A mensagem, baseada em Neemias 4:20, ensina que Deus chama cada servo a participar da reconstrução da comunhão, da adoração e da vida espiritual. Assim como Neemias foi capacitado para enfrentar ruínas e oposições, a Igreja deve ouvir a voz do Espírito Santo, abandonar o isolamento, unir-se como corpo e confiar que o Senhor pelejará por seu povo.
Ao som da trombeta, o povo deve se reunir
A mensagem tem como texto central uma palavra de ânimo, fé e encorajamento encontrada no livro de Neemias:
Texto bíblico central:
“No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós.”
Referência: Neemias 4:20
Essa palavra foi apresentada como uma orientação maravilhosa para todos aqueles que foram chamados a realizar a obra de Deus, que é a obra conduzida pelo Espírito Santo. Ela mostra que, diante das dificuldades e das oposições, o povo não deveria permanecer disperso. Ao ouvir o som da buzina, todos deveriam se reunir, porque Deus pelejaria por eles.
O som da buzina não era apenas um sinal de alerta. Era também uma convocação para a unidade. Quando o povo escutasse aquele som, deveria deixar o lugar onde estava e se ajuntar aos demais. A vitória não seria alcançada pelo esforço isolado de uma pessoa, mas pela reunião do povo de Deus em torno da orientação recebida.
Neemias: um homem simples chamado para reconstruir
Neemias era copeiro e servia na corte do rei Artaxerxes. Humanamente, não era um construtor, engenheiro ou especialista em segurança. Entretanto, quando tomou conhecimento da situação de Jerusalém, seu coração se entristeceu profundamente.
Ele não permaneceu indiferente diante da destruição. Neemias orou, jejuou e buscou ao Senhor. Sua reação diante das ruínas revelou que havia dentro dele um sentimento verdadeiro pela obra de Deus.
Foi nesse processo de oração, jejum e busca que o Senhor começou a usar aquele homem simples para uma missão muito maior do que sua função na corte. Deus o levantou para participar da reconstrução de Jerusalém.
Jerusalém foi apresentada na mensagem como um lugar de adoração e de comunhão do povo com Deus. Por isso, a sua condição de ruína não representava apenas muros derrubados ou portas destruídas. Aquela situação também apontava para algo que precisava ser restaurado na adoração, na comunhão e na relação do povo com o Senhor.
Deus deseja usar cada servo onde ele está
Assim como Neemias foi usado no passado, Deus continua procurando pessoas dispostas a serem usadas no presente. Cada servo pode ser chamado e capacitado exatamente no lugar em que se encontra dentro da obra do Espírito Santo.
Ninguém deve pensar que sua posição é pequena demais ou que sua função o impede de participar daquilo que Deus deseja realizar. Neemias era um copeiro, mas foi chamado para uma obra de reconstrução. Sua capacitação não veio de uma formação humana anterior, mas do propósito de Deus para sua vida.
A palavra declara que, no lugar onde o som da trombeta ou da buzina fosse ouvido, o povo deveria se reunir. Na aplicação espiritual apresentada, esse som representa a voz do Espírito Santo sendo ouvida pela Igreja.
Neemias foi o servo usado por Deus em seu tempo. Da mesma forma, cada crente é chamado a compreender que pode ser um “Neemias de Deus” nos dias atuais, alguém que percebe as ruínas, sente a necessidade da obra e se dispõe a reconstruir.
O chamado para reconstruir aquilo que foi rompido
Existem situações de ruptura que podem surgir na vida espiritual, na família, na comunhão entre os irmãos e dentro da própria igreja. Podem existir portas fendidas, muros quebrados e áreas que deixaram de funcionar como deveriam.
Diante dessas situações, o servo de Deus precisa ter o mesmo sentimento e o mesmo espírito demonstrados por Neemias. Não deve apenas contemplar a destruição ou lamentar aquilo que foi perdido. É necessário assumir uma posição de reconstrução.
A mensagem apresentou várias áreas que precisam ser reconstruídas:
- A comunhão com Deus;
- A ligação espiritual com o Senhor;
- O templo e a vida de adoração;
- As portas que foram danificadas;
- Os limites representados pelo muro;
- A comunhão entre os irmãos;
- O altar de adoração;
- As áreas da vida que sofreram rupturas.
Os limites do muro possuíam uma finalidade importante. Aquilo que não pertencia à obra deveria permanecer do lado de fora. Em contrapartida, tudo aquilo que vinha de Deus, de sua vontade e de sua graça deveria permanecer dentro dos corações e das igrejas.
Reconstruir os muros, portanto, também significa restabelecer limites espirituais. É necessário impedir que aquilo que não pertence à vontade de Deus ocupe espaço dentro do coração. Ao mesmo tempo, é preciso preservar tudo o que procede da graça, da vontade e da obra do Senhor.
Quando algo não está funcionando
Quando alguma coisa não está funcionando como deveria, a orientação apresentada é clara: o servo deve orar, jejuar e buscar ao Senhor.
A reação não deve ser simplesmente declarar: “Eu não sou o responsável por isso.” Mesmo que alguém não possua oficialmente determinada responsabilidade, Deus pode chamá-lo e capacitá-lo para colaborar com a restauração.
Neemias não era responsável pela reconstrução quando ouviu falar da situação de Jerusalém. Ele era um copeiro. Contudo, Deus o capacitou para fazer aquilo que seria necessário.
Durante o desenvolvimento da obra, Neemias passou a exercer funções que não faziam parte de sua atividade anterior. O copeiro precisou agir como um engenheiro, organizando a reconstrução, e também como um homem de segurança, preparando o povo para enfrentar as ameaças que surgiam.
Isso ensina que, quando Deus chama alguém para determinada tarefa, também concede a capacitação necessária. A limitação da função anterior não impede o Senhor de preparar o servo para novas responsabilidades.
A reconstrução sempre enfrenta oposições
A obra realizada por Neemias enfrentou adversários. Sambalate, Tobias e Gesém se levantaram contra aquilo que estava sendo feito. Eles representavam a oposição que tentava impedir, enfraquecer ou interromper a reconstrução.
A mensagem destacou que também existem oposições no presente. Sempre haverá forças que se levantam contra a obra, contra a comunhão, contra a restauração e contra aquilo que Deus deseja realizar.
Entretanto, Neemias não abandonou a missão por causa dos adversários. Ele organizou o povo e convocou levitas, sacerdotes e famílias para participarem da reconstrução. A obra não seria realizada por uma única pessoa, mas pela cooperação de todos.
A existência de oposição não significava que Deus havia deixado de conduzir a obra. Ao contrário, naquele cenário de ameaças, a orientação divina continuava sendo obedecida. O povo precisava trabalhar, permanecer vigilante e estar preparado para se reunir quando a buzina fosse tocada.
O perigo de permanecer separado
Neemias deu a ordem sobre o som da buzina porque os trabalhadores estavam separados uns dos outros ao longo do muro. Cada grupo estava envolvido em uma parte da reconstrução e havia uma distância entre eles.
