A expressão de Marta diante da dor
A palavra do Senhor é aberta no Evangelho de João, capítulo 11, verso 21, onde está escrito:
“Disse pois Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.”
Essa expressão revela algo que vem da alma, uma manifestação de profunda tristeza e até mesmo decepção. É o sentimento humano diante de uma situação que parece não ter mais solução.
O amor de Jesus e o aparente atraso
Ao observar todo o capítulo 11 do Evangelho de João, vê-se que o Senhor Jesus tinha um profundo apreço por aquela família. Quando Ele foi informado sobre a doença de Lázaro, a mensagem foi clara: “Lázaro, aquele que tu amas, está doente.”
Mesmo assim, Jesus declarou:
“Esta enfermidade não é para morte.”
Entretanto, aos olhos humanos, houve uma contradição. Jesus permaneceu cerca de três dias no lugar onde estava, enquanto Lázaro continuava enfermo, até que chegou a notícia de sua morte. Ainda assim, Jesus demorou um pouco mais para ir até a família.
Quando Ele chega, encontra aquela realidade e ouve a expressão de Marta: “Senhor, se tu estivesses aqui...”
Essa fala revela a sensação de que Jesus chegou atrasado, como se não tivesse domínio sobre o que aconteceu.
O questionamento humano
Possivelmente, aqueles que estavam ao redor também questionavam: “Ele não disse que essa enfermidade não era para morte?”
Mas o Senhor Jesus já havia declarado que havia um propósito em tudo aquilo.
O propósito de Deus nas situações
Jesus afirmou que tudo o que estava acontecendo tinha um propósito. Muitas vezes, é difícil compreender os propósitos de Deus para a vida, para o lar e para a família.
O homem deseja soluções imediatas, quer que tudo seja resolvido rapidamente, “para ontem”. Porém, o Senhor tem um propósito em todas as coisas, e esse propósito é sempre de salvação.
Salvação para o lar, para a família e para todos que estão ao redor.
A palavra de vida: promessa de ressurreição
Diante da situação, Jesus declara diretamente a Marta:
“Teu irmão há de ressuscitar.”
Era um momento em que não havia espaço para parábolas, mas para uma palavra clara e direta. No entanto, Marta não compreendeu plenamente, respondendo que sabia que ele ressuscitaria no último dia.
Ao redor, surgiram questionamentos: se Ele abriu os olhos dos cegos, não poderia impedir que Lázaro morresse?
Mas Jesus então declara:
“Eu sou a ressurreição e a vida; aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.”
A dificuldade de crer no impossível
Quando Jesus pede para ir até o sepulcro, surge outra reação humana. É dito que já havia quatro dias e que o corpo já estava em decomposição.
Há situações que o homem prefere esconder, evitar, não expor. Mas o Senhor declara:
“Se creres, verás a glória de Deus.”
A manifestação da glória de Deus
Ao obedecerem à voz de Jesus, Ele chama por Lázaro, e ele sai vivo do sepulcro.
Fica evidente que o Senhor Jesus é a ressurreição e a vida. Ele não chegou atrasado, nem se equivocou em suas palavras.
Aquilo que parecia impossível tornou-se testemunho vivo do poder de Deus.
O resultado do propósito
Todos que estavam naquele lugar puderam crer que Jesus era e é o Filho de Deus. Muitos entregaram suas vidas naquele dia.
O propósito de todas as coisas, mais uma vez, se cumpriu: a salvação.
Aplicação para os dias de hoje
Mesmo quando a voz é de lamento, dizendo: “Senhor, se o Senhor estivesse aqui...”, o Senhor continua ouvindo.
E a palavra do Espírito Santo permanece:
“Se creres, ainda que esteja morto, viverá, porque Ele é a ressurreição e a vida.”
Essa é a esperança viva para todos aqueles que creem.
Se Creres, Verás a Glória de Deus
A mensagem foi baseada em João 11:21, quando Marta disse a Jesus:
"Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido."
Esse texto mostra um momento de grande dor, angústia e aflição. Marta havia perdido seu irmão Lázaro, alguém amado por ela e por Maria. Sua fala expressava um lamento sincero, comum a quem passa por uma perda profunda. Ela cria que, se Jesus estivesse presente antes, a morte de Lázaro poderia ter sido evitada.
