José de Arimateia, a Sepultura e a Esperança da Vida Eterna
A mensagem tem início com a saudação na paz do Senhor Jesus e com o convite para a leitura da Palavra de Deus em Mateus 27:57-60. O texto lido apresenta o momento em que, já sendo tarde, chegou um homem rico de Arimateia, chamado José, que também era discípulo de Jesus. Ele foi até Pilatos, pediu o corpo de Jesus, tomou o corpo, envolveu-o em um lençol fino e limpo, colocou-o em seu sepulcro novo, aberto em rocha, e, após colocar uma grande pedra à porta do sepulcro, retirou-se.
“E vindo já à tarde, chegou um homem rico de Arimateia, por nome José, que também era discípulo de Jesus. Este foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que o corpo lhe fosse dado. José, tomando o corpo, envolveu num fino e limpo lençol e pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha, e rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, foi-se.”
Um ensino maravilhoso contido nesse texto
A mensagem destaca que há nesse texto bíblico um ensino maravilhoso. A Palavra de Deus fala de José de Arimateia, e é ressaltado que todos os quatro evangelhos trazem essa informação e essa história, ainda que com alguns detalhes diferentes. Isso mostra a importância desse personagem no relato da morte e do sepultamento de Jesus.
José de Arimateia é apresentado como um homem rico. Além disso, a própria Palavra de Deus, em outros evangelhos, revela que ele era um dos integrantes do Sinédrio, que era o principal tribunal de Israel. Portanto, não se tratava apenas de alguém com posses, mas também de um homem importante, de destaque, de influência e de reconhecimento no meio do seu povo.
José de Arimateia e Nicodemos
A mensagem também chama a atenção para outro homem citado nos evangelhos: Nicodemos. É lembrado que Nicodemos foi aquele que procurou Jesus à noite, de forma escondida. Ele também era um homem poderoso e membro do Sinédrio. Assim, tanto José de Arimateia quanto Nicodemos pertenciam a um ambiente de prestígio, autoridade e relevância religiosa em Israel.
Depois da morte de Jesus e da sua crucificação, esses dois homens se uniram. Juntos, foram diante da autoridade romana, Pilatos, para pedir o corpo de Jesus. A mensagem enfatiza esse momento como algo maravilhoso, porque revela uma mudança profunda na postura deles.
Discípulos que antes estavam escondidos
O ensino mostra que, a princípio, havia entre eles uma atitude de reserva, de ocultação e até de vergonha. Um deles buscou Jesus de noite, escondido. O outro também era um homem rico, poderoso e membro do Sinédrio. A Palavra de Deus mostra que, durante um tempo, eles eram discípulos de Jesus, mas de forma discreta, envergonhada, sem se apresentarem publicamente.
Esse ponto é trazido para a realidade atual. A mensagem afirma que ainda hoje muitas pessoas se envergonham do evangelho. Muitas ainda têm vergonha de falar de Jesus, de testemunhar, de carregar a Bíblia. Às vezes até gostam de Jesus, têm simpatia pelo evangelho, como aqueles homens tinham, mas não possuem coragem de se apresentar publicamente como servos do Senhor.
A visão da cruz produziu uma mudança
O ponto de virada aconteceu quando eles viram Jesus morrer na cruz do Calvário. Ao contemplarem o grande amor do Senhor, o Filho de Deus se entregando pelo pecador, algo mudou dentro deles. A mensagem afirma que, a partir daquele momento, já não havia mais insegurança.
Agora, de forma pública, diante da maior autoridade local, representante do Império Romano e governador daquela região, eles se apresentam e fazem um pedido claro: queriam Jesus. Queriam o corpo de Jesus. Aqueles que antes estavam escondidos agora já não se importavam com a exposição, com a reputação ou com o que poderiam pensar deles.
Esse destaque mostra que a revelação do amor de Cristo na cruz foi mais forte do que qualquer vergonha, mais forte do que o medo e mais forte do que a posição social que eles ocupavam.
