar o pH, deixando aquela sensação de cabelo “borrachudo”, mais áspero e vulnerável. A piscina entra no mesmo pacote por causa do cloro. Resultado: se não proteger, o dano vai acumulando.

O episódio traz uma rotina bem prática de cuidados pré-praia/piscina. O “coringa” citado é o leave-in (em spray ou creme), de preferência com ativos de proteção. E tem um detalhe que faz diferença: se for possível, molhar/lavar o cabelo com água doce antes de entrar no mar. A lógica é simples: o fio já absorve água doce e, com o leave-in por cima, o sal (ou o cloro) tende a penetrar menos e a desidratar menos o cabelo.

Outro ponto que costuma ser ignorado: proteção física. Chapéu e boné aparecem como aliados — especialmente para quem tem cabelo mais fino, ralo ou alguma condição no couro cabeludo. E aqui o programa derruba um mito bem popular: boné não causa calvície. A alopecia androgenética é descrita como uma condição ligada à genética e a fatores do estilo de vida (os tais fatores “epigenéticos”, como alimentação e hábitos). O alerta é outro: bonés e chapéus precisam estar limpos, porque sujeira e acúmulo podem atrapalhar a saúde do couro cabeludo.

Também é citado o uso de protetor solar específico para cabelo/couro cabeludo, geralmente em spray, justamente por facilitar a aplicação na região. A orientação é clara: não é o mesmo protetor do corpo — é um produto próprio para uso capilar.

No pós-sol/pós-mar, a conversa vai para recuperação: máscaras hidratantes para quem não tem tanta química no cabelo e, para fios mais sensibilizados (como cabelo com luzes ou alisamento), a necessidade de reposições mais específicas. Quando o couro cabeludo fica inflamado, entram opções prontas do mercado com óleos vegetais e essenciais em formulações já equilibradas — evitando misturas caseiras, que podem errar a dose e irritar ainda mais. A ideia é buscar ativos com perfil calmante e anti-inflamatório e, quando indicado, usar algumas vezes na semana.

Um trecho bem interessante é quando falam sobre lavagem. No verão, a frequência costuma aumentar por suor, praia e piscina — e o programa reforça: higienização é ponto-chave. Cai por terra aquela crença de que “lavar faz cair mais”: a recomendação é manter o couro cabeludo limpo e, se possível, usar um shampoo mais leve no dia a dia, deixando opções mais “detox” para situações específicas (como oleosidade muito intensa). A lógica é cuidar sem agredir, já que lavamos mais vezes nessa época.

Para quem tem dermatite seborreica, o aviso é importante: pode até parecer que melhora no verão, mas é uma condição crônica e pede manutenção. O episódio reforça que o tratamento costuma envolver shampoo e tônico adequados e, principalmente, a continuidade da higiene — porque suor e acúmulo podem favorecer desequilíbrios no couro cabeludo.

Outra mensagem que amarra tudo é a visão “de dentro para fora”: cabelo é reflexo do corpo. Alimentação, hidratação, estresse, intestino, hábitos e rotina entram na conta. Como o cabelo não é um órgão vital, o corpo prioriza outras funções — e o fio pode ser um dos primeiros a “denunciar” que algo não vai bem.

Para fechar, o programa dá sinais bem práticos de quando procurar um tricologista: queda persistente por meses, coceira, vermelhidão, mudança perceptível de densidade e afinamento progressivo. A recomendação final é quase um recado direto: não normalize sintomas. Buscar orientação é autocuidado — e também autoestima.

Se você está no ritmo de verão (ou já sentiu o cabelo “pedir socorro” depois da praia), vale assistir ao vídeo completo: lá as explicações e os exemplos aparecem com mais detalhes e ajudam a adaptar esses cuidados à sua realidade.