Vivemos dias em que tudo parece correr em velocidade acelerada. As preocupações aumentam, os compromissos se multiplicam e a vida espiritual corre o risco de ser colocada em segundo plano. No entanto, em meio ao barulho deste mundo, uma voz continua ecoando com a mesma autoridade de dois mil anos atrás:

“Ficai aqui e velai comigo.”
Por Que Jesus Ainda Está Dizendo Velai Comigo Nesta Última Hora?

Essas palavras foram pronunciadas pelo Senhor Jesus no Jardim do Getsêmani, poucas horas antes da Sua crucificação. Contudo, elas não pertencem apenas àquele momento histórico. São palavras proféticas que atravessam os séculos e chegam até a Igreja fiel nesta última hora.

O convite feito a Pedro, Tiago e João continua sendo feito hoje. É um chamado para aqueles que desejam mais intimidade com Deus, mais comunhão com o Espírito Santo e uma experiência mais profunda com a revelação da Sua Palavra.

A vida de oração nunca foi apenas uma disciplina cristã. Ela sempre foi um dos maiores segredos espirituais dos servos de Deus. Foi através dela que homens e mulheres venceram batalhas, suportaram provas, receberam direção e permaneceram fiéis em tempos difíceis.

O Senhor continua chamando Seu povo para o mesmo lugar: o lugar da oração.

O Chamado Para Ir Mais Adiante

Quando Jesus entrou no Getsêmani, Ele não levou todos os discípulos para o mesmo lugar. Houve aqueles que permaneceram mais distantes. Houve aqueles que acompanharam parte do caminho. Mas houve três discípulos que receberam um convite especial para seguir mais adiante.

Pedro, Tiago e João foram chamados para uma experiência mais profunda.

Isso nos ensina algo muito importante. Deus chama todos para a salvação, mas aqueles que desejam maior intimidade precisam aceitar o convite para avançar.

O Senhor continua convidando servos para caminhar mais perto Dele.

Mais perto da Sua vontade.

Mais perto da Sua revelação.

Mais perto da Sua presença.

Mais perto do Seu propósito.

Não se trata de posição, título ou capacidade humana. Trata-se de disposição espiritual.

Há um convite sendo feito aos corações que desejam viver uma experiência mais profunda com Deus.

É o mesmo convite feito no Getsêmani:

“Velai comigo.”

O Perigo do Conformismo e do Comodismo

Ao longo da história, muitos começaram bem sua caminhada espiritual, mas acabaram permitindo que certas influências enfraquecessem sua comunhão com Deus.

Dois perigos continuam ameaçando a vida espiritual dos servos do Senhor.

O primeiro deles é o conformismo.

O conformismo faz com que o homem aceite os padrões do mundo sem perceber. Aos poucos ele deixa de vigiar, deixa de buscar e passa a considerar normais coisas que antes o incomodavam espiritualmente.

O segundo perigo é o comodismo.

O comodismo produz uma falsa sensação de segurança. A pessoa acredita que já sabe o suficiente, já fez o suficiente e já não precisa buscar ao Senhor com intensidade.

Mas a vida espiritual não sobrevive de experiências passadas.

O alimento de ontem não sustenta para sempre.

A bênção de ontem não substitui a comunhão de hoje.

Por isso a oração continua sendo indispensável.

Ela mantém o servo sensível à voz do Espírito Santo.

Ela preserva a dependência do Senhor.

Ela impede que o coração se acomode.

Ela mantém acesa a chama da vigilância espiritual.

O Grande Recurso Entregue à Igreja

Enquanto o mundo procura soluções em recursos humanos, estratégias e novidades, Deus continua oferecendo à Sua Igreja aquilo que sempre sustentou Seus servos ao longo dos séculos: a oração.

Não existe substituto para uma vida de oração.

Não existe tecnologia capaz de ocupar o lugar da comunhão com Deus.

Não existe conhecimento teológico capaz de substituir uma experiência verdadeira na presença do Senhor.

A oração é o lugar onde o homem reconhece sua dependência.

É o lugar onde a alma encontra descanso.

É o lugar onde a direção de Deus se torna clara.

É o lugar onde as lágrimas encontram consolo.

É o lugar onde o Espírito Santo fortalece os cansados.

Por isso o Senhor continua ensinando Sua Igreja que a oração não é um peso, mas uma bênção.

