Marchando Mesmo Cercados
A mensagem teve início com a leitura de Êxodo 14:15, quando o Senhor disse a Moisés:
“Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.”
Foi ressaltado que o culto de madrugada é um culto voltado para aqueles que conhecem o meio de graça e sabem que aquele que busca ao Senhor de madrugada o encontra.
Ao olhar para esse texto, foi lembrado que o povo estava saindo do Egito após viver grandes experiências com Deus. O Senhor havia operado maravilhas, livramentos e sinais poderosos.
O povo chegou diante do mar cercado por todos os lados. À frente havia o mar, atrás vinha o Egito perseguindo, e naquele momento surgiu uma pequena murmuração entre o povo.
Entretanto, Moisés tomou uma atitude diferente: ele orou ao Senhor.
Foi destacado que a oração do justo pode muito em seus efeitos e que, ao clamar, Moisés ouviu do Senhor uma ordem clara:
“Moisés, marcha, filho, caminha.”
Foi lembrado que à frente do povo havia uma coluna de nuvem durante o dia e uma coluna de fogo durante a noite, mostrando que o Senhor guiava a caminhada do povo em todo o tempo.
As experiências vividas no Egito
A mensagem recordou que aquele povo havia vivido inúmeras experiências ainda no Egito. Eles viram as pragas, contemplaram o agir de Deus e participaram do culto da Páscoa, quando o Senhor trouxe livramento para os lares.
Da mesma forma, muitas vezes a vida espiritual também passa por momentos semelhantes. Um dia a pessoa saiu do Egito, mas depois se vê cercada por lutas e perseguições.
Aquilo que antes afligia passa novamente a perseguir, tentando fazer voltar atrás.
Mesmo assim, foi enfatizado que existe alguém que clama em favor do povo de Deus. Mesmo quando existem dúvidas, fraquezas e incertezas, o Senhor permanece intercedendo.
A resposta do Senhor para a caminhada é clara:
“A jornada não parou.”
Foi ensinado que não se pode parar diante dos embates e das oposições. Ainda que alguém diga que está cercado por todos os lados, existe um Deus que pode fazer infinitamente mais além daquilo que o homem pensa.
A ordem veio antes da abertura do mar
A mensagem destacou um detalhe importante do texto: Moisés recebeu a ordem para marchar antes mesmo do mar se abrir.
Somente depois o Senhor mandou que Moisés estendesse o cajado sobre o mar.
Foi ensinado que primeiro vem a fé e depois a operação de Deus.
Também foi lembrado que, no fim dos tempos, o Senhor procurará fé na terra.
O povo caminhou em direção ao mar ainda fechado. Cercados, perseguidos e sem possibilidades humanas, continuaram marchando.
O vento que abriu o caminho
Foi explicado que o Senhor enviou um vento sobre o mar.
Não era um vento para destruição, nem para derrubar, mas um vento enviado por Deus para abrir um novo caminho em meio à perseguição, ao medo e à opressão.
Aquele caminho, porém, não foi aberto para todos.
O caminho foi aberto somente para o povo de Deus.
Quem tentou entrar naquele caminho sem pertencer ao povo não permaneceu vivo, porque o caminho se fechou.
Foi dito que, depois que o povo passasse, o caminho se fecharia.
Uma palavra para quem busca ao Senhor
A mensagem declarou que existe uma palavra vinda do Senhor para aqueles que estão buscando ao Senhor no culto de madrugada:
“Marcha. Busca ao Senhor. Caminha.”
Foi incentivado que cada um continue indo ao culto, cumprindo seus votos com o Senhor e colocando o meio de graça em prática.
A orientação foi clara:
“Nós vamos caminhar. Nós vamos seguir em frente.”
Olhando somente para o alvo
Foi descrito o grande mistério daquela travessia: enquanto o povo caminhava, havia muros de água à direita e à esquerda.
À frente existia um caminho aberto e atrás o Egito perseguindo.