Jesus costumava passar por Betânia quando ia a Jerusalém, e havia uma relação de amizade com aquela família. Por isso, Marta sabia que o Senhor poderia ter feito algo. No entanto, ela ainda não havia compreendido plenamente o poder de Jesus sobre a morte.
Marta olhava para o passado, mas Jesus apontava para o presente
Quando Jesus disse que Lázaro haveria de ressuscitar, Marta respondeu que sabia que ele ressuscitaria no último dia. Ela demonstrou conhecimento religioso, mas sua fé estava voltada para um acontecimento futuro. Jesus, porém, não falava apenas da ressurreição final. Ele estava revelando que o poder de Deus se manifesta também no presente.
Marta dizia, em outras palavras: "Se o Senhor tivesse estado aqui antes, isso não teria acontecido." Mas Jesus estava mostrando que a morte não era o limite para Ele.
"Se creres, verás a glória de Deus."
A diferença entre Marta e Maria
A mensagem destacou que Marta, muitas vezes, era bem-intencionada, querendo servir e fazer o melhor, mas se ocupava com muitas coisas. Maria, por outro lado, permanecia aos pés do Senhor, aprendendo.
Talvez, se Marta tivesse investido mais tempo aos pés de Jesus, como Maria fazia, teria compreendido melhor que sobre o Senhor Jesus estava todo poder, toda glória, toda honra e todo domínio.
Mais adiante, Maria também disse a mesma frase de Marta:
"Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido."
Porém, a diferença estava na postura. Marta foi ao encontro de Jesus ansiosa, afadigada, tomada pela dor e pela pressa. Maria foi chamada e, ao chegar diante do Senhor, prostrou-se aos Seus pés. A mesma frase, nos lábios de Marta, soou como queixa; nos lábios de Maria, soou como adoração.
Maria sempre teve essa postura diante do Senhor. Quando Jesus estava em sua casa, ela estava aos Seus pés para aprender. Quando esteve na casa de Simão, o leproso, ela derramou sobre Jesus o vaso de alabastro, oferecendo aquilo que possuía de mais precioso. E, diante da dor pela morte do irmão, ela novamente se colocou aos pés do Senhor.
Assim, a mensagem mostrou que duas pessoas podem viver a mesma dor, dizer as mesmas palavras, pertencer à mesma família, mas se posicionar de formas diferentes diante de Deus.
O propósito de Jesus ao esperar
Quando Jesus recebeu a notícia da enfermidade de Lázaro, Ele permaneceu ainda dois dias onde estava. Humanamente, isso poderia parecer demora. Os discípulos, Marta, Maria e os judeus poderiam questionar por que Ele não veio antes.
Jesus havia dito que aquela enfermidade não era para morte, mas para a glória de Deus. Mesmo assim, Lázaro morreu. Todo o contexto parecia ir contra aquilo que Jesus havia falado.
Os judeus também questionavam: se Ele abriu os olhos dos cegos e curou enfermos, por que não impediu a morte daquele a quem amava?
Mas havia um propósito. Jesus disse que não esteve ali antes para que cressem. O milagre revelaria que Ele é o Senhor da vida.
O Senhor nunca chega atrasado
Marta reconhecia Jesus como Senhor, Mestre e Rabi, mas sua fala também revelava dúvida quanto ao poder de Deus naquele momento. Para ela, se Jesus tivesse chegado antes, havia solução; mas agora, com Lázaro morto, parecia não haver mais esperança.
Ela ainda não compreendia que Jesus não apenas tinha poder para realizar uma ressurreição. Ele mesmo é a ressurreição e a vida.
"Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá."
A mensagem destacou que o poder de Deus nunca chega atrasado. Ele chega na hora certa. A dificuldade está em compreender o propósito quando estamos vivendo o problema.
A fé como dom de Deus
A igreja foi chamada a tomar uma posição diante do projeto de salvação. A fé foi apresentada como um benefício, uma bênção e um presente de Deus. Por meio dela, o homem pode crer no invisível, no impossível e viver o mistério da salvação.
A fé leva o homem a estar aos pés do Senhor Jesus e a viver os benefícios da presença Dele. A mensagem lembrou a expressão Emanuel, Deus conosco, mostrando que o Senhor está presente em todos os momentos, inclusive nas aflições.
