Com os Ouvidos Ouvi, Mas Agora os Meus Olhos Te Veem
A mensagem foi iniciada com a leitura da Palavra do Senhor no livro de Jó 42:5:
"Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos."
A História de Jó e Sua Fidelidade
Foi lembrado que todos conhecem a história de Jó, homem servo de Deus que passou por grandes provas, mas também foi aprovado pelo Senhor. Jó soube glorificar a Deus tanto nos momentos de fartura quanto nos momentos de perdas.
Mesmo enfrentando lutas intensas, ele permaneceu esperando no Senhor, confiando que havia um Deus provedor cuidando de sua vida e que restauraria a sua causa.
As Provas Também Estão no Dia a Dia
Foi ensinado que ainda hoje muitos vivem situações semelhantes às de Jó. Nem sempre com a mesma intensidade, mas todos enfrentam lutas, angústias, dificuldades no trabalho e provas diárias.
Mesmo assim, o Senhor continua sendo aquele que prova, mas também aprova os seus servos. Ele continua sendo o Deus provedor que cuida de cada detalhe da vida daqueles que confiam nele.
Foi feita uma reflexão direta ao coração dos ouvintes: qual luta está sendo enfrentada hoje? Qual problema parece difícil demais? Seja pequeno ou grande, o Senhor conhece toda a história de cada vida.
O Deus que Escreveu Nossa História
Foi recordado que Jó desejava que sua história fosse escrita com pena de ferro e gravada na rocha para que jamais se apagasse.
Também foi destacado que Jó profetizava a respeito de um Deus maravilhoso que se levantaria sobre a terra, apontando profeticamente para o Senhor Jesus.
Foi lembrado que Jesus escreveu a história de cada servo não em papel comum, mas com o seu precioso sangue derramado na cruz do Calvário.
A história do homem alcançado pela graça foi escrita por meio do sacrifício do Senhor Jesus.
O Tempo da Igreja: Às Margens do Jordão
A mensagem destacou ainda o momento espiritual vivido pela igreja. Foi citado o ensino recebido na Escola Dominical, mostrando que a igreja vive um instante comparado a Canaã.
Estamos aos pés das águas do rio Jordão, figura profética de um momento decisivo. O Espírito Santo está preparando a igreja para algo glorioso.
Não importa a luta enfrentada agora. O Senhor continua sendo provedor e chama seu povo a depositar confiança nele.
A Esperança do Arrebatamento
Foi ensinado que Canaã está do outro lado do Jordão, representando a eternidade e o grande dia do arrebatamento da igreja.
Hoje a igreja ouve diariamente a voz do Espírito Santo, sendo impulsionada e preparada para esse encontro glorioso.
Mas chegará o dia em que aquilo que hoje é ouvido pela fé será contemplado com os próprios olhos. O povo do Senhor o verá face a face.
A Vitória que Nos Sustenta
Quando a igreja atravessar o Jordão e chegar às mansões celestiais, verá aquilo que o Senhor preparou para os seus servos.
Essa esperança é o que fortalece, anima, impulsiona e dá alegria ao coração do crente em meio às lutas desta vida.
A Palavra declara que aquilo que não subiu ao coração do homem, nem entrou em sua mente, é o que Deus tem preparado para os que o amam.
Por isso, o servo segue caminhando, certo de que o Senhor está à frente de todas as coisas.
De Ouvir Falar a Ver com os Olhos da Fé
A mensagem foi desenvolvida a partir de Jó 42:5, com a leitura do texto:
Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos.
Desde o início, foi destacado que essa declaração marca uma profunda mudança na vida de Jó. Foi dito que esse versículo representa uma verdadeira virada de página em sua caminhada espiritual. Antes, Jó conhecia a Deus de ouvir falar. Agora, depois de tudo o que viveu, ele passa a conhecer o Senhor por meio de uma experiência pessoal, íntima e profunda.
Foi ressaltado que o próprio texto mostra essa transição. Jó reconhece que havia um conhecimento anterior, mas esse conhecimento ainda não era a experiência plena que agora ele estava alcançando. O que antes era apenas ouvir, agora se transformava em ver. Não um ver literal, natural, físico, mas um ver espiritual, um discernimento do agir de Deus, uma percepção real da operação do Senhor em sua vida.