Nesse momento foi declarado que não existe mais possibilidade de retroceder. O povo chegaria do outro lado.
A orientação final foi para descansar no Senhor e não desviar nem para a direita nem para a esquerda.
O povo deveria olhar apenas para o alvo que estava à frente.
Foi ensinado que Jesus é o caminho aberto por Deus e que, assim como a arca ia à frente do povo no deserto, o Senhor continua guiando aqueles que o servem.
Também foi lembrado que foi no deserto e ouvindo a voz de Deus que aquele povo viveu grandes experiências.
A mensagem terminou afirmando que o Senhor sustentará o seu povo em toda a caminhada.
O Mar Não Precisava Abrir Primeiro: A Ordem de Deus Era Marchar
A mensagem foi desenvolvida a partir de Êxodo 14:15, texto em que o Senhor fala diretamente com Moisés diante de uma situação humanamente impossível:
“Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.”
Foi destacado que não era uma palavra humana, nem uma opinião de Moisés, mas uma ordem do próprio Senhor. O povo de Israel estava diante do Mar Vermelho, com o exército do Egito atrás, sem ponte, sem barco, sem recurso visível e sem qualquer explicação humana para a saída.
A circunstância era impossível aos olhos humanos. Ainda assim, Deus não queria ver o seu povo parado, dominado pelo medo, pela dúvida ou pela murmuração. A orientação era clara: o povo deveria marchar.
Deus não queria o povo paralisado pelo medo
A mensagem chamou atenção para a postura que Deus não desejava encontrar no seu povo: ficar parado, questionando, duvidando e murmurando diante da dificuldade.
Foram lembradas expressões comuns quando o homem olha para a circunstância com medo: “Será que vai dar certo?”, “Será que é o Senhor que está falando?”, “Mas o mar ainda não abriu”.
O ensino mostrou que, quando o Senhor já falou, quando já houve oração, jejum, consulta, intercessão e direção, chega o momento em que a fé precisa se transformar em obediência prática.
Por isso foi dito que, se o Senhor já deu orientação, a ordem é avançar. Não se trata de agir por impulso, mas de obedecer à direção revelada.
Marchar não é caminhar de qualquer forma
Foi explicado que a palavra “marchar”, no sentido apresentado na mensagem, não se refere a um caminhar qualquer, arrastado ou sem propósito.
Marchar é caminhar como tropa, como exército, com direção, ritmo, unidade e propósito.
A mensagem destacou que marchar é recusar ficar paralisado diante do medo. O povo não deveria esperar primeiro o mar abrir para depois obedecer. O mar se abriria no caminho da obediência.
A ordem não foi: “Esperem o mar abrir”. A ordem foi: “Dize ao povo que marche”.
O milagre veio depois da voz
Um ponto central da mensagem foi que o Mar Vermelho se abriu depois da voz do Senhor e depois da obediência do povo.
O povo ainda via o mar fechado quando recebeu a ordem para avançar. A fé não estava baseada no que os olhos viam, mas na palavra que Deus havia dado.
Foi ressaltado que muitas vezes o servo de Deus espera ver tudo resolvido para então dar o primeiro passo. Porém, no texto, Deus mostra que o primeiro passo deveria ser dado antes da abertura do caminho.
Quando o povo obedeceu, Deus operou. Quando avançou, o mar se abriu.
O povo havia sido tirado do Egito por uma obra de Deus
A mensagem voltou ao contexto do povo no Egito. Israel estava preso, escravizado, sem perspectiva de saída, mas Deus levantou Moisés para transmitir sua orientação e sua direção.
Da mesma forma, foi feita uma aplicação espiritual: um dia o homem também estava preso em delitos e pecados, e o Senhor usou alguém com uma boa mensagem para apontar uma saída.
Por isso, o ensino destacou a importância de valorizar a obra que o Senhor revelou ao coração do homem quando ele estava preso. O Senhor usou essa obra, essa mensagem e esse recurso como benefício de Deus para libertar vidas.