Por isso, quando surgisse uma ameaça, o toque serviria para indicar onde todos deveriam se reunir. O povo não poderia enfrentar o inimigo de maneira dispersa. Era necessário ajuntar-se.
A mensagem aplicou essa realidade à vida da Igreja. Também nos dias atuais podem surgir situações nas quais as pessoas permanecem separadas: um irmão de um lado e outro irmão em outra direção, cada um cuidando apenas de sua própria área.
Entretanto, ao ouvir a voz do Espírito Santo, a Igreja é convocada a se ajuntar. O som da trombeta representa essa voz espiritual e profética que chama o povo para perto, restaura a unidade e fortalece o entendimento de corpo.
Não se trata apenas de uma proximidade física, mas de uma comunhão espiritual. O entendimento de corpo leva cada servo a reconhecer que não está realizando uma obra particular. Todos estão envolvidos na mesma obra do Senhor.
Juntos, o Senhor pelejará por seu povo
O ponto central da palavra é que o povo deveria se unir porque Deus pelejaria por ele. A segurança não estava apenas nas armas, nos homens ou na estratégia utilizada. A verdadeira segurança estava na presença e na intervenção do Senhor.
“Ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós.”
Neemias 4:20 foi aplicado como um chamado para que ninguém permaneça isolado. A orientação transmitida é: não se isolar, mas se juntar ao corpo.
Quando os servos se unem na obra, na oração, na comunhão e na obediência à voz do Espírito Santo, podem confiar que Deus pelejará por eles. A força da Igreja não se encontra no individualismo, mas na unidade estabelecida pelo Senhor.
Cada servo é chamado a possuir o mesmo espírito de Neemias: um espírito disposto a reconstruir, trabalhar, vigiar, enfrentar oposições e permanecer unido ao povo de Deus.
Reconstruindo a comunhão e o altar de adoração
A reconstrução apresentada na mensagem não se limita a estruturas externas. Existe uma reconstrução que precisa acontecer dentro da vida espiritual.
É necessário reconstruir a comunhão com Deus e restaurar o altar de adoração. Quando a vida espiritual perde sua firmeza, áreas importantes começam a ficar enfraquecidas. A visão espiritual pode deixar de existir, os dons podem deixar de ser buscados e a comunhão pode ser afetada.
A mensagem conduz cada servo a examinar há quanto tempo não recebe uma visão ou não experimenta a manifestação de um dom espiritual. Essa ausência deve despertar o desejo de voltar a ouvir a voz de Deus e reconstruir o altar de adoração.
O som da trombeta continua sendo ouvido. A voz profética e a voz do Espírito Santo continuam chamando o povo para a restauração.
Quem ouve essa voz deve permitir que Deus reconstrua todas as áreas de sua vida. As ruínas não precisam permanecer. As portas podem ser restauradas, os muros podem ser levantados, a comunhão pode ser renovada e o altar de adoração pode voltar a ocupar seu devido lugar.
Uma obra extensa, mas sustentada pelo Senhor
A obra de reconstrução é extensa e grande. Existem muitas áreas a serem trabalhadas e muitos desafios a serem enfrentados. Contudo, o tamanho da obra não deve produzir desânimo.
O nome do Senhor será o recurso necessário para a realização daquilo que Ele mesmo determinou. Deus não apenas chama o servo, mas também o capacita, fortalece e sustenta durante todo o processo.
Assim como Neemias ouviu sobre as ruínas, buscou ao Senhor e se levantou para reconstruir, cada servo é chamado a perceber aquilo que precisa ser restaurado e a assumir sua posição na obra do Espírito Santo.
Ao ouvir a trombeta de Deus, ninguém deve permanecer distante ou isolado. É tempo de se reunir, fortalecer a comunhão, restaurar o altar, reconstruir os limites e confiar plenamente na promessa:
“O nosso Deus pelejará por nós.”
Quando a Igreja ouve a voz do Espírito Santo, une-se como corpo e se dispõe a reconstruir, a obra do Senhor é glorificada.
O toque da trombeta durante a reconstrução dos muros
Texto bíblico central:
“No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco. O nosso Deus pelejará por nós.”
Neemias 4:20
A mensagem teve como ponto central a reconstrução dos muros de Jerusalém. Naquele momento, havia um grupo de pessoas trabalhando firmemente para restaurar aquilo que havia sido destruído. Entretanto, enquanto alguns desejavam trabalhar e ver a cidade novamente protegida, outros procuravam atrapalhar, impedir e interromper a obra.
O cenário era de muito trabalho, mas também de intensa oposição. Os trabalhadores estavam espalhados ao redor dos muros, cada grupo atuando em uma parte da construção. Por estarem distantes uns dos outros, havia a necessidade de um sinal que pudesse convocá-los rapidamente quando surgisse algum perigo.
Por essa razão, Neemias estabeleceu uma orientação: quando o povo ouvisse o toque da trombeta, todos deveriam abandonar momentaneamente o ponto em que estavam e reunir-se no local de onde vinha o sinal. A trombeta não era tocada sem propósito. Seu som representava um aviso de perigo e uma convocação para que todos permanecessem unidos.
O toque mostrava que nenhum trabalhador deveria enfrentar o inimigo sozinho. Embora cada um estivesse realizando sua parte na reconstrução, todos pertenciam à mesma obra. Quando o perigo aparecesse, deveriam reunir-se em plena comunhão, como um só corpo, confiando na promessa de que Deus pelejaria por eles.
A voz do Espírito Santo é a trombeta desta hora
A partir desse acontecimento, a mensagem apresentou uma pergunta espiritual: se a trombeta avisava os trabalhadores nos dias de Neemias, quem avisa a Igreja sobre os perigos no tempo presente?
A resposta apresentada foi clara: quem avisa a Igreja hoje é o Espírito Santo. A voz do Espírito Santo é como o toque da trombeta. É ela que adverte, orienta, conduz e mostra antecipadamente aquilo que pode colocar em risco a vida do servo ou a realização da obra de Deus.
Foi enfatizado que os avisos do Senhor não têm faltado ao seu povo. Por meio da comunhão, da oração e dos dons espirituais, o Senhor mostra situações relacionadas à Igreja, aos seus servos, às famílias e às necessidades que precisam ser atendidas.
Esses avisos não são dados apenas para produzir conhecimento. Quando o Senhor mostra algo, o povo precisa agir. A revelação deve produzir uma resposta prática e obediente.
Se o Senhor revela que determinada situação precisa ser corrigida, não se deve ignorar o aviso. Se o Senhor mostra que algo deve ser acertado, o servo não pode permanecer indiferente. E, quando o Espírito Santo demonstra que existe urgência, não é correto adiar a solução para a semana seguinte ou para outro momento.
A atitude esperada é semelhante a esta:
“O Senhor revelou, por isso será corrigido. O Senhor mostrou que é necessário acertar esta situação, por isso será feito. Se o Senhor disse que há pressa, é preciso começar hoje.”