O que significa “agora te veem os meus olhos”
Ao longo da exposição, foi esclarecido que Jó não viu Deus com olhos carnais. A ênfase da mensagem foi que ele passou a ver o agir de Deus. Ele passou a contemplar a mão do Senhor, os milagres de Deus, a fidelidade do Senhor e a maneira como o Senhor conduzia todas as coisas.
Para ampliar esse entendimento, foi lembrado o testemunho da criação. Foi citado Salmos 19, mostrando que os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos. A partir disso, a mensagem ampliou a reflexão: quando se observa uma árvore, uma flor, os detalhes da natureza, o movimento da terra, a lua, as estrelas, o vento e tudo aquilo que foi criado, o homem pode discernir a presença e o poder do Senhor.
Foi dito que muitas vezes, por causa da correria do dia a dia, as pessoas deixam de perceber os detalhes da criação e, por isso, deixam também de contemplar a revelação da glória de Deus nas coisas criadas. A mensagem mostrou que em tudo é possível perceber a ação do Senhor. Assim, a fala de Jó foi apresentada como a experiência de alguém que passou a discernir Deus em profundidade.
Jó já era servo fiel, mas havia um nível mais profundo a ser vivido
A exposição também fez questão de mostrar que Jó não era um homem ímpio, nem alguém distante de Deus. Ao contrário, foi lembrado que o próprio Senhor o apresentou como servo íntegro. Jó era um homem temente a Deus, obediente, íntegro e cuidadoso em sua vida espiritual.
Foi recordado que ele oferecia sacrifícios, inclusive por pecados ocultos, demonstrando zelo, temor e reverência diante do Senhor. Era um homem que levava a sério a vida espiritual. Obedecia àquilo que havia recebido, guardava os princípios que conhecia, e vivia como referência de integridade.
No entanto, a mensagem mostrou que, mesmo sendo um servo fiel, ainda havia uma experiência mais profunda a ser vivida. Isso foi um ponto central: é possível ser servo de Deus e ainda assim precisar avançar para níveis maiores de intimidade. O texto foi trabalhado exatamente nesse sentido, mostrando que existe diferença entre ouvir falar de Deus e experimentar Deus em profundidade.
A prova de Jó e a transição de uma fé herdada para uma fé experimentada
Foi explicado que, antes desse momento, Jó possuía uma fé recebida, herdada, aprendida. Ele já conhecia o Senhor dentro do contexto de tudo aquilo que havia recebido. Mas a experiência da prova o conduziu a um relacionamento mais profundo, mais pessoal e mais vivo.
A mensagem chamou isso de transição: de uma fé teórica, intelectual, herdada, para uma fé viva, latente, concreta e profundamente marcada pela experiência com Deus. Essa transição não aconteceu em um momento leve ou simples. Ela ocorreu no cenário da dor, da perda, do sofrimento e da humilhação.
Foi lembrado que a prova de Jó não foi pequena. Ele perdeu tudo o que possuía. Perdeu bens, casa, filhos, posição, saúde e estabilidade. Foi destacado que, embora sua vida não estivesse fundamentada em bens materiais, ainda assim a dimensão da sua dor foi imensa. A mensagem insistiu nesse ponto para mostrar a profundidade da experiência vivida por ele.
Foi citado o quadro de grande humilhação em que Jó se encontrava, assentado em sofrimento, coçando suas feridas com cacos, em uma situação extrema. A dor de Jó foi apresentada não apenas como perda exterior, mas como uma experiência intensa de quebrantamento, solidão e abandono.
A prova produziu intimidade
Um dos grandes eixos da mensagem foi mostrar que, na prova, Jó passou a ter uma intimidade maior com Deus. O sofrimento não foi apresentado como instrumento de destruição, mas como ambiente onde o Senhor levou o servo a uma profundidade espiritual maior.
Foi lido e comentado o reconhecimento de Jó em Jó 42:3, quando ele admite ter falado do que não entendia, de coisas maravilhosas demais para si, que ele não compreendia. Essa confissão foi tratada como evidência de que a prova levou Jó ao reconhecimento de sua limitação diante da grandeza de Deus.
Foi ensinado que, muitas vezes, as lutas, as provas e as aflições vividas pelo servo têm esse propósito: gerar um relacionamento mais profundo com o Senhor. O sofrimento, então, não foi descrito como algo vazio, mas como cenário de aprendizado, amadurecimento e revelação.
O questionamento dirigido aos ouvintes: você conhece o Senhor só de ouvir falar?
