A arca da aliança
Foi lido em Números 10:33:
“Assim partiram do monte do Senhor, caminho de três dias, e a arca do conserto do Senhor caminhou diante deles, caminho de três dias para lhes buscar lugar de descanso.”
A mensagem começou mostrando que a arca da aliança foi um dos objetos revelados por Deus a Moisés para ser colocado dentro do tabernáculo. Ao falar do tabernáculo, foi ensinado que ele era o lugar escolhido por Deus para falar com o povo de Israel.
Israel havia sido liberto do Egito depois de séculos de escravidão e começou a caminhar pelo deserto. Mas Deus sabia que aquele povo só venceria o deserto se ouvisse a sua voz. Por isso, a arca simbolizava a presença de Deus e o falar do Senhor.
Foi ensinado que, hoje, a arca não existe mais como objeto, mas o objetivo permanece o mesmo: Deus quer falar ao coração do homem em todos os momentos. Isso pode acontecer em um louvor, em uma oração, na leitura da Palavra, em casa, ou em um culto. Deus fala, opera, passeia no meio do seu povo e transforma vidas.
Também foi mostrado que o deserto continua existindo na vida do homem, representando lutas, provações e dificuldades. Mas o ensino central foi que há um Deus que quer conduzir a vida do seu povo.
O caminho de três dias
Ao voltar ao texto, foi destacado que havia um caminho determinado: três dias. Esse número foi apresentado como figura da Trindade, mostrando que, na caminhada do homem com Deus, deve estar presente o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Também foi ensinado que os três dias apontam para um projeto completo: vida, morte e ressurreição. Esse projeto se cumpre em Jesus, que veio como homem, morreu na cruz, venceu a morte e ressuscitou ao terceiro dia para dar vida e vida em abundância.
Foi dito que o homem encontra a vida em Jesus, morre para o mundo e nasce de novo para Cristo, tornando-se uma nova criatura.
A arca ia à frente
O texto mostra que a arca não ia atrás nem ao lado, mas à frente. A mensagem destacou que esse é um ensino para a vida espiritual: Deus precisa estar à frente de todas as coisas.
Foi ensinado que o homem pode escolher deixar Deus de lado, pois possui livre-arbítrio, mas o resultado de deixar a arca à frente é claro no texto: o caminho foi vencido e o povo chegou ao lugar de descanso.
Esse lugar de descanso foi apresentado como figura da eternidade. Foi ressaltado que, embora muitas vezes o homem deseje bênçãos materiais ou soluções imediatas, o grande objetivo de Deus é conduzir o seu povo à eternidade.
Foi afirmado que Jesus morreu na cruz para dar ao homem a condição de caminhar e chegar ao descanso eterno. Também foi dito que falta muito pouco, pois Jesus vai voltar, a igreja será arrebatada e os salvos morarão com o Senhor na eternidade.
O tabernáculo e a morada de Deus
A mensagem mostrou que o tabernáculo era o lugar onde Deus habitava e onde a arca estava. Porém, hoje, o Senhor não busca habitar em templos feitos por paredes, mas deseja fazer morada no coração do homem.
Foi lido em João 14:23:
“Jesus respondeu e disse-lhes: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.”
Com base nesse texto, foi ensinado que amar a Jesus e guardar a sua palavra traz como resultado a presença de Deus na vida do homem. Ao amar Jesus, o homem passa a amar a salvação, a morte de Cristo na cruz, e deixa de ser apenas criatura para tornar-se filho e herdeiro com Cristo.
Também foi lido em 1 Coríntios 3:16:
“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”
Com isso, foi reforçado que o Pai, o Filho e o Espírito Santo habitam na vida daquele que recebeu a salvação.
Em seguida, foi citado Romanos 12:1, ensinando que o homem deve apresentar o seu corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. A partir disso, foi mostrado que existe responsabilidade na vida daquele que é templo do Espírito Santo: no que fala, no que vê, no que ouve e nos caminhos por onde anda.
Foi lembrado que Deus escolheu o homem para ser morada do Espírito Santo, porque o ama desde antes da fundação do mundo.
A nuvem sobre o povo
Ao tratar do verso 34, a mensagem mostrou mais um cuidado de Deus na caminhada do povo. Foi lido que a nuvem do Senhor ia sobre eles de dia quando partiam do arraial.
Foi ensinado que, para quem olhasse de longe, veria uma grande nação caminhando com a arca à frente e uma nuvem sobre ela, trazendo sombra no deserto. Profeticamente, essa nuvem aponta para Jesus.
Foi apresentado o Senhor Jesus como o bom pastor, aquele que conduz o seu povo ao pasto verdejante, às águas tranquilas, que guarda das feras, traz refrigério e sustenta aqueles que são completamente dependentes dele.
Assim, foi ensinado que as lutas e as provas não destroem o servo de Deus porque há um bom pastor conduzindo a sua vida.