O povo tinha uma sentença de morrer no Egito como escravo, mas Deus levantou uma oportunidade de saída.
A dependência total da voz do Espírito Santo
Foi enfatizado que, em vez de buscar recursos próprios ou se dispersar, o povo foi conduzido pela direção que Deus havia dado a Moisés.
A aplicação feita foi que a igreja tem uma obra do Espírito à sua disposição. Nela, aprende-se a clamar ao Senhor e a depender totalmente da voz do Espírito Santo.
A mensagem reconheceu que muitas vezes o homem se aproxima com sentimento de murmuração, mas o ensino da obra conduz à oração e à dependência da direção do Senhor.
O servo não tem outra dependência. Ele depende da voz do Espírito Santo.
“Dize aos filhos de Israel”
Foi observado que o Senhor falou com Moisés e mandou que ele transmitisse a mensagem aos filhos de Israel.
A mensagem lembrou que Israel significa aquele que luta com Deus e prevalece, e fez uma ligação com a continuidade da jornada. Era como se o Senhor dissesse aos filhos daqueles que lutaram com Ele que continuassem lutando, continuassem a caminhada e prosseguissem.
Depois do vale de Jaboque ainda havia jornada, bênção, festa, glória e mistério. O Senhor não havia mudado no processo.
Assim, a mensagem também não muda. A direção continuava sendo a mesma: caminhar rumo ao propósito de Deus.
O recurso vinha do alto
Foi lembrado que, nos versículos anteriores, o povo não tinha lugar para sair que não fosse subindo. Isso foi aplicado como ensino espiritual: o recurso era Deus.
A vitória vem do alto. A resposta vem da eternidade. Na obra do Espírito, o processo não muda: o povo busca o recurso do Senhor, recebe a resposta da eternidade, ouve a voz e segue.
Foi também citado que Deus mandou Moisés levantar a vara, a mesma vara que já havia sido usada em experiências anteriores. O ensino foi que o mesmo Deus que havia cuidado antes continuaria cuidando no presente.
Um só passo, um só ritmo
A mensagem destacou que o Senhor não mandou o povo caminhar como quisesse, correr desordenadamente ou parar. Ele mandou marchar.
Marchar aponta para unidade, ritmo e direção. Foi dito que, nesta obra, o povo está na velocidade da revelação.
A palavra foi associada também à ideia de levantar acampamento em direção ao impossível. O povo precisava sair da posição onde estava e avançar para aquilo que, humanamente, não fazia sentido.
O mar se abriu; em breve os céus se abrirão
Um dos pontos mais fortes da mensagem foi a ligação entre a abertura do Mar Vermelho e a esperança da igreja na volta de Jesus.
Foi dito que o povo salvo, aqueles que estão em Cristo Jesus, estão olhando para o alvo que é Cristo e marchando rumo à terra prometida.
Jesus ainda não voltou, mas voltará. Assim como o mar se abriu naquele dia, em breve os céus se abrirão.
A igreja entrará pelos portais celestiais com Jesus, e o nome do Senhor será glorificado.
Foi destacado que não cabe ao servo se preocupar em como será o arrebatamento, mas viver em santidade, aguardando de fé em fé.
Assim como o Mar Vermelho se abriu, os céus se abrirão, e a igreja subirá.
A experiência da irmã que não parou
A mensagem trouxe uma experiência de uma irmã que enfrentava uma situação muito difícil na vida profissional.
Ela havia recebido uma palavra do Senhor dizendo que Deus realizaria os seus sonhos. Porém, depois disso, enfrentou anos sem salário, empreendendo em meio a lutas, sociedade conturbada e grande instabilidade.
Em certo momento, veio uma notícia difícil: a sociedade não queria mais continuar e exigiu que ela saísse do imóvel em prazo curto.
Ela chegou à madrugada chorando e buscando uma direção do Senhor. Consultou ao Senhor, recebeu textos, mas inicialmente disse que não havia entendido.