Não é uma obrigação religiosa.

É um privilégio concedido aos servos de Deus.

É um mistério espiritual que o Senhor deseja revelar cada vez mais aos que O buscam.

O Momento Profético Que Estamos Vivendo

O momento vivido por Jesus no Getsêmani era extremamente profético.

Ele estava prestes a enfrentar a cruz.

O plano da redenção estava se aproximando do seu momento decisivo.

Era uma hora séria.

Era uma hora de vigilância.

Era uma hora de oração.

Da mesma forma, a Igreja vive hoje um momento profético.

Os acontecimentos do mundo apontam para o cumprimento das Escrituras.

Os sinais anunciados pela Palavra estão diante dos nossos olhos.

Vivemos dias em que a volta do Senhor se aproxima cada vez mais.

Por isso o chamado continua sendo o mesmo:

“Velai e orai.”

Não é tempo de distração espiritual.

Não é tempo de acomodação.

Não é tempo de sonolência espiritual.

É tempo de manter a candeia acesa.

É tempo de buscar mais ao Senhor.

É tempo de vigiar.

É tempo de orar.

Porque aqueles que permanecem em oração permanecem sensíveis à voz do Espírito Santo e preparados para os acontecimentos proféticos desta última hora.

A Oração no Corpo: O Segredo Que Muitos Ainda Não Compreenderam

Existe um detalhe muito importante no convite feito por Jesus no Getsêmani. O Senhor não disse apenas "velai". Ele disse:

"Velai comigo."

Essa expressão revela um dos maiores segredos espirituais da vida cristã: ninguém foi chamado para caminhar sozinho.

Desde o princípio, o projeto de Deus para a Sua Igreja sempre foi um projeto coletivo. O Senhor não formou indivíduos isolados. Ele formou um Corpo.

Por isso a oração ensinada por Jesus começa com as palavras:

"Pai nosso..."

Não é "Pai meu".

Não é uma experiência individualista.

Não é um evangelho centrado apenas nos próprios interesses.

É a compreensão de que fazemos parte de algo muito maior do que nós mesmos.

Quando oramos, não estamos apenas apresentando nossas necessidades pessoais. Estamos participando de uma operação espiritual que alcança todo o Corpo de Cristo.

É por isso que o Senhor continua ensinando Sua Igreja a vigiar uns pelos outros, interceder uns pelos outros e carregar os fardos uns dos outros.

Quem entende o Corpo compreende que sua oração possui um alcance muito maior do que imagina.

Uma oração sincera pode fortalecer um irmão distante.

Pode sustentar alguém em meio à prova.

Pode alcançar uma família.

Pode gerar livramentos.

Pode transmitir vida.

Por isso a vida de oração nunca é uma atividade isolada. Ela é uma expressão do amor de Deus operando dentro do Corpo.

Getsêmani: A Escola da Dependência

O Getsêmani significa "prensa de azeite".

O nome não é por acaso.

Ali Jesus enfrentou uma das maiores pressões de Sua trajetória terrena.

O peso da cruz se aproximava.

O sofrimento estava diante Dele.

A rejeição, a dor e o sacrifício estavam próximos.

Foi naquele cenário que Jesus pronunciou uma das orações mais profundas registradas nas Escrituras:

"Meu Pai, se possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres."

Nessas palavras encontramos um dos maiores ensinos sobre a verdadeira oração.

Jesus não negou Sua aflição.

Não fingiu que não estava sofrendo.

Não escondeu Sua dor diante do Pai.

Mas submeteu completamente Sua vontade ao projeto eterno de Deus.

Aqui está um dos maiores desafios da vida espiritual.

Muitas vezes desejamos que Deus realize exatamente aquilo que planejamos.

Queremos que o Senhor siga nossos caminhos.

Queremos que Ele confirme nossos desejos.

Queremos que Ele elimine rapidamente nossas dificuldades.

Mas a oração verdadeira não busca convencer Deus a fazer nossa vontade.

A oração verdadeira busca alinhar nosso coração à vontade do Senhor.

Quando a Vontade de Deus Parece Difícil

Falar sobre submissão à vontade de Deus é relativamente fácil.

Vivê-la é outra realidade.

Todos gostam das promessas.

Todos gostam das vitórias.

Todos gostam dos milagres.

Mas nem sempre gostamos dos processos que Deus utiliza para nos conduzir até eles.