Essa prontidão é necessária porque a obra é grande e extensa. Há muito a ser realizado, e ninguém conseguirá cumprir sozinho tudo o que Deus deseja fazer. Por isso, além de trabalhar, o povo precisa estar unido.
Unidos em oração para ouvir os avisos do Senhor
A união apresentada na mensagem não foi apenas uma aproximação física. O chamado é, principalmente, para uma união em oração. Quando a Igreja ora e permanece em comunhão, o Senhor continua avisando, orientando e revelando os perigos que cercam a obra.
Durante a reconstrução, os trabalhadores estavam distribuídos por diferentes partes do muro. A distância entre um grupo e outro poderia criar brechas. Enquanto alguns construíam, outros precisavam permanecer vigilantes, porque os inimigos eram numerosos e as oposições eram grandes.
A mensagem mostrou que a obra do Senhor também enfrenta oposições internas e externas. Existem ataques que vêm de fora, mas também podem surgir dificuldades no próprio ambiente em que a obra está sendo realizada. Por isso, o servo desta hora precisa reconhecer o toque da trombeta e responder ao chamado de Deus.
Ao ouvir a voz do Espírito Santo, ele deve apresentar-se diante do Senhor, dizendo em seu coração:
“Eis-me aqui, Senhor. Sou apenas um simples servo, mas estou disponível para realizar aquilo que o Senhor determinar.”
Deus capacita servos aparentemente simples
Neemias era copeiro do rei. Ele não era apresentado como engenheiro ou especialista em construção. Humanamente, alguém poderia questionar sua capacidade de acompanhar a restauração de uma cidade e liderar a reconstrução dos muros de Jerusalém.
Entretanto, a mensagem destacou que a obra não dependia apenas da capacidade natural de Neemias. Ele havia ouvido a voz de Deus e recebido uma responsabilidade. Por essa razão, o Senhor lhe concederia as condições necessárias para realizar aquilo que havia sido determinado.
Esse princípio foi aplicado à vida dos servos. Alguém pode dizer que não possui determinado cargo, que não é diácono, que não tem experiência ou que não se considera preparado. Todavia, quando o Espírito Santo chama e orienta, ele também concede autoridade e capacitação para que a vontade de Deus seja cumprida.
O servo pode não conhecer todos os detalhes da construção, mas, se ouviu o toque da trombeta, deve ajuntar-se ao povo. Esse ajuntamento acontece por meio da oração, da comunhão com o Senhor e da unidade com o corpo.
Quando alguém permanece distante, pode até ouvir algum som, mas corre o risco de tentar enfrentar a batalha sozinho. A ação de reunir-se, interceder e permanecer unido acontece dentro do corpo. É nesse ambiente de comunhão que a Igreja encontra fortalecimento e proteção.
“Deus pelejará por nós”
Depois da convocação para que o povo se reunisse ao ouvir a trombeta, veio a grande promessa:
“O nosso Deus pelejará por nós.”
Neemias 4:20
A segurança dos trabalhadores não estava apenas nas armas que carregavam, na organização dos grupos ou na estratégia de Neemias. A verdadeira segurança estava no Senhor.
Enquanto os servos realizavam a obra, Deus permanecia guardando e protegendo. Em determinadas situações, o trabalhador poderia estar concentrado na construção e até de costas para a direção de onde o inimigo se aproximava. Mesmo assim, o Senhor continuava presente, enviando sua proteção e sustentando aqueles que estavam envolvidos em sua obra.
Era o Senhor quem pelejaria. Era o Senhor quem lutaria pelo povo. E, por causa dessa intervenção divina, a obra seria erguida e os muros seriam reconstruídos.
Essa palavra foi aplicada diretamente à vida dos servos no tempo presente. Cada servo foi chamado a compreender que pode ser um Neemias de 2026, trabalhando dentro da própria família e dentro da Igreja.
Talvez ele não seja a pessoa que, humanamente, pareça mais capacitada. Ainda assim, se o Senhor o chamou, também poderá capacitá-lo, honrá-lo e dar-lhe condições para realizar a obra.
Foi lembrado que a obra pertence ao Espírito Santo. O chamado vem do Senhor, o aviso vem do Senhor e a capacidade também vem do Senhor.
A resistência existirá. Haverá embates, dificuldades e tentativas de interromper aquilo que Deus está realizando. Contudo, a promessa permanece:
“O Senhor pelejará por nós.”
Os perigos que procuram afastar e distrair o servo
Assim como a trombeta avisava o povo sobre os perigos ao redor de Jerusalém, o Espírito Santo continua avisando sobre tudo aquilo que pode afastar o homem de Deus ou distraí-lo durante a realização da obra.
A reconstrução exigia atenção porque os inimigos não desistiam facilmente. Houve insistência nas tentativas de chamar Neemias para longe do trabalho. O convite foi repetido quatro vezes, revelando uma estratégia de distração, intimidação e afastamento.
O objetivo dos adversários era fazer com que Neemias abandonasse, ainda que temporariamente, a posição em que Deus o havia colocado. Eles queriam interromper seu trabalho, desviar sua atenção e levá-lo para outro ambiente.
A mensagem mostrou que algo semelhante acontece na vida espiritual. Existem muitas vozes tentando conquistar a atenção do homem. São sons, barulhos, opiniões, convites e influências que podem fazê-lo dispersar-se e perder a direção.
Diante de tantas vozes, o segredo do servo na última hora é reconhecer que está sendo conduzido pelo Espírito Santo. A voz do Espírito é o som que lhe dá um norte e apresenta uma direção segura.
Nem toda voz conduz ao lugar determinado por Deus. Por isso, é necessário discernir o toque da trombeta e permanecer atento à orientação do Senhor.
Muros derribados e portas quebradas
A palavra também chamou a atenção para a condição dos muros e das portas de Jerusalém. Os muros estavam fendidos e derribados, enquanto as portas estavam quebradas e queimadas.
Essa condição foi relacionada à vida de muitas pessoas. Exteriormente, alguém pode aparentar possuir toda uma estrutura. Aos olhos dos outros, sua vida pode parecer organizada e segura. Entretanto, interiormente, suas portas podem estar quebradas e seus muros podem estar derribados.
Aquilo que deveria representar proteção e segurança pode estar comprometido. Existem vidas que parecem fortes por fora, mas que, em seu interior, estão expostas, feridas e vulneráveis.
A obra do Espírito Santo não se limita a observar essa condição. O povo de Deus não foi chamado apenas para contemplar os muros caídos ou comentar sobre as vidas que precisam de restauração. Ele foi chamado para entrar na obra como trabalhador.
Essa participação acontece por meio da fé, da oração e da intercessão. O corpo reúne-se sob a direção do Espírito Santo para clamar pela restauração daqueles que estão com a vida espiritual ferida.
À medida que os trabalhadores permanecem unidos, o Senhor fornece tudo aquilo de que necessitam. É ele quem equipa, orienta e sustenta a Igreja durante o trabalho.