Quando foi lembrada dos textos, entendeu-se que o Senhor estava dizendo que não seria fácil, mas que Ele a honraria.
A palavra prática foi: não pare. Se o Senhor mandou fazer, faça. Deus se encarregaria de tirar, abrir e conduzir.
Depois de anos, aquela irmã prosperou, abriu portas, fez contratos que nunca imaginou e testemunhou que Deus realiza os sonhos.
A experiência foi usada para mostrar que ela usou o meio de graça, recebeu a resposta de Deus e continuou marchando.
O clamor de desespero e o momento de agir
A mensagem explicou que a palavra “clamar”, em Êxodo 14:15, indica um clamor de desespero.
Foi esclarecido que Deus não estava repreendendo a oração. A oração é essencial, fundamental e indispensável.
Mas há momentos em que Deus já deu a direção e espera que o seu povo avance.
Naquele momento, os israelitas precisavam dar o primeiro passo em direção ao mar e mostrar que confiavam em Deus.
A aplicação foi feita para a vida do servo: há tempo de orar, mas também há tempo de obedecer e avançar.
A fé que leva a atitudes espirituais
Foi lembrado que sem fé é impossível agradar a Deus.
A fé foi apresentada como dom que vem da eternidade. O homem não gera essa fé por si mesmo; ela vem de Deus e opera no coração para que o servo tome atitudes espirituais diante do projeto do Senhor.
Deus prepara todas as coisas, mas marchar é uma atitude do homem diante da palavra recebida.
O Senhor mostra isso várias vezes na Palavra.
Gideão foi chamado pelo Senhor e ouviu que deveria ir naquela força. Mesmo fazendo provas com o velo seco e molhado, recebeu a confirmação de que Deus era com ele.
Josué também ouviu do Senhor que não deveria se espantar, pois Deus estava com ele.
Elias, em momento de medo e esgotamento, ouviu a orientação para levantar e caminhar, porque ainda longa era a sua viagem.
Esses exemplos mostraram que há momentos em que o servo precisa crer, confiar e tomar atitude.
Perseverar unanimemente
A mensagem também citou o exemplo da igreja em Atos, que perseverava unanimemente no templo todos os dias.
Foi explicado que unanimemente significa um único ânimo, e quem dá esse ânimo ao povo é o Espírito Santo.
Mesmo quando o servo se sente desanimado, perseguido, enfrentando portas fechadas ou situações difíceis, ele deve confiar naquilo que Deus falou e dar um passo de fé.
O milagre não é operado pelo homem, mas por Deus. Por isso foi lembrado: não a nós, Senhor, mas ao teu nome dá glória.
Se Deus prometeu, Ele é fiel para cumprir. Ele não é homem para que minta.
O paralítico na porta Formosa
Foi lembrada a experiência de Pedro e João na porta Formosa.
Eles disseram ao homem que não tinham prata nem ouro, mas, em nome de Jesus, ordenaram que ele se levantasse e andasse.
A aplicação foi que, se aquele homem permanecesse sentado, sem responder à palavra recebida, continuaria na mesma condição.
Ele teve uma ação de fé.
Também foi mencionado que Paulo, ao ver que certo homem tinha fé para ser curado, percebeu a operação de Deus e a atitude de fé presente naquele coração.
O povo já havia clamado antes
A mensagem voltou ao princípio da libertação, lembrando que o povo já havia clamado ao Senhor quando estava escravizado no Egito.
Deus ouviu o clamor, viu a aflição do seu povo e levantou Moisés para conduzir o livramento.
Por isso, diante do Mar Vermelho, o momento não era mais de permanecer paralisado pelo desespero, mas de seguir pela fé.
O servo clama, Deus ouve, Deus opera e conduz o seu povo para continuar caminhando rumo ao projeto.
Deus nunca manda marchar sem ir à frente
Foi destacado que os israelitas não tinham a menor ideia de como Deus faria para que atravessassem o mar.