Muitas vezes o projeto do Senhor inclui provas.

Inclui lutas.

Inclui espera.

Inclui renúncias.

Inclui momentos de aparente silêncio.

É justamente nesses momentos que a oração se torna indispensável.

Porque é na presença do Senhor que recebemos forças para continuar.

É ali que aprendemos a confiar mesmo quando não entendemos.

É ali que descobrimos que a vontade de Deus continua sendo perfeita, mesmo quando ela não corresponde às nossas expectativas.

A verdadeira obediência nasce quando o coração aprende a dizer:

"Senhor, eu não compreendo tudo, mas confio em Ti."

Esse foi o caminho percorrido pelos servos de Deus ao longo das Escrituras.

Foi o caminho de Abraão.

Foi o caminho de José.

Foi o caminho de Davi.

Foi o caminho de Paulo.

E foi o caminho perfeito percorrido pelo próprio Senhor Jesus.

A Oração Que Está Dentro do Projeto de Deus

Um dos ensinos mais profundos da Palavra é que existe diferença entre pedir e pedir segundo a vontade do Senhor.

Muitas vezes apresentamos nossos desejos sem considerar se eles cooperam com o propósito de Deus para nossa vida.

Por isso a pergunta mais importante não é:

"O que eu quero?"

Mas:

"O que Deus deseja realizar através desta situação?"

Quando a oração está alinhada ao projeto do Pai, ela produz vida.

Ela produz crescimento espiritual.

Ela produz amadurecimento.

Ela produz transformação.

Mesmo quando a resposta não vem da forma esperada.

Jesus ensinou que o Reino deve ocupar o primeiro lugar.

"Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."

Quando o Reino ocupa o centro da nossa vida, todas as demais áreas encontram equilíbrio.

Mas quando as preocupações terrenas assumem o controle, a ansiedade começa a dominar o coração.

E é exatamente sobre isso que a Palavra nos alerta.

O Senhor não deseja que Seus servos sejam governados pela ansiedade.

Ele deseja que aprendam a descansar Nele.

Que lancem sobre Ele suas preocupações.

Que confiem no Seu cuidado.

Que esperem no Seu tempo.

Que permaneçam firmes mesmo quando a resposta ainda não chegou.

Porque aquele que está no controle continua sendo o Senhor.

Os Discípulos Dormiram: Um Alerta Para a Igreja Desta Última Hora

Enquanto Jesus travava a maior batalha espiritual de Sua caminhada terrena, os discípulos dormiam.

O contraste é impressionante.

De um lado, o Senhor em oração intensa.

Do outro, homens sinceros, mas incapazes de permanecer vigilantes.

Quando Jesus retornou, encontrou Pedro, Tiago e João adormecidos.

Não era apenas um cansaço físico.

Aquele episódio tornou-se um símbolo espiritual para todas as gerações.

Há um sono espiritual que pode atingir até mesmo aqueles que caminham próximos do Senhor.

É o sono da distração.

É o sono da acomodação.

É o sono provocado pelo excesso de preocupações desta vida.

É o sono de quem perde a sensibilidade para discernir o momento profético que está vivendo.

Por isso a Palavra traz inúmeros alertas sobre a necessidade da vigilância.

O Espírito Santo nunca falou tanto à Igreja sobre preparo quanto fala nestes dias.

Vivemos uma hora que precisa ser discernida.

Não é tempo para distrações espirituais.

Não é tempo para relaxamento na caminhada com Deus.

Não é tempo para permitir que a chama da comunhão se enfraqueça.

É tempo de vigiar.

É tempo de permanecer acordado espiritualmente.

É tempo de manter a candeia acesa.

Porque a trombeta tocará.

E somente aqueles que estiverem preparados ouvirão a voz do Noivo.

Quando a Luz se Apaga, o Sono Chega

Existe um princípio espiritual muito importante revelado neste episódio.

Sem revelação, o homem adormece.

Sem comunhão, perde o discernimento.

Sem oração, perde a sensibilidade.

Sem vigilância, torna-se vulnerável.

A oração é uma das maiores fontes de renovação espiritual.

Quando o servo busca ao Senhor, a luz da revelação volta a brilhar.

O Espírito Santo fala.

Consola.

Orienta.

Corrige.

Fortalece.

Mostra o caminho.

Renova a esperança.

Por isso a vida de oração nunca produz escuridão espiritual.