Assim, muitas vidas começam a ser restauradas. Muros espirituais são reconstruídos, portas são reparadas e pessoas voltam a experimentar a segurança da presença de Deus.
A restauração conduz novamente à comunhão
A mensagem relacionou a restauração das portas com o convite de Jesus para entrar na vida do homem:
“Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.”
Apocalipse 3:20
O propósito do Senhor é ter comunhão com o homem. Ele se apresenta à porta e chama, desejando entrar e estabelecer um relacionamento verdadeiro.
Quando a porta é aberta e a comunhão com o Senhor é restaurada, a vida do homem também começa a ser restaurada. Aquilo que estava quebrado recebe reparação. O que estava vulnerável volta a encontrar proteção, e o que estava distante é novamente aproximado da presença de Deus.
Portanto, a reconstrução dos muros não representa apenas uma obra exterior. Ela aponta para uma ação espiritual profunda, por meio da qual o Senhor restaura vidas, fortalece a comunhão e devolve ao homem a segurança de permanecer em sua presença.
Sambalate e Tobias: a oposição infiltrada contra a restauração
Ao prosseguir na exposição da reconstrução dos muros, a mensagem apresentou os adversários que se levantaram contra Neemias e contra o povo que trabalhava em Jerusalém.
Sambalate foi apresentado como um governador que ficou furioso quando soube que os judeus estavam reconstruindo e restaurando os muros. Ele não se alegrou ao ver a cidade voltando a possuir proteção. Ao contrário, a restauração despertou nele indignação e resistência.
A mensagem destacou que Sambalate era samaritano e foi descrito como alguém que conhecia aspectos relacionados à adoração, mas que naquele momento se encontrava infiltrado e trabalhando contra o projeto de Deus.
Também havia Tobias. Ele era um oficial que possuía ligações políticas e parentesco com sacerdotes judeus. Essa proximidade lhe dava influência tanto no ambiente político quanto no religioso.
Por meio dessa influência, Tobias conseguia colocar espiões entre o povo, espalhar boatos e criar dificuldades para Neemias. Isso mostra que a oposição não se limitava a ameaças feitas abertamente do lado de fora. Havia pessoas próximas, influentes e relacionadas com setores importantes da sociedade que procuravam impedir a restauração.
Neemias, portanto, não enfrentava uma resistência simples. Ele precisava preparar os trabalhadores para lidar com pessoas influentes, informações falsas, intimidações e movimentos organizados contra a obra.
Essa realidade explicava a necessidade de vigilância constante. A obra era intensa, o trabalho estava distribuído ao redor dos muros e os trabalhadores permaneciam espalhados. O toque da trombeta era o instrumento usado para garantir que, diante de algum ataque, todos pudessem reunir-se e proteger o ponto ameaçado.
Enquanto uns construíam, outros vigiavam
A reconstrução exigia trabalho e proteção ao mesmo tempo. Parte do povo trabalhava diretamente na restauração dos muros, enquanto outra parte permanecia armada e vigilante.
Esse procedimento revelava que não bastava construir. Também era necessário guardar aquilo que estava sendo reconstruído. Enquanto alguns colocavam as pedras no lugar, outros observavam os movimentos do inimigo.
Essa estratégia foi aplicada à vida da Igreja. A obra do Senhor envolve ação, mas também requer vigilância espiritual. Enquanto alguns estão trabalhando em determinada frente, outros precisam sustentar aquela atividade em oração, intercessão e atenção aos avisos do Espírito Santo.
Os dois grupos não realizavam obras diferentes. Todos participavam do mesmo projeto. Uns estavam diretamente envolvidos na construção, enquanto outros protegiam os trabalhadores e o local da obra.
Essa organização simbolizava a união, a comunhão, a fé, a oração e a ação. Na obra de Deus, ninguém deveria considerar sua função sem importância. Tanto aquele que trabalha de maneira visível quanto aquele que permanece em oração e vigilância participa da mesma batalha.
Sambalate, Tobias e Gesém contra o projeto de Deus
Além de Sambalate e Tobias, havia Gesém, formando um grupo unido contra Neemias e contra a reconstrução.
A mensagem descreveu essa união como uma espécie de trindade maligna, pois os três se juntavam com um mesmo propósito: impedir aquilo que Deus havia determinado.
Sambalate possuía sua posição e influência. Tobias mantinha ligações políticas e religiosas. Gesém também participava ativamente da oposição. Cada um possuía suas características, mas todos estavam unidos contra a obra.
Essa situação mostrou que as influências humanas sempre existiram ao longo do tempo. Existem interesses, relacionamentos, estruturas políticas e ligações religiosas que podem ser usadas para favorecer projetos humanos e resistir ao propósito de Deus.
Entretanto, acima das influências dos homens, havia uma obra de Deus sendo realizada. A oposição existia, mas não possuía autoridade para cancelar o projeto que o Senhor havia estabelecido.
A escolha de realizar ou não a obra de Deus
A mensagem apresentou dois posicionamentos possíveis: ou a pessoa está realizando a obra de Deus, ou não está realizando.
Trata-se de uma escolha. Quando alguém decide participar verdadeiramente da obra do Senhor, precisa compreender que essa decisão possui um preço.
Realizar a obra de Deus é gratificante, mas exige renúncia. O servo não poderá fazer tudo de acordo com suas próprias ideias, preferências ou interesses, porque não se trata de um projeto humano.
A obra pertence ao Senhor. Por isso, deve ser realizada conforme a orientação dada por ele.
Neemias poderia ter desejado modificar completamente os muros ou realizar a construção conforme uma ideia própria. Contudo, a ordem recebida foi para restaurar.
Se o Senhor determinou a restauração, isso significava que já existia uma base. O objetivo não era inventar uma cidade diferente, mas recuperar aquilo que havia sido destruído.
Na obra do Senhor, restauração significa voltar à base estabelecida por Deus, e não substituir o projeto divino por ideias humanas.
Neemias entendeu que não deveria alterar o projeto. Sua responsabilidade era obedecer e restaurar.
A reconstrução não foi realizada por um homem sozinho
Neemias não reconstruiu todos os muros sozinho. Havia diferentes grupos que aceitaram participar do trabalho.
Cada grupo assumiu sua parte e contribuiu para que toda a cidade fosse restaurada. A conclusão da obra dependia da união daqueles que haviam entendido o propósito.
Entretanto, foi lembrado que alguns dos que participaram posteriormente desejaram obter vantagens pessoais por causa do trabalho realizado.
Essa atitude não correspondia ao espírito da obra. O serviço prestado ao Senhor não deveria ser usado como meio de promoção, reconhecimento humano ou benefício próprio.
Na obra de Deus, quem verdadeiramente valoriza o homem é o próprio Deus. O servo não precisa transformar aquilo que fez em instrumento de exaltação pessoal.
Todo louvor, toda honra e toda glória pertencem ao Senhor.
O trabalhador participa, obedece e se entrega, mas sabe que a obra pertence a Deus. A glória pelo resultado não é do instrumento utilizado, mas daquele que chamou, capacitou e sustentou o trabalho.