A igreja, posicionada no corpo de Cristo, vive esse mistério pela fé, pelos dons espirituais, ouvindo a voz do Senhor e obedecendo. O Senhor fala, a igreja obedece. A igreja consulta ao Senhor, toma conselho do Senhor e escolhe diariamente a presença do Senhor Jesus.
O evangelho é anúncio de vida
O evangelho foi apresentado como proclamação de vida. Por isso Jesus declarou que Lázaro ressuscitaria. As aflições existem, mas têm um propósito. Foi lembrado que muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas.
As lutas fazem a igreja crescer na graça e no conhecimento. Em cada aflição, ouvindo a voz do Senhor, a igreja permanece dentro do mistério do corpo vivo de Cristo, onde o Espírito Santo opera, trazendo fé, esperança, paz, gozo, regeneração e novo nascimento.
A doutrina de salvação é doutrina de vida. O homem se posiciona diante de Deus e passa a viver os benefícios da presença do Senhor.
Marta, Maria e o posicionamento diante da dor
A mensagem ressaltou que Marta era ansiosa e afadigada. Ao saber que Jesus chegava, foi rapidamente ao encontro Dele, sem conseguir descansar no Senhor.
Maria, por sua vez, aguardou ser chamada. Ela sabia se colocar aos pés do Senhor. Não perdeu o controle da situação porque sabia que o controle estava nas mãos de Jesus, o Senhor da vida.
A grande reflexão apresentada foi: qual tem sido a nossa postura diante do Senhor? Temos conhecido Jesus apenas na visão de Marta, limitada pela ansiedade e pela religião, ou na visão de Maria, marcada pela adoração e pela entrega?
Cada um tem o seu Lázaro
A mensagem aplicou a experiência de Lázaro à vida de cada pessoa. Cada um pode ter o seu “Lázaro”: uma situação difícil, uma luta antiga, uma enfermidade, um filho distante, uma prova familiar, um desemprego, uma porta fechada, uma perseguição ou um problema que parece apenas piorar.
Na casa de Marta e Maria, a situação começou com uma enfermidade. Elas mandaram avisar Jesus. Mas, com o passar do tempo, o quadro piorou até chegar à morte. Do mesmo modo, há situações em que a pessoa ora, clama, espera, mas vê o problema se agravar.
Nesses momentos, pode surgir o pensamento de que Deus se esqueceu. Mas a mensagem lembrou a promessa do Senhor:
"Eis que estou convosco todos os dias."
Não apenas em alguns dias, mas todos os dias. Há um Deus presente na hora da angústia. Ele vê a situação, guarda o Seu povo e age na hora certa.
Deus vela pela Sua palavra
Foi lembrado que o Senhor vela pela Sua palavra. Aquela família estava debaixo de uma promessa, pois Jesus havia declarado que aquela enfermidade não era para morte, mas para a glória de Deus.
Mesmo quando, diante dos homens, o problema não tem mais solução, Deus pode permitir que a situação se estenda para manifestar a Sua glória na casa e na família.
Quando o milagre acontece, todos veem a glória de Deus. Aquilo que parecia impossível se torna testemunho. A mudança é tão evidente que muitos reconhecem que somente o poder de Deus poderia realizar tal transformação.
O testemunho da prova e da promessa
A mensagem trouxe também uma experiência pessoal de enfermidade em família. Foi relatada uma situação em que uma criança enfrentou um quadro grave, com infecção se agravando e antibiótico sem fazer efeito. Humanamente, a situação gerava angústia, medo e falta de paz.
Foi destacado que uma coisa é ler sobre a prova; outra coisa é viver o fogo da prova. Quando se está no meio da luta, a limitação humana aparece. Mesmo quem crê sente o peso da aflição.
Mas o Senhor havia dado uma promessa de cura e de alta. No dia indicado, ainda parecia que nada aconteceria. As horas passaram, o médico não apareceu, e a ansiedade aumentou. Mas, no momento certo, veio a confirmação da alta.
O coração se encheu de alegria, porque o mesmo Deus que operou na vida de Lázaro continua operando hoje. O Deus que tinha promessa para Lázaro é o mesmo que cumpre Suas promessas na vida dos Seus servos.
