A mensagem apresentou a arca da aliança desde o início da caminhada de Israel até o Monte Sinai, mostrando sua estrutura, sua santidade e sua utilidade no meio do povo. Foi ensinado que a arca apontava profeticamente para o Senhor Jesus, revelando sua humanidade, sua divindade, sua glória, sua obra sacerdotal e sua presença no meio do seu povo. Também foi explicado o significado espiritual dos elementos que estavam dentro da arca — as tábuas da lei, o maná e a vara de Arão — como figuras da Palavra, do pão vivo que desceu do céu e da operação do Espírito Santo. A mensagem destacou ainda o privilégio da nova aliança, o acesso ao santíssimo pelo sangue de Jesus e a responsabilidade da igreja em servir, consagrar-se e carregar a obra do Senhor com temor, amor e fidelidade.

A arca da aliança e a presença do Senhor no meio do seu povo

Foi ensinado que a mensagem tratava da arca da aliança, desde o início da caminhada de Israel até o Monte Sinai. A pergunta apresentada foi como era essa arca e qual era a sua utilidade.

Foi dito que a utilidade da arca garantia a habitação de Deus em Israel e também ensinava o povo sobre a santidade de Deus. Lembrou-se que a arca ficava dentro do templo, no centro das tendas, onde Deus falava com todo o povo a todo momento.

Como era a arca

A arca foi descrita como uma caixa, um baú de madeira de acácia, revestida de ouro por dentro e por fora.

Êxodo 25:10 — “Também farão a arca de madeira de cetim ou de acácia. O seu comprimento será de dois côvados e meio e a sua largura de um côvado e meio e de um côvado e meio a sua altura”.

Foi explicado que, transformando essas medidas para metros, ela tinha aproximadamente 1,25 m de comprimento, 75 cm de largura e 75 cm de altura.

Foi ensinado que a arca continha quatro argolas na parte superior para ser carregada. Os varais passavam por dentro delas. Também havia uma tampa de ouro, feita de uma só peça, com dois querubins estendendo as asas sobre ela. Esse conjunto era chamado de propiciatório, porque era ali que Deus se fazia presente.

Foi afirmado que a arca era o objeto de maior valor do tabernáculo.

A arca como figura do Senhor Jesus

Foi mostrado que a arca falava do Senhor Jesus, Emanuel, Deus conosco. A madeira apontava para a sua humanidade, e o ouro para a sua divindade, sua glória e seu poder.

Também foi ensinado que a arca em nosso meio fala de que somos templo do Espírito Santo, do Deus vivo, e que essa presença fala da atuação do Deus trino em nós: Pai, Filho e Espírito Santo.

João 14:23 — “Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada”.

1 Coríntios 3:16 — “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”

A unção, o sangue e a santidade da arca

Foi dito que a arca era sagrada e era aspergida com o óleo da unção e também com sangue. Os sacerdotes também eram ungidos com esse óleo. O azeite era feito de azeite de oliva misturado com especiarias aromáticas: mirra, canela, cálamo e cásia.

Êxodo 30:25-26 — “E disto farás o azeite da santa unção, o perfume composto, segundo a obra do perfumista. Este será o azeite da santa unção”.

Foi ensinado que o sangue fala do poder do sangue de Jesus, que purifica de todo pecado, e que o óleo da unção fala da unção do Espírito Santo.

Também foi lembrado que a Palavra diz:

1 João 2:20 — “Vós tendes a unção do Santo”.

O perfume das especiarias foi apresentado como figura do fruto do Espírito Santo operando na vida do servo, de modo que o bom perfume de Cristo é exalado e sentido por todos ao redor.

O Santo dos Santos e o acesso aberto pelo sangue de Jesus

Foi explicado que a arca ficava no Santo dos Santos, ou santíssimo, e só era vista pelo sumo sacerdote uma vez por ano. Sobre o propiciatório o sumo sacerdote aspergia sangue.

Foi ensinado que isso fala de como o Deus santo se torna favorável a nós pelo sangue de Jesus. Foi afirmado que Jesus é o nosso sumo sacerdote, que entrou no santíssimo com seu próprio sangue.

Após a sua morte, o véu que separava o santíssimo foi rasgado de alto a baixo. Após a ressurreição, ele entrou no verdadeiro santíssimo, na presença de Deus no céu, abrindo um novo e vivo caminho de acesso ao trono de Deus.

Foi ressaltado que ele não entrou apenas no templo terreno, mas no templo da eternidade, onde está o verdadeiro santíssimo.

O que havia dentro da arca

Foi ensinado que havia três elementos dentro da arca: as tábuas da lei, uma porção do maná e a vara de Arão.

As tábuas da lei

As tábuas da lei, também chamadas tábuas do testemunho, foram apresentadas como as primeiras palavras escritas pelo dedo de Deus.

Êxodo 31:18 — “E deu a Moisés, quando acabou de falar com ele no Monte Sinai, as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedras escritas pelo dedo de Deus”.