A voz de Deus também chamou Samuel
Ao falar sobre a voz do Espírito Santo, a mensagem estabeleceu uma ligação com a experiência de Samuel.
Samuel ainda era uma criança. Ele não era governador, não ocupava a posição de sacerdote e não possuía autoridade política. Mesmo assim, a voz de Deus veio até ele.
“Samuel, Samuel.”
1 Samuel 3:4-10
A importância de Samuel não estava em um cargo humano, mas em sua disposição para ouvir e responder à voz do Senhor.
Naquela ocasião, havia uma responsabilidade espiritual: a lâmpada do templo não poderia se apagar. Samuel foi chamado em um momento no qual Deus desejava preservar a luz e comunicar sua vontade.
Assim como Samuel ouviu a voz de Deus, Neemias também recebeu uma notícia que se transformou em um chamado. Ele soube que os muros de Jerusalém estavam fendidos e que as portas haviam sido queimadas.
Ao ouvir sobre a situação da cidade, Neemias ficou profundamente triste. Ele não tratou aquela notícia com indiferença. A condição de Jerusalém tocou seu coração e o levou a dedicar sua vida à restauração.
Neemias deixou a segurança do palácio
Neemias era copeiro do rei. Naquele período, essa função não era insignificante. O copeiro era uma pessoa de grande confiança.
Ele possuía acesso ao rei, intimidade com a família real e influência dentro do palácio. Sua função exigia que fosse considerado alguém fiel e confiável.
Neemias desfrutava da segurança da presença do rei e das condições oferecidas pelo palácio. Entretanto, durante determinado período, ele afastou-se de toda aquela estabilidade para ir a um lugar destruído.
Ele deixou um ambiente seguro para dirigir-se a Jerusalém, onde os muros estavam derribados, as portas queimadas e a cidade vulnerável.
Além da destruição, Neemias sabia que encontraria Sambalate, Tobias e Gesém levantando-se contra ele. Havia pessoas tentando investir contra sua vida e contra a obra de Deus.
Mesmo assim, ele permaneceu firme.
Neemias podia continuar trabalhando porque estava certo de que o seu Deus era poderoso. Sua segurança não vinha mais das paredes do palácio, mas da certeza de que o Senhor estava com ele.
O servo precisa estar plenamente certo de que o Deus a quem serve é poderoso.
Essa certeza é necessária em todos os momentos da vida espiritual.
Alguém pode estar vivendo um tempo semelhante ao palácio, no qual tudo parece seguro e organizado. Outro pode estar chegando diante de uma realidade destruída, contemplando muros quebrados e portas queimadas. Também pode haver aquele que já se encontra no momento da obra concluída, quando os muros foram reparados e as portas novamente colocadas em ordem.
Em todas essas etapas, o Senhor continua conduzindo seu povo.
Os diferentes momentos da obra
A mensagem lembrou que, depois da reconstrução, Neemias estabeleceu porteiros, levitas e cantores.
“E sucedeu que, edificado o muro, e levantadas as portas, e os porteiros, e os cantores, e os levitas foram estabelecidos.”
Neemias 7:1
Primeiro havia a notícia da destruição. Depois veio o chamado, a oração, a viagem, a inspeção, o trabalho, a oposição e a reconstrução. Finalmente, com os muros e as portas restaurados, foram estabelecidas pessoas responsáveis por diferentes serviços.
Essas etapas representam os vários momentos que os servos vivem na obra de Deus, tanto individualmente quanto na Igreja.
Há momentos em que o servo está recebendo a notícia de que algo precisa ser restaurado. Em outros, está começando o trabalho. Também existem períodos de forte oposição, nos quais é necessário permanecer firme. E há ocasiões em que aquilo que estava quebrado finalmente é colocado em ordem.
Independentemente da etapa, o chamado é para que o servo permaneça voluntário e disponível.
“Senhor, eis-me aqui, porque tenho ouvido o toque da trombeta.”
Ouvir não basta: é necessário obedecer
A importância de estar atento aos sinais foi novamente destacada. O servo precisa ouvir o toque da trombeta e compreender aquilo que o Espírito Santo está mostrando.
Entretanto, ouvir sem obedecer não produzirá o efeito esperado. A vitória não vem apenas do conhecimento de que Deus falou, mas da obediência ao sinal dado pelo Senhor.
A vitória do servo está ligada à obediência aos sinais que o Espírito Santo concede.
Quando o Senhor avisa sobre um perigo, a resposta precisa ser imediata. O povo de Jerusalém não deveria ouvir a trombeta e permanecer parado em seu ponto de trabalho. O sinal exigia deslocamento, união e preparação.
Da mesma maneira, quando o Espírito Santo orienta a Igreja, sua voz deve produzir movimento. O servo precisa corrigir o que foi mostrado, aproximar-se do corpo, buscar ao Senhor e assumir a posição determinada.
A última trombeta e o grande ajuntamento
A trombeta tocada durante a reconstrução também foi relacionada ao ajuntamento futuro do povo de Deus.
Naquele tempo, o som reunia os trabalhadores nos muros de Jerusalém. Contudo, quando a última trombeta tocar, haverá um ajuntamento muito maior.
Não será mais uma reunião ao redor dos muros da Jerusalém terrena. Será o encontro do povo salvo com o Senhor, tendo como destino a Jerusalém eterna.
“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares.”
1 Tessalonicenses 4:17
Enquanto esse dia não chega, a Igreja permanece reunida como um só corpo e um só espírito. O povo de Deus continua trabalhando, vigiando e ouvindo a direção do Espírito Santo.
Os muros representavam proteção e separação
Restaurar os muros de Jerusalém significava restaurar a proteção da cidade.
Os muros estabeleciam uma separação entre aqueles que estavam dentro de Jerusalém e os que se encontravam do lado de fora. Também dificultavam a entrada dos inimigos e davam à cidade uma condição de defesa.
Naquele período, uma cidade sem muros não era considerada fortificada. Ela permanecia vulnerável aos ataques e podia ser invadida com facilidade.
A mensagem aplicou essa figura à vida da Igreja. Também existe uma necessidade espiritual de reconstrução dos muros.
Esses muros representam a separação daquilo que pertence ao mundo e a preservação da vida daquele que serve ao Senhor.
Não se trata de uma separação baseada em orgulho ou desprezo pelas pessoas, mas de uma proteção espiritual. O servo precisa guardar aquilo que Deus colocou em sua vida.
“O vosso corpo é o templo do Espírito Santo.”
1 Coríntios 6:19
O homem que pertence ao Senhor é templo do Espírito Santo. Por isso, sua vida precisa ser preservada.
As brechas nos muros representam pontos de vulnerabilidade. Se não forem reparadas, podem permitir a entrada de influências e ataques que comprometem a segurança espiritual.
A segurança de permanecer dentro dos muros
O povo tinha segurança enquanto permanecia dentro dos muros restaurados. Se surgissem brechas, rachaduras ou qualquer desgaste, essa proteção poderia ficar comprometida.