Não havia ponte, navio, barco, bote ou recurso material. Eles não tinham resposta humana.
Mas Deus mandou marchar.
O ensino foi que Deus nunca pede ao seu povo que marche sem Ele ir à frente.
A voz que pergunta: “Por que choras?”
A mensagem fez uma ligação com João 20:15, quando Jesus perguntou à mulher: “Por que choras?”
Foi feita uma aproximação entre a voz que disse a Moisés “Por que clamas?” e a voz de Jesus dizendo “Por que choras?”.
Na ressurreição, Jesus mandou dizer aos seus irmãos que subiria para o Pai. Ele foi à frente.
Assim como o Senhor foi adiante, Ele também deixou a palavra: “Vou preparar-vos lugar”.
A aplicação foi que a saída da igreja já foi preparada por Jesus. Ele veio, viveu tudo, venceu e foi primeiro.
Hora de oração e hora de ação
Foi apresentada uma reflexão sobre a palavra oração, destacando a ideia de “hora” e “ação”.
O ensino foi que existe tempo para tudo: tempo de chorar, tempo de glorificar, tempo de orar, tempo de plantar e tempo de colher.
Assim também, existe hora de orar e hora de avançar.
O Senhor estava chamando o povo a sair da paralisação e entrar no movimento da fé.
Nosso lugar não é aqui
Foi ressaltado que o povo de Deus não pertence a este mundo.
Assim como Israel precisava subir do Egito, a igreja também entende que seu lugar não é aqui.
A qualquer momento, o Senhor chamará o seu povo para sair.
A saída está em ouvir a voz do Senhor.
A pergunta feita foi: qual voz o servo está ouvindo hoje?
A voz do Senhor é uma só. Ela não conduz à confusão, mas à obediência e ao avanço.
O impossível é o cenário perfeito para Deus operar
A mensagem destacou que, do ponto de vista humano, a ordem de marchar não fazia sentido.
Mas justamente aquele cenário era perfeito para que o poder de Deus fosse manifestado de forma gloriosa.
Foi feita uma comparação com Jairo. Sua filha estava muito doente, e enquanto Jesus caminhava em direção à casa dele, a situação parecia piorar.
No caminho, houve a experiência da mulher do fluxo de sangue, e isso pareceu atrasar Jesus.
Depois veio a notícia mais difícil: a menina havia morrido.
O problema que já era grave se tornou, aos olhos humanos, impossível.
Mas a palavra de Jesus para Jairo foi para que ele continuasse crendo.
O ensino foi que, muitas vezes, o cenário piora antes da manifestação do poder de Deus, mas o Senhor sempre tem algo maior do que aquilo que pedimos ou pensamos.
Deus não se compreende pela razão humana
A mensagem explicou que não é possível compreender Deus apenas pela razão.
Deus é Espírito, e o homem não o compreende pelo conhecimento humano, mas pela revelação.
Deus tem prazer em se revelar à sua igreja todos os dias.
Foi lembrado que Moisés estava confiante na promessa do Senhor. Ele já havia dito ao povo que não temesse, que estivesse quieto e visse o livramento que Deus faria.
O servo de Deus sabe que, quando o Senhor ordena e direciona, Ele não leva o seu povo por um caminho de morte.
O Mar Vermelho e o sangue de Jesus
A mensagem fez uma aplicação espiritual sobre o Mar Vermelho.
Foi dito que o mar era vermelho, apontando para o sangue de Jesus, que abriu um novo e vivo caminho para a vida do homem.
Esse caminho conduz à eternidade.
O Senhor não libertou o seu povo para que morresse no Egito, nem para que continuasse servindo ao Egito.
Da mesma forma, Jesus abriu um caminho vivo para que a igreja prossiga rumo à eternidade.
À frente do povo havia um caminho aberto pelo milagre. A vida do servo também é um milagre diário, mesmo que ainda não contemple plenamente, pelos olhos naturais, tudo o que Deus preparou.