Em determinado momento, a palavra foi direcionada de forma muito pessoal aos ouvintes. A pergunta central foi lançada com clareza: você conhece o Senhor só de ouvir falar?
A reflexão mostrou que muitos podem viver apenas da experiência dos outros. Alguém ouve testemunhos, escuta o que Deus fez na vida de um pastor, de um irmão, de alguém próximo, mas ainda não construiu sua própria experiência com o Senhor. A mensagem insistiu que não basta viver de relatos alheios. É necessário viver o Senhor de forma pessoal.
Foi lembrado que muitos personagens bíblicos falavam do “Deus dos meus pais”, mas Davi dizia: o meu Deus. Essa diferença foi usada para mostrar o quanto a experiência pessoal faz diferença na vida espiritual. O conhecimento que apenas passa de geração em geração precisa se tornar experiência real e particular no coração do servo.
A mensagem também mostrou que até mesmo servos verdadeiros podem precisar avançar nesse sentido. Jó não era mundano, não era distante, não era superficial. Ainda assim, ele reconheceu que seu conhecimento precisava se aprofundar. Isso foi apresentado como prova de que existem níveis de conhecimento, níveis de profundidade, níveis de busca, níveis de entrega e níveis de relacionamento com Deus.
Fome e sede de Deus
Foi utilizada a expressão fome e sede de Deus para explicar esse anseio pela intimidade. A mensagem perguntou até que ponto cada um tem buscado ao Senhor. Quanto se deseja realmente essa profundidade? Quanto se quer conhecer a Deus para além do ouvir, para além da teoria, para além da religiosidade?
O chamado foi claro: o servo precisa desejar intimidade com Deus. Não uma vida espiritual apenas de aparência, mas uma vida que se aproxime do Senhor de forma intensa, verdadeira e perseverante.
O arrependimento de Jó e a percepção da pequenez humana
Foi lembrado o versículo seguinte, em que Jó diz que se abomina e se arrepende no pó e na cinza. Esse ponto foi desenvolvido como consequência direta da experiência com Deus. Quando o homem conhece verdadeiramente o Senhor, passa também a enxergar melhor a si mesmo.
A exposição mostrou que, diante da grandeza de Deus, o homem percebe sua limitação, sua fragilidade, sua pequenez e sua total dependência do Senhor. Jó, depois de tudo o que viveu, compreendeu que não era nada em si mesmo. Os bens, a posição, os recursos e tudo o mais não eram a essência da sua vida. O essencial estava na sua relação com Deus.
Foi destacado que essa experiência gera arrependimento verdadeiro. Não um arrependimento superficial, mas um quebrantamento sincero diante da revelação da glória de Deus.
Exemplos de oração e intimidade na Bíblia
A mensagem então trouxe outros exemplos bíblicos para fortalecer esse ensino. Foi lembrado que o servo que ora muito tem muito poder, enquanto aquele que ora pouco tem pouco poder. A oração foi apresentada como marca de profundidade espiritual.
Daniel foi citado como homem conhecido no céu e na terra. Foi lembrado o momento em que o anjo Gabriel lhe traz resposta, mostrando que, desde que ele se colocou em oração, houve movimento espiritual em seu favor. O exemplo de Daniel foi usado para mostrar como a vida de oração estabelece intimidade e autoridade espiritual.
Também foi citado Cornélio, em Atos 10. A exposição destacou que ele era piedoso, temente a Deus, fazia esmolas ao povo e orava continuamente. Depois, foi lembrado o momento em que o anjo lhe diz que suas orações e esmolas haviam subido para memória diante de Deus. A aplicação foi direta: Deus vê a oração, Deus vê a busca, Deus vê a vida piedosa do servo.
Aflições fazem parte da caminhada do servo
Foi ensinado que o momento difícil é inerente à caminhada do servo. A mensagem lembrou 2 Timóteo 3, afirmando que todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão aflições e perseguições. Assim, a luta não foi apresentada como sinal de abandono, mas como parte da trajetória do crente fiel.
No caso de Jó, entretanto, foi ressaltado que a dimensão do sofrimento foi muito intensa. Poucos gostariam de viver aquilo que ele viveu. Ainda assim, ele permaneceu firme. A mensagem ressaltou que Jó nunca negou o Senhor. Ele foi ao pó, passou pela dor, mas continuou crendo.