Em relação à nova aliança, foi lembrada a promessa de que o Senhor escreveria a sua lei no coração do seu povo.

Jeremias 31:33 — “Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor. Porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração. E eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo”.

Foi afirmado que a Palavra de Deus viva é interpretada e aplicada aos nossos corações pelo Espírito Santo.

O vaso com maná

O segundo elemento era o vaso com o maná que caía do céu para alimentar o povo. Foi mostrado que o maná fala do Senhor Jesus como o pão vivo que desce do céu para alimentar espiritualmente o seu povo.

Foi destacado que o maná guardado dentro da arca não se estragava, embora o maná comum, se guardado fora da orientação do Senhor, se deteriorasse. Isso foi apresentado como algo misterioso e significativo.

Apocalipse 2:17 — “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, darei eu a comer do maná escondido”.

Foi ensinado que essa promessa mostra que o Senhor Jesus está escondido nas Escrituras e que somente pelo Espírito Santo ele é revelado.

A vara de Arão que floresceu

O terceiro elemento era a vara de Arão que floresceu. Foi explicado que alguns em Israel duvidaram de que Deus tivesse escolhido Arão. Então o Senhor mandou colocar uma vara de cada tribo diante do testemunho, e a vara de Arão floresceu.

Essa vara foi apresentada como figura da obra do Espírito Santo, que unge, transmite vida e poder e capacita o servo para o serviço do Senhor.

Foi ensinado que o maior exemplo disso é o Senhor Jesus: homem em sua humanidade, mas ungido pelo Espírito Santo para o seu ministério público, produzindo frutos e realizando milagres. Ao morrer, foi comparado a uma vara sem vida; porém, no terceiro dia, por operação do Espírito vivificador, ressuscitou.

Louvado seja o nome do Senhor.

A arca em nosso meio e a operação da Trindade

Depois do louvor, foi retomado o ensino mostrando que a arca no meio do povo representa para a igreja Deus conosco, o Senhor Jesus em nosso meio.

Foi dito que ele é a Palavra viva que dirige e orienta, é o pão da vida que dá vida espiritual e é aquele em quem a operação do Espírito Santo está presente em nosso meio.

Também foi dito que esses elementos representam a atuação contínua da Trindade durante toda a peregrinação do povo até a terra prometida. As tábuas da lei enfatizam a Palavra do Pai; o maná fala do Filho como pão vivo que desce do céu; e a vara de Arão aponta para a operação vivificadora do Espírito Santo.

Assim, foi afirmado que Emanuel conosco garante a operação contínua da Trindade em nossas vidas.

O temor, a santidade e as cobertas da arca

Foi lembrado que a arca inspirava temor por falar da santidade de Deus. Ninguém podia olhar para a arca, muito menos para o seu interior. Ninguém podia tocá-la. Nem mesmo os que a transportavam podiam tocar nela diretamente.

Foi ensinado que, quando a arca precisava ser transportada, era coberta com três cobertas: primeiro o véu do santíssimo, depois uma pele de texugo e, por cima, um pano azul.

Essas três cobertas foram aplicadas à pessoa do Senhor Jesus. O azul, que ficava visível, falava do amor de Deus manifestado nele. Quem olhava para Jesus era tocado pelo amor de Deus.

João 3:16 — “Porque Deus amou o mundo de tal maneira...”

João 15:13 — “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”.

João 15:15 — “Já não vos chamo servos... porque tudo aquilo que tenho recebido do Pai, eu vos tenho transmitido”.

Foi mostrado que, em todas as ações do Senhor Jesus, se via o seu amor pelas ovelhas. Ele foi apresentado como o bom pastor, aquele que vai adiante das ovelhas e cuida delas continuamente.

A pele de texugo, que ficava oculta, foi relacionada ao fato de que o mundo não percebia tudo o que havia dentro do Senhor Jesus. Não conhecia seus sentimentos, sua força, nem a profundidade do que havia nele. Ele era manso e humilde de coração, mas também Deus forte, suportando com valentia todas as provações até a morte de cruz.

Foi lembrado o seu sofrimento diante da cruz, especialmente o sofrimento de sentir-se, pela primeira vez em sua existência eterna, separado do Pai.

Mateus 27:46 — “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Foi ensinado que ele fez tudo isso por amor a todos os que haveriam de crer no seu nome.

João 17:20 — “Pai, rogo não somente por estes, mas por todos aqueles que hão de crer no meu nome”.

O privilégio da nova aliança

Voltando ao véu, foi ensinado que ele estava ali para ensinar a santidade de Deus. Na velha aliança, ninguém podia entrar no santíssimo. Mas o Senhor preparou para a igreja o privilégio de participar da nova aliança, superior à anterior.