Pelo contrário.

Ela mantém a lâmpada acesa dentro do coração.

Ela preserva o discernimento necessário para enfrentar os desafios desta última hora.

O maior perigo não é apenas enfrentar lutas.

O maior perigo é enfrentar as lutas sem comunhão com Deus.

O Consolo Que Desce do Céu

O evangelho de Lucas registra um detalhe precioso que revela a profundidade da experiência de Jesus no Getsêmani.

Enquanto Ele orava, um anjo foi enviado para fortalecê-Lo.

Que experiência extraordinária.

O Pai não retirou imediatamente o cálice.

Não cancelou a cruz.

Não interrompeu o sofrimento que viria.

Mas enviou consolo.

Enviou fortalecimento.

Enviou refrigério.

Essa continua sendo uma das maiores experiências daqueles que vivem uma vida de oração.

Muitas vezes entramos na presença de Deus desejando uma mudança imediata na situação.

Mas saímos com algo ainda mais precioso.

Saímos fortalecidos.

Saímos renovados.

Saímos consolados.

Saímos com a certeza de que Deus continua no controle.

Nem sempre a oração muda imediatamente as circunstâncias.

Mas ela sempre muda quem está orando.

E quando o coração é transformado pela presença do Senhor, as lutas passam a ser enfrentadas de maneira diferente.

Foi assim com Paulo.

Foi assim com inúmeros servos ao longo da história.

E continua sendo assim hoje.

"A minha graça te basta."

Essa continua sendo uma das maiores respostas que Deus concede aos Seus servos.

O Que Realmente Estamos Precisando?

Muitas vezes nossos pedidos estão concentrados em questões materiais.

Emprego.

Recursos financeiros.

Projetos pessoais.

Conquistas profissionais.

Bênçãos familiares.

Todas essas necessidades são legítimas.

O Senhor conhece cada uma delas.

Mas existe uma necessidade ainda maior.

A necessidade do conforto do Espírito Santo.

O homem pode possuir muitos recursos e ainda viver vazio.

Pode conquistar muitas coisas e continuar sem paz.

Pode alcançar objetivos terrenos e permanecer distante de Deus.

Por isso a maior necessidade da Igreja continua sendo a presença do Espírito Santo.

É ela que sustenta.

É ela que fortalece.

É ela que consola.

É ela que conduz o servo até o fim da caminhada.

Quando o Espírito Santo opera no coração, as prioridades são reorganizadas.

Os valores são ajustados.

A fé é fortalecida.

E o propósito de Deus volta a ocupar o centro da vida.

Orar em Nosso Nome ou em Nome de Jesus?

Existe um ensino profundo escondido nas experiências de oração vividas pelos servos de Deus ao longo das Escrituras.

Muitas vezes o homem se aproxima do Senhor apresentando seus próprios méritos.

Ele pensa:

"Tenho sido fiel."

"Tenho buscado ao Senhor."

"Tenho obedecido."

"Tenho feito minha parte."

E, sem perceber, passa a acreditar que Deus lhe deve uma resposta por causa do seu desempenho espiritual.

Mas esse pensamento está distante do verdadeiro entendimento da graça.

A resposta das nossas orações nunca esteve baseada nos nossos méritos.

Se dependesse do merecimento humano, ninguém seria atendido.

Ninguém seria salvo.

Ninguém receberia misericórdia.

Ninguém permaneceria de pé.

O acesso que temos à presença de Deus existe por causa de Jesus.

É por isso que a oração genuína nasce da dependência e da humildade.

Ela reconhece:

"Senhor, eu nada mereço, mas confio no Teu amor, na Tua graça e na obra perfeita realizada por Jesus."

O servo maduro não negocia com Deus.

Não apresenta currículos espirituais.

Não exige respostas.

Ele simplesmente se lança aos pés do Senhor e confia.

Essa foi a postura ensinada por Jesus.

Essa foi a postura dos homens que viveram grandes experiências com Deus.

Quanto mais próximo do Senhor alguém está, maior se torna sua consciência de dependência.

A Oração Dentro do Projeto do Pai

Quando observamos as Escrituras, percebemos que os grandes servos de Deus sempre oravam alinhados ao propósito que o Senhor havia estabelecido para suas vidas.

Abraão buscava o cumprimento da promessa.

Jacó clamava pela bênção.