Os habitantes conheciam a gravidade de permanecer em uma cidade sem defesa. Eles sabiam que uma falha no muro poderia produzir consequências fatais.
Entretanto, também conheciam o Deus a quem serviam.
Neemias chegou como um consolador para aquele povo. Os habitantes de Jerusalém estavam tristes, desanimados e desolados. Por muito tempo haviam convivido com a destruição e com a vergonha de uma cidade sem proteção.
Então, o Senhor levantou um servo para trazer novamente ânimo ao povo. Neemias os despertou para lutar por aquilo que representaria sua segurança.
Essa ação também ocorre no tempo presente. O Espírito Santo levanta servos, consola os abatidos e reúne pessoas para que trabalhem na restauração.
O Espírito Santo reúne o povo em um mesmo lugar
A ordem relacionada à trombeta mostrava que, quando o sinal fosse ouvido, todos deveriam reunir-se no mesmo ponto.
Essa união era uma forma de proteção. O povo disperso ficava mais vulnerável, mas, quando se reunia, conseguia fortalecer a parte mais fraca do muro e resistir aos ataques.
Da mesma maneira, o Espírito Santo tem reunido um povo nesta última hora. Ele chama pessoas para um mesmo propósito, uma mesma fé e uma mesma direção espiritual.
Muitas pessoas ainda não conhecem a segurança de permanecer dentro desses muros espirituais. Não compreendem a importância de preservar o templo e guardar a vida que Deus lhes concedeu.
A mensagem apresentou um chamado direto a essas pessoas: o homem não foi criado para destruir, desgastar ou acabar com a própria vida.
Deus lhe concedeu um grande bem, e esse bem precisa ser guardado.
Esse grande bem é a vida.
A preservação do maior bem: a salvação
A vida não se limita ao tempo presente. Ela possui uma dimensão eterna e, por isso, precisa ser preservada.
Muitas vezes, o homem fica excessivamente preocupado com as coisas desta vida. A correria, os filhos, os negócios, as responsabilidades e os problemas cotidianos ocupam grande parte de seus pensamentos.
Essas questões são reais e precisam ser cuidadas, mas não podem fazer com que a pessoa se esqueça do bem maior: a salvação em Cristo Jesus.
Existe um lugar para o qual o povo de Deus chegará um dia. Na eternidade, os valores não serão destruídos pela ferrugem nem corrompidos pelo tempo.
“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem; mas ajuntai tesouros no céu.”
Mateus 6:19-20
Os valores eternos subsistem para sempre. Por isso, o servo precisa perguntar a si mesmo se deseja verdadeiramente esse valor e essa bênção.
Para alcançar e preservar essa herança, é necessário ouvir a voz do Espírito Santo.
O som da buzina já está sendo ouvido
A mensagem relacionou o toque da buzina à promessa registrada pelo profeta Joel:
“E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne.”
Joel 2:28
O derramamento do Espírito Santo mostra que o som da trombeta já está sendo ouvido. Deus não deixou o homem sem direção. O Espírito foi enviado para orientar, convencer, consolar e conduzir a Igreja.
A buzina utilizada naquele período era feita com o chifre de carneiro. Esse detalhe foi relacionado ao sacrifício realizado por Jesus.
Cristo morreu na cruz do Calvário e preparou todas as coisas. O preço necessário para a salvação já foi pago.
O homem não precisa criar outro sacrifício ou tentar pagar novamente aquilo que Jesus já cumpriu. Agora, o Espírito Santo realiza sua obra, aplicando à vida do homem aquilo que foi conquistado por Cristo.
O preço já foi pago por Jesus, e a segurança é concedida pelo Senhor.
Estar atento à voz do Espírito Santo
O chamado foi para que todos permanecessem atentos ao som da buzina, compreendendo que ele representa a voz do Espírito Santo.
A Igreja encontra-se congregada porque, em algum momento, seus servos ouviram essa voz.
Foi compartilhada a experiência de alguém que já possuía uma vida religiosa tradicional, mas que, durante suas orações, desejava desenvolver maior intimidade com Deus.
Havia em seu coração um pedido para ouvir a voz do Senhor e receber uma direção mais clara do Espírito Santo.
“Senhor, existe alguma coisa que não está certa. Preciso ouvir a tua voz, a voz do Espírito e a tua direção.”
O Senhor começou a responder a esse desejo. Aquele que busca sinceramente a Deus não é rejeitado.
“O que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.”
João 6:37
O Senhor ouviu e começou a operar. A busca individual conduziu à experiência de estar em um lugar onde as pessoas, por meio do Espírito Santo, possuem o mesmo pensamento espiritual, compreendem o mesmo propósito e sabem de onde vieram e para onde estão caminhando.
Esse é o chamado estendido a todos: reconhecer a autoridade da voz do Espírito Santo e permitir que ela conduza a vida.
Quando essa voz é atendida, Deus realiza uma grande obra. Ele restaura a vida, alcança a casa e opera exatamente no ponto em que existe um problema.
Contudo, acima de todas as restaurações relacionadas à vida presente, permanece o objetivo principal: preservar a vida e a alma para o grande dia do Senhor.
A comunhão fortalece o ponto mais fraco
A mensagem prosseguiu destacando que os servos precisam permanecer em comunhão com os irmãos, unidos como um só corpo para o trabalho, para a oração e para o louvor.
Durante a reconstrução dos muros, havia uma estratégia estabelecida por Neemias: o som da trombeta. Quando esse sinal fosse ouvido, todos deveriam se reunir para proteger o local que estivesse sendo ameaçado.
O ajuntamento não tinha apenas o objetivo de reunir pessoas. Ele permitia que os trabalhadores fortalecessem o ponto mais fraco do muro.
Se uma brecha estivesse sendo atacada, aqueles que trabalhavam em outras partes deveriam dirigir-se até ela. Unidos, conseguiriam proteger os irmãos e impedir o avanço dos inimigos.
Esse princípio foi aplicado à vida da Igreja. Quando um servo está enfraquecido, passando por uma luta ou enfrentando uma ameaça espiritual, o corpo não deve deixá-lo sozinho.
A comunhão, a oração e a intercessão ajudam a fortalecer o ponto que está vulnerável.
Cada servo precisa fazer a sua parte, sabendo que aquele que verdadeiramente concede a vitória é Deus.
O povo trabalhava, vigiava, carregava suas armas e respondia ao toque da trombeta. Contudo, a confiança final não estava em sua própria capacidade.
“O nosso Deus pelejará por nós.”
Neemias 4:20
Trabalho, vigilância e preparação contínua
Neemias registrou a intensa oposição levantada contra a reconstrução dos muros de Jerusalém. Diante das ameaças, ele organizou o povo de maneira que uma parte permanecesse trabalhando na construção e outra atuasse como uma guarda armada.
Os que vigiavam protegiam aqueles que estavam diretamente envolvidos no trabalho. Essa organização simbolizava a necessidade de unir diferentes atitudes espirituais:
- a comunhão;
- a fé;
- a oração;
- a vigilância;
- e a ação.