O cuidado, o amor e o carinho com o corpo de Jesus
A mensagem então entra nos detalhes do gesto praticado por José de Arimateia e Nicodemos. O corpo de Jesus foi envolvido em um lençol branco de linho. Também foram colocadas especiarias, e tudo isso foi feito com amor, com carinho e com reverência. O pregador ressalta a delicadeza desse ato, demonstrando que não se tratava de um procedimento qualquer, mas de um gesto de devoção e de respeito ao Senhor.
José de Arimateia, sendo aquele homem rico e poderoso, possuía uma sepultura cavada numa rocha. O texto bíblico mostra que ele toma a decisão de colocar Jesus na sua própria sepultura. Depois disso, ele rola uma grande pedra para a porta da sepultura.
É ressaltado ainda que o versículo termina dizendo que ele fez isso e depois foi-se, foi embora. A mensagem chama a atenção para esse detalhe final do texto, vendo nele um ensino profundo.
Um homem importante diante da realidade que alcança todos os homens
Nesse ponto, a mensagem começa a extrair o ensino espiritual da atitude de José de Arimateia. Ele era rico, poderoso, importante, cheio de títulos, membro do Sinédrio. Contudo, havia uma verdade muito clara diante dele, e essa verdade alcança todos os homens, do mais novo ao mais idoso: todos morreremos.
Quando qualquer pessoa pensa no futuro, precisa reconhecer que há uma certeza: no futuro de todo homem existe uma sepultura, um lugar onde, depois da morte, será colocado o corpo. O pregador afirma de forma direta que esse é o fim de todos nesta terra: ricos, importantes, famosos, pobres. O fim natural é o mesmo: a sepultura.
José de Arimateia sabia disso. Ele mesmo havia comprado aquele túmulo porque conhecia essa realidade. Havia uma consciência pessoal de que, um dia, aquele lugar seria o destino do seu próprio corpo.
Quando Jesus morreu, a sepultura deixou de ser a principal preocupação
Mas a mensagem mostra que algo extraordinário aconteceu quando Jesus morreu. A sepultura deixou de ser a preocupação central de José de Arimateia. Isso ocorreu porque Jesus havia prometido que ressuscitaria, que venceria a morte.
Assim, o que José estava fazendo ao colocar Jesus em sua sepultura era um gesto de fé. Ele estava crendo em Jesus. Ele estava colocando vida na morte. Aquilo que ele via diante de si, naturalmente, era morte. O túmulo estava lá, pronto, real, concreto. Era um lembrete da limitação humana e do fim da existência terrena.
No entanto, agora ele já não queria mais pensar naquele túmulo como antes. Aquele lugar deixava de ser apenas o símbolo da morte, porque já não era mais essa a verdade final para ele. Em vez de ver ali apenas o fim, José passou a ver em Jesus a esperança da vida eterna.
Jesus na sepultura de José de Arimateia
A mensagem enfatiza então que José vai até a sua sepultura e coloca Jesus ali. O sentido espiritual disso é destacado com força: na sepultura de José de Arimateia, Jesus venceu a morte. Foi naquele lugar que o Senhor ressuscitou.
O túmulo que havia sido preparado para lembrar a realidade da morte se tornou o cenário da vitória sobre ela. Isso é apresentado como uma revelação gloriosa: justamente naquilo que mais lembrava ao homem o seu fim, Cristo manifestou o seu poder de ressurreição.
É lembrado que foi naquela sepultura que Maria Madalena foi procurar Jesus. E foi ali que ouviu a palavra do anjo, que a confrontava com a verdade da ressurreição:
“Por que buscais aquele que vive entre os mortos?”
Assim, a mensagem reforça que Jesus estava vivo, e o local onde isso se tornou conhecido foi exatamente a sepultura de José de Arimateia.
A certeza que entrou no coração de José
A partir disso, a mensagem afirma que José de Arimateia agora podia guardar no coração uma certeza: a promessa de Jesus era verdadeira. É então lembrado o encontro do Senhor com uma mulher, por ocasião da ressurreição de seu irmão Lázaro, quando Jesus declarou:
“Quem crê em mim nunca morrerá.”
Era essa a palavra em que José cria. Ele creu na promessa de que Jesus ressuscitaria. Por isso, em seu coração, havia como que um clamor silencioso: “Eu quero que Jesus ressuscite na minha sepultura”, porque quem crê em Jesus nunca morrerá.