Foi afirmado que agora, pelo sangue de Jesus, há acesso ao verdadeiro santíssimo. O Senhor, após a sua ressurreição, entrou no céu, apresentando não sangue de animais, mas o seu próprio sangue, para satisfazer todas as exigências da santidade de Deus.

Por isso, na nova aliança, a igreja pode contemplar a beleza da arca e ver, em Cristo, todos os recursos necessários para a salvação.

Também foi ensinado que os segredos do Senhor Jesus são revelados à sua igreja. Aquilo que antes estava oculto agora é dado a conhecer àqueles que pertencem ao Senhor.

Foi dito que hoje a igreja desfruta do privilégio de receber revelações do Senhor, visões do projeto de Deus e entendimento da obra de salvação que ele executa em favor do seu povo. Mais do que conhecer, a igreja também participa da execução dessa obra.

Não tocar na arca: não alterar a obra de Deus

Foi ensinada uma lição importante: ninguém em Israel podia tocar na arca, e isso fala à igreja de que não podemos tocar na obra de Deus, isto é, não podemos tentar alterar o que o Senhor fala ou revela.

Foi advertido que o homem não pode pensar que vai aperfeiçoar a obra ou ajudá-la como se Deus precisasse dele. O Senhor dá o privilégio de usar o servo, desde que ele ande no Espírito e atente para o que o Espírito Santo está falando.

João 15:5 — “Sem mim nada podeis fazer”.

Foi ressaltado que tudo aquilo que se faz para o progresso da igreja, se não tiver sido revelado pelo Senhor e aprovado na eternidade, para Deus é nada. Por isso, a igreja consulta ao Senhor e pergunta se aquilo está de acordo com a sua vontade e com o seu projeto.

Os coatitas e a figura da igreja consagrada

Foi lembrado que quatro coatitas tinham o privilégio de cobrir a arca sem olhar para ela, colocar os varais e carregá-la sobre os ombros. Eles representavam uma família consagrada para viver na intimidade de Deus e cuidar dos objetos santos.

Foi ensinado que isso fala da igreja do Senhor e de todos os servos que resolveram consagrar a vida ao seu serviço, buscando em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça.

Foi mostrado que isso não fala de espectadores da obra, nem de pessoas que apenas querem receber benefícios, oração, cura e bênçãos. A exortação foi clara: quem quer receber do Senhor também deve dar; quem quer que o Senhor cuide de si também deve cuidar das ovelhas do Senhor, dos irmãos, levando as cargas uns dos outros, orando uns pelos outros, sofrendo com os que sofrem e alegrando-se com os que se alegram.

Atos 20:35 — “Mais bem-aventurado é dar do que receber”.

Lucas 6:38 — “Dai e dar-se-vos-á”.

Foi reforçado que o exemplo maior é o do próprio Senhor Jesus, que não veio para ser servido, mas para servir.

Mateus 20:28 — “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”.

Filipenses 2:5 — “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus”.

Assim, a exortação foi para que a igreja cuide dos irmãos, sirva a igreja do Senhor e carregue a arca do Senhor sobre os ombros.

O fardo do Senhor é leve

Foi reconhecido que alguns podem achar pesado servir na obra. Mas foi ensinado que isso acontece quando o homem está vazio do Espírito Santo. O fardo do Senhor só é leve e motivo de alegria quando o servo está cheio do Espírito Santo.

Mateus 11:30 — “O meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Foi dado o testemunho de um servo que assumiu uma igreja em assistência a 1.250 km de distância e recebeu essa informação com alegria, entendendo que carregar a arca do Senhor é um privilégio.

Foi dito que os coatitas caminhavam a pé, carregando um peso real, mas não se vê neles qualquer reclamação. Da mesma forma, para a igreja cheia do Espírito Santo, levar a obra de Deus é privilégio, não peso.

A arca foi chamada de tesouro. Assim como arcas eram usadas para guardar tesouros, foi ensinado que a igreja tem o privilégio de cuidar desse tesouro, que é Cristo em nós, esperança da glória.

Vigiar, orar e não falhar

Foi dito que os coatitas precisavam andar com cuidado para não tropeçar e não deixar a arca cair. Isso foi aplicado à vida da igreja: ela não pode falhar, mas deve vigiar e orar continuamente.

Mateus 26:41 — “Vigiai e orai”.

Conclusão

Ao final, foi reafirmado que a arca fala do Senhor Jesus conosco, Emanuel. Nele estão todos os recursos para a edificação da igreja e para a realização da obra de Deus.

Foi ensinado que ele vai adiante do seu povo, não apenas como o Cordeiro de Deus, mas também como Deus forte, lutando por nós, derrotando os inimigos e habitando conosco.

Assim como fez com Israel até a travessia do Jordão, o Senhor Jesus continuará realizando essa obra até que o seu povo atravesse o seu Jordão, isto é, até o arrebatamento.

Por fim, foi feita a pergunta: quem está disposto a se consagrar e carregar a arca do Senhor? E a resposta foi: todos nós.