Os sentinelas não vigiavam somente durante o dia. A proteção era mantida de dia e de noite.
Mesmo quando descansavam, os homens permaneciam vestidos com suas roupas de guerra e conservavam suas armas próximas. Eles dormiam preparados para responder imediatamente caso o inimigo atacasse.
Até durante o descanso, aqueles homens permaneciam preparados para a batalha.
Essa postura demonstrava que eles compreendiam a gravidade do momento. Não poderiam permitir que o descanso os tornasse desprevenidos.
Entrar na obra e permanecer em Jerusalém
A orientação de Neemias também determinava que cada trabalhador permanecesse dentro de Jerusalém com seu ajudante.
“Cada um com o seu moço fique em Jerusalém, para que de noite nos sirvam de guarda e de dia trabalhem.”
Neemias 4:22
A aplicação apresentada foi que, na obra do Senhor, não basta apenas entrar. É preciso entrar e permanecer.
Os trabalhadores deveriam ficar em Jerusalém até que a obra fosse concluída. Eles não poderiam abandonar sua posição no meio da reconstrução.
Espiritualmente, a Igreja também deve permanecer firme até o cumprimento definitivo do projeto de Deus.
A Jerusalém eterna já está preparada e aguarda aqueles que, durante esta vida, ouviram a voz do Senhor, permaneceram vigilantes e foram encontrados preparados.
O servo entra na obra e permanece nela, aguardando o dia em que estará para sempre com o Senhor.
A necessidade de vigilância diante da vinda do Senhor
A mensagem recordou que o inimigo pode agir de forma inesperada. Assim como um ladrão procura chegar em um momento de descuido, os ataques espirituais podem surgir quando o homem não está atento.
Por essa razão, o servo precisa permanecer vigilante diante de tudo aquilo que pode se levantar contra sua fé.
“O dia do Senhor virá como o ladrão de noite.”
1 Tessalonicenses 5:2
A vigilância não deve produzir medo, mas preparação. A Igreja não está abandonada ou desarmada. O Senhor já providenciou tudo aquilo de que ela necessita para permanecer firme.
As armas espirituais da Igreja
Foi declarado que a Igreja está preparada e espiritualmente armada.
Essa preparação não se refere a armas humanas. A Igreja está municiada com os recursos concedidos pelo Senhor:
- a fé;
- os dons espirituais;
- as profecias;
- as orientações do Espírito Santo;
- a Palavra de Deus;
- e a doutrina estabelecida.
Assim como os trabalhadores possuíam instrumentos para construir e armas para se defender, a Igreja trabalha e vigia com os recursos espirituais que recebeu.
A obra do Senhor está estabelecida. O servo não precisa inventar meios humanos para substituir aquilo que Deus já concedeu.
A restauração do altar e a glorificação do Senhor
Depois de enfrentar as oposições e concluir a reconstrução, Neemias também trabalhou para colocar em ordem a vida espiritual do povo.
A restauração não se limitava aos muros e às portas. O altar precisava estar em ordem, porque o objetivo final de toda a obra era que o nome do Senhor fosse glorificado.
Quando o povo voltou a ocupar sua posição, o Senhor operou novamente entre eles. A cidade foi organizada, o serviço espiritual foi estabelecido e Deus recebeu a glória.
A aplicação feita à Igreja foi direta:
O servo deve colocar o altar de sua vida em ordem e permanecer preparado.
Não é correto sair de casa sem clamor e sem oração. O dia precisa começar na presença do Senhor, porque o servo não sabe quais batalhas encontrará.
A oração como parte da preparação
A Palavra orienta o povo de Deus a manter uma vida constante de oração:
“Orai sem cessar.”
1 Tessalonicenses 5:17
Também foi recordada a importância de orar uns pelos outros e de confiar na oração da fé:
“Orai uns pelos outros, para que sareis.”
Tiago 5:16
“A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará.”
Tiago 5:15
A mensagem mostrou quantas bênçãos Deus disponibiliza ao povo que permanece preparado e em oração.
O servo não deve entrar em uma batalha sem antes buscar ao Senhor. Essa preparação é necessária em todas as áreas da vida.
Uma luta dentro do casamento, uma dificuldade em um relacionamento ou um ajuste necessário na família não devem ser enfrentados apenas com recursos humanos.
Antes de tomar decisões ou enfrentar situações delicadas, é necessário:
- orar;
- jejuar;
- buscar a direção do Senhor;
- e ouvir antecipadamente a voz do Espírito Santo.
Essa busca anterior evita que o servo tome decisões precipitadas e sofra prejuízos que poderiam ter sido evitados.
Deus fala antes: o Senhor é preventivo
A mensagem enfatizou que Deus não deseja apenas mostrar o problema depois que tudo aconteceu.
O Senhor é preventivo. Ele fala antes, avisa antecipadamente e mostra ao servo como deve preparar-se.
Quando Deus revela um perigo, sua intenção é guardar o homem e impedir que seja surpreendido.
Deus fala a tempo, e falar a tempo significa falar antes.
O servo busca ao Senhor, ouve sua voz e prepara-se. O inimigo pode até tentar aproximar-se, mas encontrará alguém espiritualmente vigilante e pronto para a batalha.
A mão do servo é adestrada para a batalha porque ele não depende apenas da própria força. Sua preparação vem da comunhão com Deus.
Uma geração que não pode ser surpreendida
Os jovens também foram chamados a assumir uma posição de coragem e vigilância.
Os jovens servos do Senhor foram apresentados como uma geração destemida, que não deve ser apanhada de surpresa nesta última hora.
Não é possível dormir espiritualmente desarmado. Também não se deve procurar descanso longe da Palavra.
Jesus é o verdadeiro descanso do servo. É nele que a Igreja encontra segurança quando chegam a noite, as trevas, as lutas e as provações.
Quando alguém não ouve a orientação de Deus antecipadamente, pode acabar cedendo diante das dificuldades. As estruturas se rompem, a fé enfraquece e aquilo que deveria permanecer firme não suporta a pressão.
Entretanto, o Senhor continua falando antes. Ele avisa para que o servo se prepare.
A preparação para o culto e para a batalha espiritual
Foi apresentado como exemplo o trabalho realizado para um culto dirigido pelas senhoras.
A preparação não começaria somente na hora da reunião. As servas já estavam buscando ao Senhor desde a madrugada.
Uma estava intercedendo, outra se preparava para ministrar a Palavra e outra para participar do louvor.
Elas não deveriam chegar ao templo acreditando que realizariam apenas mais um culto comum. Precisavam chegar espiritualmente armadas com a fé, com a orientação do Senhor e com aquilo que haviam recebido durante a busca.
A batalha poderia ser grande, mas o Senhor pelejaria por seu povo.
A Igreja intercede pelos necessitados
Durante o desenvolvimento da mensagem, também foram apresentados pedidos de oração, mostrando que a comunhão do corpo se manifesta de maneira prática por meio da intercessão.