Quando a arca partia
Ao falar de Números 10:35, foi ensinado que, quando a arca partia, Moisés dizia:
“Levanta-te, Senhor, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os aborrecedores.”
A mensagem mostrou que havia perigos no deserto, como feras e nações inimigas. Por isso, quando a arca se movia, Moisés clamava ao Senhor, pedindo que pelejasse pelo povo e abrisse caminho.
Foi ensinado que, nesse momento, o Senhor é revelado como o Senhor dos Exércitos, aquele que luta pelas batalhas do seu povo, abre portas, livra do mal, resgata filhos, sustenta o lar e fortalece o casamento diante das provas.
Todo esse ensino foi apresentado como figura do cuidado de Deus revelado no Velho Testamento e vivido pela igreja hoje.
Quando a arca pousava
Quando a arca parava, Moisés dizia:
“Volta, ó Senhor, para os muitos milhares de Israel.”
Esse momento foi apresentado como outro contexto profético: além de Jesus como bom pastor e Senhor dos Exércitos, agora aparece o Deus Emanuel, o Deus presente no meio do seu povo.
Foi ensinado que o servo de Deus não está sozinho. Ainda que possa enfrentar abandono humano ou sentir-se só, Deus está presente em todos os momentos. Foi descrita a experiência de acordar na madrugada, dobrar os joelhos e sentir a presença do Deus Emanuel, que toca, muda e enche de paz.
A arca no Santo dos Santos
Em seguida, a mensagem levou a igreja a Hebreus 9:3-4:
“Mas depois do segundo véu estava o tabernáculo que se chama Santo dos Santos, que tinha o incensário de ouro e a arca do conserto coberta de ouro toda em redor, em que estava um vaso de ouro que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas do conserto.”
Foi explicado que a arca estava dentro do Santo dos Santos, lugar onde ninguém podia entrar livremente. Mas, na morte de Jesus, quando ele bradou na cruz e o véu do templo se rasgou de alto a baixo, foi aberto um novo e vivo caminho.
Com isso, foi ensinado que agora todos podem entrar na intimidade de Deus e usufruir de tudo aquilo que a arca representava.
O vaso de ouro com o maná
O primeiro elemento destacado foi o vaso de ouro. Foi ensinado que o ouro fala do poder de Deus e de Jesus como Deus forte, Pai da eternidade. Mas, ao abrir o vaso, vê-se o maná, que foi apresentado como figura do alimento espiritual, do pão vivo que desceu do céu.
Assim, a mensagem mostrou que Jesus é o pão vivo, a revelação e a Palavra que alimenta a alma. Foi dito que aquele que está no culto está ali para alimentar a alma com esse pão vivo e que o servo pode se alimentar todos os dias da Palavra do Senhor.
A vara de Arão que floresceu
Depois foi tratada a vara de Arão. Foi lembrado que Arão tinha uma vara seca de amendoeira e que Deus escolheu o sacerdote fazendo florescer a sua vara.
Foi ensinado que essa vara aponta para o Espírito Santo. Jesus prometeu que não deixaria os seus órfãos, mas enviaria o Consolador. O Espírito Santo foi apresentado como aquele que traz refrigério, consola, aponta o caminho, direciona todas as coisas e revela os mistérios de Deus.
Também foi ensinado que o homem que tem experiência com o Espírito Santo deixa de ser uma vara seca e passa a ser uma vara florida, produzindo os frutos do Espírito.
As tábuas do conserto
Por fim, foi falado sobre as tábuas do conserto. Foi lembrado que Deus escreveu com o seu dedo nas tábuas de pedra os mandamentos e que essa operação aponta para Deus escrevendo no coração do homem.
Foi ensinado que o Senhor transforma o coração de pedra, escreve o projeto da salvação, mostra a doutrina e escreve o nome do servo no livro da vida.
Assim, foi mostrado que toda a beleza da revelação estava ali: a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo, o maná, a direção do Espírito e a doutrina de Deus, tudo apontando para os benefícios da salvação.
Conclusão da mensagem
A mensagem foi encerrada com um apelo à decisão espiritual: deixar a arca à frente da vida, dispor-se a realizar a obra do Senhor, carregar a arca sobre os ombros e ser dirigido pelo Espírito Santo.
Foi ensinado que o objetivo de Deus é fazer o homem desfrutar da presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo, do alimento espiritual, da direção segura e da doutrina, para que nada lhe falte.
O resultado final foi comparado ao de Israel: o povo chegou ao lugar de descanso. Da mesma forma, a certeza da igreja é que Jesus voltará e o seu povo habitará com ele na eternidade.
Ao final, ainda foi deixado um conselho específico de esperar no Senhor, sem precipitação, confiando que Deus colocará todas as coisas em ordem. Também foi dito que é necessário conhecer o Salvador com intimidade, por meio da oração, da madrugada, do jejum, do culto, da doutrina e da Palavra.
A mensagem terminou em oração, pedindo que o ensino permanecesse no coração da igreja.