Foi lembrado que, em meio à dor, Jó ainda pôde declarar que o seu Redentor vive. Também foi feita menção ao reconhecimento de que Deus tudo pode e de que nenhum de Seus planos pode ser impedido. Assim, a prova foi mostrada como cenário em que Jó não apenas sofreu, mas também declarou fé.
O sofrimento como aprendizado
Foi dito que todo momento de prova é também um tempo de aprendizado. Por mais difícil que seja a circunstância, o servo aprende a valorizar a bênção do Senhor, aprende a discernir o cuidado de Deus e aprende que o Senhor continua vivo e operando.
Foi explicado que, às vezes, alguém olha para a bênção de outro servo e pensa que Deus age apenas daquela forma. Mas a mensagem mostrou que o Senhor pode operar de outra maneira, dando a cada um experiências próprias, particulares e adequadas ao propósito que Ele estabeleceu.
A conclusão desse trecho foi firme: o Senhor está vivo, está cuidando do Seu povo e, assim como cuidou de Jó, continua cuidando de Sua igreja hoje.
O que fazer em meio ao sofrimento
A pergunta então passou a ser prática: o que fazer em meio ao sofrimento? A resposta dada foi a oração.
Foi lido Jó 42:10, lembrando que o Senhor mudou o cativeiro de Jó quando ele orava por seus amigos. A mensagem fez questão de destacar que a mudança não veio quando ele reclamava, mas quando ele orava. Isso foi repetido como lição central para a vida do servo.
Mesmo em aflição, em luta e em dor, Jó encontrou tempo para orar. Mais do que isso: orou por amigos que o acusavam. A exposição deu grande ênfase a esse detalhe, mostrando a profundidade espiritual de Jó. Em meio à sua própria turbulência, ele intercedeu por outros.
Daí foi extraída a aplicação: quando o servo estiver em meio à tempestade, à dor e à aflição, deve orar, buscar a Deus e permanecer em diálogo com o Senhor. Foi ensinado que Deus muda a sorte do homem por meio da oração, da comunhão e da busca sincera.
Jó, a oração e o amor espiritual
A oração de Jó por seus amigos foi tratada como expressão de uma condição espiritual elevada. Foi lembrado que, racionalmente, poderia parecer sem sentido alguém que está pior do que o outro orar por esse outro. Mas exatamente aí a mensagem apontou a grandeza espiritual de Jó.
Ele não ficou centrado apenas em sua dor. Ele foi aos pés do Senhor, clamou, orou e buscou a Deus. Isso revelou a profundidade do relacionamento que tinha com o Senhor. Foi dito que a oração é uma oportunidade do homem falar com Deus, mas também de ouvir a Deus, porque Deus não apenas escuta: Ele responde, instrui e capacita.
Ouvir, ver e viver a experiência
Na sequência, foi feita uma associação com a experiência de Paulo. Foi lembrado o episódio em que os homens que iam com ele ouviram a voz, mas não viram ninguém. Esse exemplo foi usado para mostrar a diferença entre apenas ouvir e entrar de fato na experiência espiritual.
Também foi lembrado o princípio de que a fé vem pelo ouvir. A mensagem explicou que primeiro o homem ouve a voz do Senhor, ouve a Palavra, ouve o Espírito Santo falar. Depois, ao permanecer em fé e obediência, vê o milagre, vê a operação, vê o agir de Deus.
Foi citada ainda a expressão dirigida às igrejas: quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito Santo diz às igrejas. A ênfase foi que, ouvindo, o servo se torna apto à operação de Deus em sua vida.
A tribulação produz glória
Também foi trazido 2 Coríntios 4:17-18, mostrando que a leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória. A mensagem explorou isso para ensinar que a prova tem resultado espiritual. A aflição não é o fim. Ela produz algo maior.
Foi dito que muitas vezes a pessoa olha apenas para o momento da luta, mas precisa aprender a olhar para aquilo que Deus está formando por meio daquela experiência. As coisas visíveis são temporais e passageiras. As invisíveis são eternas. Assim, o servo é chamado a olhar para o Senhor, e não apenas para a dor do momento.
Nesse contexto, foi dito que a pergunta certa não é apenas “por quê?”, mas “para quê?”. Foi mostrado que esse entendimento fortaleceu Jó e continua fortalecendo o povo de Deus.