Foi pedido que a Igreja orasse por uma serva que estava internada em uma unidade de terapia intensiva, clamando para que o Senhor concedesse sua bênção e operasse em sua vida.
Também foi apresentado o pedido de oração pelo irmão Fabiano Zumaque, que se encontrava internado no Hospital Santa Rita, com uma infecção rara que estava sendo investigada por uma junta médica.
Outro pedido foi feito por Judson, que estava enfermo e acompanhava a programação de sua residência, localizada em frente à rádio. O pedido havia sido encaminhado por Luciano, que trabalhava no edifício.
Esses momentos demonstraram que a Igreja não apenas fala sobre união. Ela se reúne em oração para apresentar diante de Deus as necessidades daqueles que enfrentam enfermidades e dificuldades.
Neemias não respondeu à zombaria com desânimo
Durante a reconstrução, os inimigos procuravam desanimar os trabalhadores por meio de zombarias e palavras de menosprezo.
Eles afirmavam que o muro não resistiria e que até mesmo uma raposa seria capaz de derrubá-lo.
O objetivo dessas palavras era fazer com que o povo desacreditasse do trabalho que estava realizando.
Neemias, porém, não interrompeu a obra para iniciar uma discussão com os adversários. Ele não permitiu que a zombaria mudasse sua direção.
Primeiramente, Neemias orou ao Senhor. Contudo, sua reação não parou na oração.
A oração precisa ser acompanhada de ação
Um aspecto essencial na vida do crente foi apresentado: a oração acompanhada da ação.
Neemias orou, mas continuou trabalhando. A oração não foi usada como desculpa para abandonar a responsabilidade.
O servo deve orar, confiar em Deus e continuar agindo conforme a direção recebida.
Não pare. Ore e continue realizando aquilo que o Senhor colocou em suas mãos.
As palavras de desprezo, as tentativas de produzir medo e as críticas não devem paralisar a obra.
O servo não pode desanimar diante de declarações que procuram diminuir sua fé ou fazer com que abandone a posição.
A segurança não está na força do trabalhador. A confiança permanece no Senhor, porque é Deus quem peleja por seu povo.
A oposição sempre se levanta
A mensagem declarou que a oposição sempre surge contra aquilo que Deus está realizando.
Ela pode assumir diferentes formas: ameaças, zombarias, boatos, intimidações, distrações ou tentativas de enfraquecer a fé.
Entretanto, o servo precisa recordar que aquele que está com a Igreja é maior do que aquele que está no mundo.
“Maior é o que está em vós do que o que está no mundo.”
1 João 4:4
Essa certeza impede que a oposição determine o resultado da obra.
A oração da fé pode muito em seus efeitos
Neemias colocou diante de Deus o desejo de ver Jerusalém restaurada. Ele se propôs a orar porque reconhecia sua necessidade e sua dependência do Senhor.
A oração feita com fé pode muito em seus efeitos. Os ouvidos do Senhor estão atentos ao necessitado.
Neemias enfrentava Sambalate, Tobias, Gesém e toda uma oposição organizada contra o projeto. Ao mesmo tempo, o povo estava disperso e distante em diferentes partes dos muros.
Humanamente, a situação parecia desfavorável. Contudo, a palavra que sustentava os trabalhadores permanecia a mesma:
“O Senhor pelejará por nós.”
Jesus, o Bom Pastor, reúne suas ovelhas
A mensagem relacionou o ajuntamento dos trabalhadores à revelação de Jesus como o Bom Pastor.
Em João 10, Jesus apresentou a diferença entre o verdadeiro pastor e o mercenário.
O mercenário não possui o mesmo cuidado pelas ovelhas. Diante do perigo, ele pode abandoná-las.
Jesus, porém, é o Bom Pastor. Ele conhece suas ovelhas, chama-as e deseja reuni-las em um só rebanho.
“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.”
João 10:11
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem.”
João 10:27
Assim como os trabalhadores reconheciam o som da trombeta, as ovelhas do Senhor reconhecem a voz do Pastor.
Jesus não deseja que suas ovelhas permaneçam dispersas. Seu propósito é juntá-las em um só aprisco.
O Senhor também declarou que possuía outras ovelhas que ainda não estavam naquele aprisco e que elas igualmente seriam trazidas.
“Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.”
João 10:16
O projeto de Deus é salvar o homem. Por isso, o Espírito Santo chama, reúne e conduz as vidas para perto do Senhor.
O desejo de Jesus de ajuntar Jerusalém
Ao aproximar-se da conclusão, foi recordado o lamento de Jesus sobre Jerusalém.
“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!”
Mateus 23:37
A oposição sempre se levantou contra aqueles que anunciavam a Palavra. Jerusalém havia rejeitado e perseguido profetas enviados por Deus.
Mesmo assim, o desejo do Senhor continuava sendo reunir, guardar e proteger.
A figura da galinha reunindo seus pintinhos debaixo das asas demonstrava cuidado, proteção e comunhão.
Jesus desejava ajuntar o povo, mas muitos não quiseram atender ao chamado.
O Senhor venceu a morte e está vivo
Embora a oposição tenha se levantado e Jesus tenha enfrentado a morte, ele venceu a batalha.
O Senhor ressuscitou e está vivo. Por isso, a Igreja não segue alguém derrotado, mas aquele que venceu a morte e possui poder para salvar.
A vitória de Cristo é a base da esperança do povo de Deus.
O grande ajuntamento com o Senhor
Durante esta vida, os servos permanecem reunidos em um só corpo e em um só Espírito, formando a Igreja de Cristo.
Entretanto, haverá um ajuntamento definitivo.
No dia do arrebatamento, os salvos encontrarão o Senhor nos ares. Esse será o grande encontro da Igreja com aquele que a chamou, protegeu e conduziu.
“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.”
1 Tessalonicenses 4:17
Até que esse dia chegue, a Igreja deve permanecer unida, vigilante e atenta ao som da trombeta.
O Espírito Santo continua falando. Sua voz adverte sobre os perigos, fortalece os abatidos, orienta os trabalhadores e chama aqueles que estão dispersos.
O servo precisa ouvir, obedecer e reunir-se com o corpo. Deve trabalhar com uma mão, vigiar com a outra, permanecer em oração e confiar plenamente na promessa do Senhor.
Quando a trombeta soar, o povo deve se ajuntar, porque Deus pelejará por ele.
A mensagem concluiu reafirmando que a obra de restauração pertence ao Espírito Santo. Haverá resistência, zombarias, ameaças e tentativas de distração, mas o projeto de Deus continuará avançando.
A responsabilidade do servo é ouvir a voz do Senhor, permanecer em comunhão, guardar a salvação, fortalecer os pontos vulneráveis e continuar trabalhando até o grande dia do ajuntamento com Cristo.
CULTO DA MADRUGADA
De segunda a sábado, às 06h, ao vivo pela Rádio Maanaim
Pastores participantes
- Adriano Erlacher
- Eneas Barbosa
- Ricardo Diniz
- Silvano Rangel
“No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós.”