Davi buscava direção para cumprir seu chamado.

Paulo orava para realizar a missão que recebera do Senhor.

Todos enfrentaram lutas.

Todos enfrentaram provas.

Todos passaram por momentos difíceis.

Mas havia algo em comum entre eles:

Eles sabiam que suas vidas pertenciam ao projeto de Deus.

O maior exemplo disso foi o próprio Senhor Jesus.

Toda Sua vida estava direcionada para cumprir a vontade do Pai.

Seus milagres.

Suas palavras.

Seus passos.

Sua oração.

Tudo apontava para o propósito eterno da redenção.

Por isso Sua oração no Getsêmani continua sendo uma das maiores lições espirituais da Bíblia.

"Não seja feita a minha vontade, mas a Tua."

Quando essa verdade se estabelece no coração, a vida espiritual alcança um novo nível de maturidade.

O servo deixa de viver apenas para realizar seus próprios planos.

E passa a desejar aquilo que Deus deseja para ele.

Os Efeitos Poderosos da Oração

Muitas pessoas enxergam a oração apenas como um momento de conversa com Deus.

Mas a Palavra mostra que a oração produz efeitos reais.

Efeitos espirituais.

Efeitos emocionais.

Efeitos eternos.

Algumas respostas acontecem imediatamente.

Outras exigem espera.

Mas nenhuma oração sincera se perde diante do Senhor.

A Igreja orou por Pedro.

E Deus operou de forma extraordinária.

Ana chorou diante do Senhor por um longo período.

E no tempo determinado nasceu Samuel.

Jó orou por seus amigos.

E o Senhor transformou completamente sua história.

Cada experiência demonstra uma verdade poderosa:

"A oração do justo pode muito em seus efeitos."

O problema é que muitas vezes queremos controlar o tempo da resposta.

Queremos que Deus atenda imediatamente.

Queremos que tudo aconteça segundo nossos prazos.

Mas Deus continua trabalhando segundo Sua perfeita sabedoria.

Quando a resposta demora, Ele continua operando.

Quando não entendemos o processo, Ele continua trabalhando.

Quando não enxergamos saída, Ele continua cuidando.

Por isso a oração nunca é inútil.

Ela sempre produz resultados.

Ainda que alguns deles só sejam compreendidos mais tarde.

Não Existe Oração Sem Resposta

Uma das maiores mentiras que o adversário tenta plantar no coração dos servos de Deus é a ideia de que suas orações não estão sendo ouvidas.

Mas a Palavra nos mostra exatamente o contrário.

O Senhor ouve.

O Senhor vê.

O Senhor conhece.

O Senhor responde.

Talvez não da forma esperada.

Talvez não no tempo desejado.

Talvez não pelo caminho imaginado.

Mas Ele responde.

Porque a oração faz parte do relacionamento entre o Pai e Seus filhos.

O silêncio momentâneo nunca significa abandono.

Muitas vezes significa preparação.

Outras vezes significa amadurecimento.

Em alguns momentos significa proteção.

E em muitos casos significa que Deus está preparando algo maior do que aquilo que conseguimos enxergar.

Por isso aqueles que possuem uma vida de oração aprendem a descansar.

Aprendem a esperar.

Aprendem a confiar.

Aprendem a permanecer firmes mesmo quando não possuem todas as respostas.

Porque sabem que existe um Deus que continua trabalhando em favor dos que Nele esperam.

"Nem Uma Hora Pudeste Velar Comigo?"

Entre todas as palavras pronunciadas por Jesus no Getsêmani, existe uma pergunta que continua ecoando através dos séculos e alcançando o coração da Igreja nesta geração.

"Então nem uma hora pudeste velar comigo?"

À primeira vista, essa pergunta parece dirigida apenas aos discípulos que haviam adormecido.

Mas quando observamos o contexto profético da passagem, percebemos que ela ultrapassa aquele momento específico.

Ela alcança todos aqueles que receberam o convite do Senhor para caminhar com Ele.

A expressão "uma hora" não fala apenas de sessenta minutos.

Ela aponta para um tempo determinado por Deus.

Aponta para um momento profético.

Aponta para uma geração que vive os acontecimentos finais do plano divino.

Hoje, mais do que nunca, a Igreja vive essa hora.

Uma hora marcada por grandes desafios.

Uma hora marcada por distrações.

Uma hora marcada por pressões espirituais.