Quando não há mais jeito para o homem
Lázaro estava morto há quatro dias. A mensagem explicou que, naquela época, havia uma opinião no judaísmo de que, após três dias, não havia mais esperança. Por isso Marta disse que ele já cheirava mal. Para ela, não havia mais o que fazer.
Isso mostra como a religiosidade pode limitar a fé. Marta conhecia a doutrina da ressurreição do último dia e reconhecia Jesus como o Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo. Ela sabia muitas coisas, mas ainda limitava o agir de Deus diante daquela situação.
A religião pode ser cheia de limites, mas Deus não tem limites. Ele opera quando quer, onde quer e como quer.
Onde Jesus chega, a morte dá lugar à vida
A ausência de Jesus naquele instante resultou em enfermidade e morte, mas quando Jesus chegou, a realidade mudou. Onde Ele está, não prevalece a morte, mas a vida.
Jesus é o autor da vida. No lugar onde havia morte, Ele trouxe vida. No lugar onde havia tristeza, Ele trouxe alegria. No lugar onde havia caos, Ele trouxe bênção.
Assim como mudou a situação da família de Marta, Maria e Lázaro, o Senhor continua mudando situações hoje. Ele está presente na vida daqueles que creem, abrindo portas, visitando enfermidades e trazendo esperança onde não parecia haver solução.
Se creres, verás a glória de Deus
A mensagem voltou ao ponto central: Jesus sempre fala sobre crer. Ele disse:
"Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá."
E também:
"Se creres, verás a glória de Deus."
Foi lembrada ainda a passagem do pai que pediu ajuda ao Senhor, dizendo que cria, mas precisava de ajuda em sua incredulidade. Essa expressão revela sinceridade diante de Deus.
O Senhor não deseja que o homem venda uma imagem de força ou perfeição. Ele quer sinceridade. O homem pode reconhecer suas falhas, suas limitações e sua necessidade de ajuda.
A fé verdadeira não ignora a dor, mas se apresenta diante de Deus com sinceridade.
A angústia dos quatro dias
A mensagem destacou que, ao ler o texto bíblico, é fácil passar rapidamente pela história. Porém, Marta e Maria viveram quatro dias com Lázaro morto, além de todo o período da enfermidade.
Jesus estava perto, mas não veio no tempo que elas esperavam. A angústia era grande. Talvez se perguntassem por que Jesus não vinha, se havia algo mais importante, se Ele realmente se importava.
Essa angústia também aparece em outros momentos bíblicos, como quando os discípulos estavam no barco em meio à tempestade e perguntaram se o Senhor não se importava que perecessem.
Muitas vezes, a dor dentro de um lar é tão intensa que até o crente pode ter sua fé abalada. Mas a palavra do Senhor permanece:
"Se creres, verás a glória de Deus."
Uma palavra mudou toda a situação
Diante do túmulo, a situação era crítica. Lázaro estava atado com panos, envolvido pela realidade da morte. Mas Jesus deu apenas uma ordem:
"Lázaro, vem para fora."
Com uma palavra, tudo mudou. Lázaro saiu. Aquilo que parecia perdido foi restaurado. A morte foi vencida pela voz do Senhor.
Depois, Jesus ordenou que o desatassem. Lázaro estava vivo. A situação que cheirava mal agora testemunhava o poder de Deus. Para Deus, tudo é possível.
Conclusão da mensagem
A mensagem concluiu mostrando que essa história é um exemplo de fé e esperança em Jesus. Mesmo quando tudo parece perdido e sem solução, é possível confiar no Senhor, porque Ele tem todo poder para trazer vida onde havia morte.
O Senhor não se atrasa. Ele age no tempo certo, segundo o Seu propósito. A dor, a espera e a aflição não anulam a promessa de Deus.
A palavra permanece para todos os que estão vivendo seu próprio “Lázaro”:
"Se creres, verás a glória de Deus."
CULTO DA MADRUGADA
Segunda-feira • 27/04/2026Horário: 06h
Transmissão: Rádio Maanaim (ao vivo) e TV Maanaim (24h)
Participantes
Pastores Daniel Monteiro, Leandro Badke, Pierre Aquino e Ricardo Cassa
Texto Bíblico
“Disse pois Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.”
📖 Culto da Madrugada
Se Creres, Verás a Glória de Deus — Quando Tudo Parece Perdido, Ele Ainda Age