Não é momento de retroceder
A mensagem destacou que, por mais difícil que seja a situação vivida neste mundo, e por mais que a razão humana tente contrariar as promessas do Senhor, não é momento de retroceder nem de parar.
A revelação foi entregue. A palavra do Senhor foi dada.
O servo precisa confiar, prosseguir e continuar crendo no poder de Deus.
Nenhuma promessa do Senhor deixa de se cumprir.
Jesus abriu um caminho para que o homem passe por ele
Foi lembrado que Jesus inaugurou um novo e vivo caminho através do seu sacrifício perfeito na cruz.
O homem havia se separado de Deus, pois todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus.
Mas o Senhor Jesus abriu esse caminho para que o homem pudesse trilhar rumo à eternidade.
Foi feita uma pergunta simples e profunda: alguém abre um caminho para que ninguém passe por ele?
Jesus não abriu o caminho para que o servo ficasse parado. Ele abriu o caminho para que o seu povo prossiga.
O alvo é Jerusalém celestial. O povo vai para o outro lado. O Egito não é o seu lugar. O céu é o seu destino.
Deus abre porta onde não há parede
Foi mencionada a frase: “Deus abre porta onde não tem parede”.
Essa expressão reforçou que Deus abre caminhos onde humanamente não existe saída.
O caminho pelo Mar Vermelho era novo. Ninguém havia passado por ali antes.
Da mesma forma, quando Jesus se revela como Salvador, o homem encontra novidade de vida. As coisas velhas ficam para trás, e o Egito fica para trás.
O clamor já havia chegado ao Senhor
Foi lido o texto de Êxodo 3, onde o Senhor diz que viu atentamente a aflição do seu povo no Egito e ouviu o seu clamor por causa dos seus exatores.
Deus disse que desceu para livrá-lo da mão dos egípcios e fazê-lo subir daquela terra para uma terra boa, que mana leite e mel.
O clamor dos filhos de Israel já havia chegado ao Senhor.
Por isso, no momento de Êxodo 14, Deus já havia iniciado o processo de livramento. Agora era hora de marchar rumo à promessa.
Naamã e a simplicidade da obediência
A mensagem também lembrou Naamã, que recebeu a orientação do profeta Eliseu para lavar-se sete vezes no Jordão.
Foi destacado que, se a orientação era sete vezes, não bastava parar na terceira.
A bênção estava ligada à obediência completa.
O problema de Naamã não era a dificuldade da orientação, mas a simplicidade dela. Era tão simples que ele quase não aceitou.
Assim foi mostrado que Deus muitas vezes opera no simples.
Quando Deus manda, o servo obedece
No encerramento, foi aplicada a mensagem à vida prática.
Às vezes o servo está diante de um problema, ora, pede oração ao pastor, procura o grupo de intercessão e busca direção.
Então o Senhor dá uma orientação simples: participar da madrugada, fazer um período de jejum, obedecer a uma direção específica.
O homem pode questionar: “Mas será que é só isso?”, “Será que vai dar certo?”, “Será que não deveria ser algo mais difícil?”
Mas a mensagem mostrou que o problema muitas vezes está no “será”.
Se o Senhor mandou, a direção é obedecer.
A obediência precede a bênção
Foi lembrado o ensino de que a obediência precede a bênção.
Quando o Senhor revela, o servo obedece, e Deus opera.
O Senhor trabalha de maneira simples, mas poderosa.
Foi citado o exemplo da salvação: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa”.
O homem não precisa inventar caminhos difíceis. Precisa crer e obedecer.
A conclusão da mensagem foi que, se o servo crer, verá a glória de Deus.
Assim como Israel diante do Mar Vermelho, a igreja do Senhor é chamada a não parar, não retroceder e não se deixar dominar pelo medo.
A palavra permanece viva:
“Dize ao povo que marche.”
O mar se abriu para Israel, e em breve os céus se abrirão para a igreja fiel.