As provas têm propósito
Foi ensinado que toda prova tem propósito. Na vida de Jó, Deus estabeleceu uma condição em que ele viveria algo especial. Não seria apenas uma tradição religiosa ou uma fé transmitida por outros. Seria uma experiência viva com um Deus real, um Deus que se relaciona com o homem e que tem prazer em abençoá-lo.
A mensagem voltou a lembrar que, depois das provações, das lutas, do abandono e até da palavra dura de sua própria esposa, Jó foi levado a entender que só podia confiar no Senhor.
Foi destacado que as provas e lutas fazem o servo enxergar que existem situações na vida em que ninguém pode ajudar como o Senhor ajuda. Amigos podem falhar. Pessoas próximas podem não compreender. Quem deveria apoiar pode até desanimar. Mas há circunstâncias em que somente o Senhor pode socorrer.
Nesse ponto, foi citado o texto: Elevo os meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. A aplicação foi que a experiência com Deus é particular. Cada servo precisa ter sua experiência com o Senhor.
A experiência é pessoal
A mensagem afirmou com força que a experiência com Deus não pode depender apenas de líder religioso ou de outra pessoa. A vivência no corpo de Cristo é coletiva, mas a experiência com Deus precisa ser também pessoal, particular e concreta em cada vida.
Foi lembrado o servo de Eliseu, que, diante do perigo, não enxergava a realidade espiritual. Então Eliseu orou para que os olhos daquele rapaz fossem abertos. Esse exemplo foi usado para mostrar que existe um ver espiritual, um discernir daquilo que Deus está fazendo.
Também foi recordado o episódio dos discípulos no barco com Jesus durante a tempestade. Mesmo convivendo com Ele, vendo milagres e ouvindo Sua voz, ainda perguntaram: “Quem é este?”. A mensagem usou esse detalhe para mostrar que é possível estar perto das coisas de Deus e ainda não conhecer profundamente o Senhor.
As provações humilham e forjam o caráter cristão
Foi dito que, por amor, o Senhor permite certas provações. Elas não têm caráter de destruição, mas de formação. O objetivo é forjar a vida do homem e o caráter cristão.
O resultado disso é que o servo deixa de ter apenas uma fé teórica e passa a ter uma fé viva. E, ao ver Deus, passa também a se ver. A revelação da grandeza de Deus produz reconhecimento sincero de quem o homem é. Assim, surge o arrependimento verdadeiro, concreto e de todo o coração.
Foi exatamente isso que a mensagem mostrou em Jó: ao dizer que agora via o Senhor, ele chegou também à conclusão de quem ele mesmo era. Por isso, se abominou e se arrependeu no pó e na cinza.
Falar do que se viu e ouviu
Foi trazido Atos 4:20: não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Esse versículo foi relacionado com toda a temática da experiência. A ênfase foi que ninguém consegue calar um testemunho real quando alguém viveu de fato a operação de Deus.
Foi comentado que, em Atos, tentaram calar Pedro, mas ele não podia deixar de falar do que havia visto e ouvido. Da mesma forma, a mensagem aplicou isso à experiência de Jó e ao testemunho da igreja. Quem vive com Deus fala com autoridade, porque não está apenas repetindo teoria: está contando aquilo que experimentou.
Foi também observado que, no original, a palavra relacionada a ver não aponta apenas para enxergar com os olhos carnais, mas para compreender, discernir. Assim, Jó passou a discernir o agir de Deus. E ouvir foi associado a uma devoção total, a uma entrega completa, a um lançar-se aos pés do Senhor.
Os questionamentos humanos diante da soberania de Deus
Outro ponto trabalhado na mensagem foi o fato de Jó ter questionamentos. Foi lembrado que o Senhor lhe faz várias perguntas, mostrando Sua soberania. A ideia desenvolvida foi que, diante da prova, o homem tende a questionar os propósitos de Deus, mas é confrontado com sua própria limitação.
Foi lembrado que Deus pergunta onde Jó estava quando o mundo foi criado. A aplicação foi clara: o homem é limitado, não entende tudo, e muitas vezes questiona o agir de Deus sem ter dimensão de Sua sabedoria e soberania.
A mensagem ampliou essa reflexão lembrando também o povo de Israel diante do Mar Vermelho. Mesmo depois de tantos sinais e livramentos, ainda questionavam. Isso foi usado para mostrar como o homem, em sua limitação, facilmente duvida e questiona, sobretudo no momento da prova.