Uma hora marcada pelo enfraquecimento da fé em muitos lugares.

Mas também uma hora marcada pela poderosa operação do Espírito Santo no meio do povo fiel.

O Senhor continua procurando servos dispostos a permanecer vigilantes.

Servos que não abandonem a comunhão.

Servos que não troquem a revelação pela rotina.

Servos que não troquem a dependência pela autossuficiência.

Servos que entendam a importância da oração nesta última hora.

O Maior Exemplo de Amor Já Demonstrado

Existe algo extraordinário no episódio do Getsêmani.

Jesus orou.

Jesus chorou.

Jesus sofreu.

Jesus se entregou completamente à vontade do Pai.

Mas a resposta daquela oração não veio da forma que naturalmente esperaríamos.

O cálice não foi retirado.

A cruz não foi cancelada.

O sofrimento não foi interrompido.

O caminho continuou.

E justamente por isso hoje existe salvação para a humanidade.

A oração que aparentemente não trouxe livramento para Ele trouxe vida eterna para nós.

Ali vemos a maior demonstração de amor da história.

O Filho entregando-Se voluntariamente para cumprir o projeto eterno da redenção.

Cada lágrima derramada no Getsêmani apontava para a cruz.

Cada momento de angústia apontava para a salvação.

Cada passo naquela direção apontava para o resgate do homem perdido.

Por isso a vida de oração sempre estará ligada ao amor.

Porque a oração aproxima o homem daquele que primeiro o amou.

O Convite Continua Aberto

O Senhor continua chamando Seu povo.

Ele continua convidando servos para caminhar mais adiante.

Continua convidando para uma experiência mais profunda.

Continua convidando para uma vida de comunhão.

Continua convidando para uma vida de vigilância.

Continua convidando para uma vida de oração.

Talvez existam lutas.

Talvez existam provas.

Talvez existam dificuldades que pareçam grandes demais.

Mas o Espírito Santo continua realizando a mesma obra que realizou no Getsêmani.

Ele continua consolando.

Continua fortalecendo.

Continua renovando.

Continua sustentando aqueles que colocam sua confiança no Senhor.

A oração continua sendo o lugar onde os pensamentos são organizados.

Onde a fé é renovada.

Onde a esperança é restaurada.

Onde o coração encontra descanso.

Onde o servo recebe forças para continuar sua caminhada.

Aplicações Práticas Para Nossa Vida

O ensino do Getsêmani não deve permanecer apenas como uma bela reflexão bíblica.

Ele precisa produzir transformação prática em nossa vida espiritual.

Isso significa:

  • Separar diariamente um tempo para oração.
  • Buscar a vontade de Deus acima dos desejos pessoais.
  • Aprender a lançar sobre o Senhor toda ansiedade.
  • Interceder pelos irmãos e pela Igreja.
  • Manter vigilância espiritual diante das distrações do mundo.
  • Valorizar a comunhão com o Espírito Santo.
  • Permanecer firme mesmo quando as respostas demorarem.
  • Confiar que Deus continua trabalhando em todas as situações.

A vida de oração não elimina todas as lutas.

Mas transforma completamente a forma como enfrentamos cada uma delas.

Ela nos aproxima do Senhor.

Nos fortalece.

Nos prepara.

E nos mantém vigilantes para a gloriosa volta de Jesus.

Conclusão

O Getsêmani continua falando.

A voz do Senhor continua ecoando.

O convite continua sendo feito.

"Velai comigo."

Não é um convite para alguns poucos privilegiados.

É um chamado para todos aqueles que desejam viver uma comunhão verdadeira com Deus.

Nesta última hora, enquanto tantos se distraem, o Espírito Santo continua convocando a Igreja fiel para permanecer acordada espiritualmente.

Mais do que nunca, precisamos compreender que a oração não é apenas uma prática cristã.

Ela é vida.

Ela é comunhão.

Ela é fortalecimento.

Ela é consolo.

Ela é preparação para a eternidade.

Que possamos ouvir o chamado do Senhor, responder ao Seu convite e permanecer vigilantes até o dia em que ouviremos a última trombeta e veremos cumprir-se a maior promessa de todas: a volta gloriosa de Jesus para buscar a Sua Igreja.

"Velai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca."

Que a Palavra do Senhor conforte os nossos corações e renove em nós o compromisso de viver uma verdadeira vida de oração.