A mensagem não trata a sepultura como um fim definitivo para quem está em Cristo. Pelo contrário, apresenta o túmulo como lugar vencido pelo poder da ressurreição do Senhor.
Morrer com Cristo e ressuscitar com Ele
Também é citado que a Palavra de Deus diz que nós morremos um dia com Cristo, mas também ressuscitamos com Ele. Segundo a mensagem, era isso que estava sendo anunciado naquele episódio. A colocação de Jesus na sepultura de José de Arimateia não era apenas um fato histórico, mas também um anúncio espiritual de que, em Cristo, a morte não é a palavra final.
O cumprimento profético em Isaías
Em seguida, a mensagem menciona que o profeta Isaías, no capítulo 53, já dizia que a sepultura de Jesus seria com o rico. Essa palavra se cumpriu em José de Arimateia.
O pregador destaca então o sentido disso: por mais rico e importante que um homem seja, no final da vida ele não leva riqueza, não leva títulos, não leva nada. Tudo o que pertence à terra fica na terra. A importância social, os bens e o reconhecimento humano não acompanham o homem além da sepultura.
Quem crê em Jesus nunca morrerá
Mas, em contraste com isso, a mensagem declara com força: quem crê em Jesus nunca morrerá. E quem crê em Jesus não vive apenas ajuntando tesouros na terra. É reconhecido que estamos neste mundo trabalhando todos os dias para ter alguma coisa, e que isso faz parte da vida. A mensagem não nega essa realidade humana. Contudo, ela afirma que tudo isso ficará.
Para o homem natural, o fim de tudo é a sepultura. Mas para aqueles que estão em Cristo, já não é assim. Para esses, há vida eterna em Cristo Jesus.
Onde está, ó morte, o teu aguilhão?
A mensagem volta a afirmar que Jesus ressuscitou. E, por isso, José de Arimateia colocou vida na sua sepultura. Ali, naquele lugar, Jesus venceu a morte. Então é citada a Palavra que declara:
“Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Tragada foi a morte na vitória.”
Com isso, a pregação reforça que a vitória de Cristo não foi simbólica apenas, mas real. A morte foi vencida. Aquilo que causava temor ao homem foi tragado na vitória de Jesus.
O valor das coisas desta vida sem a esperança eterna
A mensagem então se dirige diretamente ao ouvinte, chamando-o de irmão e de amigo. Ela reconhece que todos estão nesta vida lutando, trabalhando, buscando possuir alguma coisa, alcançar alguma coisa. Isso é apresentado como parte normal da existência humana.
No entanto, é feita uma pergunta profunda: que valor tem tudo isso se, ao olhar para diante, não houver esperança?
A resposta da mensagem é clara: a esperança do servo de Deus é esta: Jesus ressuscitou e nós nunca morreremos. Quando o corpo se desfizer, quando a morte terrena chegar, imediatamente aquele que crê estará com o Senhor na glória.
A palavra ao malfeitor na cruz
Para reforçar essa esperança, a mensagem recorda a palavra de Jesus ao malfeitor que estava ao seu lado na cruz do Calvário:
“Hoje mesmo estarás comigo no paraíso.”
Essa também foi apresentada como a esperança de José de Arimateia. Na sua sepultura, naquele lugar que antes representava fim, ele colocou Jesus. E, ao colocar Jesus ali, colocou vida, colocou vida eterna em Cristo Jesus no lugar onde antes só via morte.
O apelo final da mensagem
A conclusão é um apelo para que cada pessoa faça da própria vida um lugar para Jesus. Assim como José de Arimateia colocou Jesus naquilo que mais lhe causava preocupação, o homem também é chamado a colocar Jesus na sua vida.
A exortação final é que Jesus seja o tesouro e a pérola de grande preço. A certeza que a mensagem deseja transmitir é que a sepultura não é o fim de tudo para aquele que está em Cristo. Há uma vida eterna, recebida porque Jesus morreu e ressuscitou.
A mensagem termina reafirmando que nós morremos e ressuscitamos com Ele, encerrando com uma palavra de bênção e desejando que todos permaneçam na paz do Senhor Jesus.