O mundo e até pessoas próximas tentam calar a experiência
Foi ensinado também que o mundo tenta calar a experiência espiritual. No caso de Jó, isso apareceu nos amigos e até na esposa. Mas, ainda assim, ele permaneceu firme naquilo que estava vivendo diante de Deus.
Foi retomado o exemplo de Pedro diante do Sinédrio, mostrando que havia uma tentativa de calar o testemunho daquilo que Deus havia feito. Porém, a experiência verdadeira não pode ser sufocada. Quem viu, quem ouviu, quem experimentou, não consegue simplesmente negar ou esconder o que viveu com o Senhor.
A mensagem ampliou isso também para a experiência de Saulo no caminho de Damasco, mostrando que tudo aquilo que antes era apenas certeza humana, intelectual ou religiosa, cai por terra quando o verdadeiro Deus se manifesta.
A crítica vazia e a necessidade de viver a comunhão
Em um ponto muito prático, foi dito que há pessoas que chegam ao culto, mas permanecem olhando para fora. Saem criticando, reclamando, observando apenas aspectos secundários, sem entrar na comunhão e sem viver aquilo que Deus estava realizando.
Para ilustrar isso, foi lembrado Êutico, sentado na janela, olhando para fora, para os navios, e não atento ao que Deus estava fazendo ali. A aplicação foi que quem não entra na comunhão perde a experiência. Quem permanece dividido, superficial ou voltado para fora pode deixar de viver aquilo que o Senhor quer operar dentro.
A experiência com Deus gera autoridade para evangelizar
Nos minutos finais, a mensagem fez uma ligação forte entre a experiência espiritual e a evangelização. Foi ensinado que a evangelização só tem efeito real quando nasce de uma experiência viva com Deus.
Pedro, João, Paulo e outros servos saíram com autoridade porque haviam vivido algo real com o Senhor. Da mesma forma, Jó, depois de tudo o que viveu, recebeu do Senhor uma posição de referência. Deus mandou que seus amigos fossem até ele, porque Jó tinha autoridade para orar por eles.
Isso foi aplicado à igreja: Deus tem feito do Seu povo uma referência para o mundo. Um povo simples e humilde, mas que tem experiência com Deus. E muitos procurarão esse povo justamente por reconhecerem que ali há realidade espiritual, testemunho e poder de Deus.
Foi mostrado que as pessoas olharão e perguntarão como alguém passou por tanta luta e não foi destruído. Ao verem a fidelidade do Senhor na vida do servo, desejarão também esse Deus em suas próprias vidas.
O chamado para servir mesmo em meio à luta
A mensagem concluiu com uma exortação muito clara: não se deve esperar o fim da luta para servir ao Senhor. Não se deve pensar que só depois de resolvida determinada situação será possível evangelizar ou trabalhar para Deus.
O ensino final foi que Deus quer usar o servo agora, inclusive no meio da prova. Assim como Jó orou por seus amigos enquanto ainda estava atravessando o seu processo, a igreja também é chamada a continuar servindo, evangelizando, orando e fazendo a obra.
Foi reafirmado que Deus virou o cativeiro de Jó quando ele orava por seus amigos. O Senhor mudou sua sorte, reverteu sua condição e lhe deu restauração. A mensagem encerrou lembrando que Deus sempre tem o melhor para o Seu povo.
Conclusão
Ao longo de toda a mensagem, o ensino central foi que o Senhor deseja levar o homem além de um conhecimento apenas teórico. Ele quer uma fé viva, concreta, amadurecida e experimentada.
Jó começou com um conhecimento de ouvir falar, mas passou a ter discernimento do agir de Deus. Através da prova, foi conduzido à intimidade, ao arrependimento, à oração, à perseverança, ao testemunho e à autoridade espiritual.
Assim, a palavra mostrou que a dor pode se tornar ambiente de revelação, que a prova pode produzir intimidade, que a oração no sofrimento move o agir de Deus, e que a experiência verdadeira com o Senhor transforma o servo em testemunha viva do Seu poder.
Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos.
🎺 CULTO DA MADRUGADA
SEXTA-FEIRA • 17/04/2026Horário: 06h00 da manhã
Transmissão: Ao vivo pela Rádio Maanaim
Participação dos Pastores
- Pr. Moisés Brasil
- Pr. Leonardo Dias
- Pr. Eduardo Michio
- Pr. Gedair Ferreira
"Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos."